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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

84, CHARING CROSS - O INVERNO EM MILÃO

Alline Storni, Biológa, uma das autoras do livro "PROCURA-SE!: GALERIA DE ANIMAIS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO", responsável pela coluna 84, Charing Cross, hoje distante pelo nascimento da filha Norah, postou estas fotos do inverno em Milão, na Itália, cidade onde mora. É uma viagem pelo frio, em pleno verão tropical.


Refresquem-se leitores com as baixíssimas temperaturas da Europa:






sábado, 13 de agosto de 2011

84, CHARING CROSS. CUIDAR DE UMA MEZZA BRASILEIRINHA NO EXTERIOR...…

Por Alline Storni



                                                                           Norah

Eu não sei como é cuidar de bebê no Brasil, uma vez que nunca tive filho aí. Tenho uma sobrinha (que nasceu quando eu já estava aqui) e dois afilhados. Além de filhos de amigos. Mas posso dizer como é cuidar de filho aqui na Itália.


Cada país tem o seu “jeito” de cuidar de bebês, acredito eu. Aqui parece que eles são mais relax que no Brasil, tirando, é claro, o famoso temor do golpe de ar. Os italianos temem mais o golpe do ar do que o apocalipse. E pensam que ar condicionado pode matar um ser humano.


Norah Pipoca nasceu numa primavera muito quente de Milão. Então eu comecei a vestir a pequena com roupas leves, de algodão. E ela, desde o primeiro mês dorme no ar condicionado. Claro que eu não coloco numa temperatura muito fria, só pra refrescar o quarto mesmo, mas ela já está tão acostumada que sem ar condicionado, dorme mal...

Quando saio na rua com ela, TODO MUNDO me manda colocar o lençol em cima dela. Tipo, 38 graus na rua, sol a pino. Lençol? A menina suando bicas... Se eu coloco o lençol ela chuta até se descobrir todinha, ahahaha. Quando entramos em algum restaurante/loja/supermercado com ar condicionado o povo vem todo me dizer que a menina deve estar com frio, mesmo que ela esteja dormindo placidamente... isso é chato demais, porque eles têm essa mania doida de cobrir as crianças, e eu respeito... mas que não venham encher meu saco, né mesmo?

De resto é mais light. Eles não têm muitas frescuras com crianças não. Dão banho na pia do banheiro mesmo, levam os recém nascidos para todo o lado (metrô/ônibus/restaurante/supermercado/feira), viajam com o neném desde muito cedo. Os nenéns dormem nos carrinhos mesmo (aquele carrinho onde eles ficam deitados) até ficarem maiores para dormir no berço. Os médicos dizem que é melhor manter os recém-nascidos em lugares menores (tipo o carrinho) ao invés de colocar no berço. O quarto do neném é bem simples, nada espetacular como os quartos do Brasil... tudo muito simples e prático.

Até agora, não tive ainda nenhum problema com a diferença na maneira de criar os filhos. Ainda é muito cedo, eu sei, mas eu até gosto deste jeito “easy” deles aqui. Vamos ver quando a Pipoca crescer um pouquinho mais!

                                                                  Norah, Pipoca


                                                                    Alline e Norah

sexta-feira, 1 de abril de 2011

84 CHARING CROSS, DIÁRIO DE BORDO

Por Ana Laura Diniz


Fonte do Castelo Sforzesco, em Milão
Enquanto Alline se prepara para a chegada de Norah, invado o espaço para falar da minha Itália. Sentiram a possessão? Minha. É que ao contrário da Alline, não moro lá. Então, olhos de turistas, sabem como é? Revelo a partir de hoje, enquanto Norah não vem... o meu diário de bordo. Apertem os cintos, e boa viagem. Espero que o voo seja tranquilo, sem turbulências, e que apreciem a paisagem.

Faz um ano que fui para a Itália, mas parece que foi ontem. Fui de “carona” com o meu pai, Mário Lúcio, a minha mãe, Neyde, e uma das minhas irmãs, a Crica, Ana Cristina na verdade (lá em casa, somos “Anas”; e também tem os “Luíses”).

Saímos pela manhã, Crica e eu, de São Paulo rumo à Brasília, no exato 02/04/2010, uma sexta-feira. Chegamos às 12h20, onde encontramos papai e mamãe, que haviam saído de Barro Alto, Goiás, às 09h17, no taxi “do Wilson”, em direção ao Aeroporto de Brasília, onde chegaram às 11h45. Ou seja, estavam lá eles ansiosos e felizes quando desembarcamos.

Almoçamos no Aeroporto e, logo após, fizemos o check-in. Embarcamos no horário previsto, e decolamos às 17h22 para Lisboa, à bordo de um Airbus 320 da TAP.

Fizemos uma viagem super tranquila, desembarcando em Lisboa às 06h24. Passamos pela alfândega portuguesa e reembarcamos às 07h38 para Milão, onde desembarcamos às 11h32.

Chegada ao Aeroporto de Milão
Localizamos a agência HERTZ, onde buscamos o carro já previamente alugado. Tivemos despesas extras com a locação do GPS: 17 euros por dia mais 50 euros de taxa pela devolução do veículo em Roma, cidade que seria feita a nossa última parada na Itália. Papai fez o meu credenciamento para que eu pudesse dirigir, pagando mais uma taxa extra de 7 euros por dia. Ele já havia feito no Brasil, a expedição internacional de carteira de motorista para ele.

Catedral Duomo de Milão. No detalhe à direita,
uma das muitas esculturas em mármore do local
Quando cheguei em Milão, Alline estava no sul da França com o marido, então acabamos por não nos encontrar.

Ficamos hospedados no Grand Hotel Puccini – Corso Buenos Aires, 33. Às 14h, descarregamos as malas e deixamos o carro no estacionamento próximo ao hotel.

Saímos então para passear. Fomos até a estação do metrô mais próxima e descemos na Piazza Del Duomo, onde está a Catedral (Duomo) de Milão – um monumento simplesmente indescritível por sua beleza arquitetônica, suas pinturas e esculturas.

Como estava chovendo, visitamos a Catedral por dentro, deixando a parte externa para depois. Em seguida, visitamos o Palazzo Reale e a Galeria Vittorio Emanuelle II.

O incrível na Itália é que para onde os olhos apontam se surpreendem. E passo a passo fica cada vez mais difícil saber o que mais admira, o que mais encanta, o que mais é o quê. Talvez por isso, não seja exagero dizer que trago a eterna sensação de ter voltado ainda ontem. A Itália está ainda em mim. Cada canto passado, cada canto sonhado, o por vir.

Continuando nosso passeio, chegamos à Piazza D’Scala e vimos o tão famoso Teatro Scala. Mas infelizmente estava fechado, e não pudemos entrar. Contentamos então em tirar várias fotos externas, do Teatro e da Piazza, e retornamos à Catedral Duomo, pois a chuva dera uma trégua.

Castelo Sforzesco
Usamos o elevador para irmos até o alto do monumento, onde, além de seus vários corredores e escadarias, apreciamos uma centena de esculturas em mármore e uma vista estupendamente maravilhosa de Milão.

O vento tocava levemente o rosto, com ares de final de inverno. Cerca de 3º ou 4º graus, coisa assim.

Voltamos novamente ao metrô, e fomos até a Piazza Castello, onde conhecemos o Castelo Sforzesco, seus jardins e a sua sensacional fonte.

A pizza "individual" do Sabatini
Retornamos de metrô ao hotel, onde chegamos às 19h45. Estávamos cansados ainda da longa viagem. Jantamos na Pizzaria Sabatini, onde apreciamos as melhores pizzas que já tivemos oportunidade de saborear, regadas a vários “Lambrusco”.

Voltamos então para o hotel. Era necessário descansarmos para prepararmos para o dia seguinte. Que é claro, conto para vocês na semana que vem.

sábado, 26 de março de 2011

84, CHARING CROSS. CARTA PARA NORAH

UM POVO QUE NÃO SABE FAZER FESTA…

Por Alline Storni
Passagem de ano em Milão
Foto: milanoweb.com

Pipoca!

Talvez você nem seja tão festeira quanto a tua mãe aqui… Mas eu te aviso porque quem avisa amigo é, como diria a tua bisa Jeruza.

Festa de verdade você só verá no Brasil! O que temos aqui em Milão são celebrações, digamos assim. É que aqui, Pipoquinha, o povo só pensa em comer. Então tudo é organizado/pensado com a finalidade de comer.

Veja bem, eu também gosto de comer. E as comidas aqui são realmente deliciosas. Mas poxa, um pouco de música e dança, um pouco de diversão não vai fazer mal a ninguém, não é mesmo?

A minha festa preferida é Ano Novo. Eu adoro Ano Novo. Mas aqui é uma tristeza de dar dó. Tua mãe aqui sofre… Teu pai não entende, porque para ele a festa deles aqui é bem legal.

Queima de fogos em Copacabana
Foto: Google Images
Te explico: lá no Rio de Janeiro, onde eu nasci e cresci, o Ano Novo é no verão. E a tradição é todo mundo vestido de branco… e tem uma super festa na praia de Copacabana! Esta festa na praia é linda, linda, linda. Milhões de pessoas reunidas com um só propósito: desejar felicidade para o ano que se inicia. Alguns levam champagne, uvas, pulam onda, cada um tem o seu ritual. Tem música, tem dança, tem alegria. Uma festa e tanto!

Oferendas para Iemanjá
Foto: rio-curioso.blogspot.com
Aqui em Milão é inverno. Eu sei, fica dificil fazer festa no inverno… mas pelo menos nas festas que eu participei aqui era assim: casa de um amigo, milhões de coisas para comer, meia-noite: feliz ano novo!, olhar os fogos da varanda e acabou-se! Tua mãe sofre, Pipoca. E acho que se você conhecer o Ano Novo de Copacabana vai sofrer também!

E carnaval? Não vou nem te contar agora como é… só vendo, Pipoquinha, só vendo. Teu pai tem medo que depois que você conhecer estas festas no Rio você queira ir todo ano!

Eu vou logo avisando… Se você for eu vou junto!

Carnaval 2001 / Mangueira / Rio de Janeiro
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia

sábado, 22 de janeiro de 2011

84, CHARING CROSS. PRIMEIRA PARADA: DUOMO DE MILÃO

Por Alline Storni
Fotos de Ana Laura Diniz


A catedral é imensa, com 157 m de comprimento e 109 m de largura.
O interior tem cinco naves com uma altura que chega
aos 45 metros, divididas por 40 pilares
Dizem que Milão não tem muita coisa para ver além das boutiques chiquérrimas! Comparado a Roma e Florença é até verdade… mas com um pouco de boa vontade você também poderá ver coisas bacanas e bonitas por aqui.

Primeira parada, lógico, DUOMO. O metrô para lá. Linha amarela e linha vermelha, fermata (que quer dizer parada, ponto) DUOMO. Daí você sai da estação do metrô e dá de cara com aquilo tudo… olhe tudo com calma. Olhe as portas, pelo amor de Dadá, olhe bem aquelas portas. E entre. É grátis (eu já tive que pagar para entrar em igreja). Tem os vitrais, e se você for absolutamente sortudo e tiver sol por aqui, você vai ver que lindo que é lá dentro…



Galleria Vittorio Emanuele: do chão ao teto,
requinte, glamour e arte
Dê a volta e pague 7 euros para subir. Deixa de ser mão de vaca, é só uma vez na vida! Suba, e aprecie sem moderação o teto do Duomo. Todas aquelas esculturas lapidadas no mármore, a cidade vista lá de cima. Vale a pena.

E já que você está ali no centro mesmo, entre na Galleria Vittorio Emanuele. Olhe para o teto e para o chão. As lojas todas, os restaurantes (se você não quer gastar muita grana com comida, não coma ali!). Atravesse a Galleria e chegue até o Teatro alla Scala…






O Teatro alla Scala é uma das mais famosas
casas de ópera do mundo. Foi construído por
determinação da imperatriz Maria Teresa
da Áustria, para substituir o Teatro Regio
Ducale, destruído por um incêndio em 1776,
devendo seu nome à igreja de Santa Maria
alla Scala, que antes se erguia no local.
No site do teatro você pode reservar uma visita guiada. Vale a pena, porque só entrar por entrar é legal mas nem tanto. Com um guia que te explique tudinho, a visita se torna uma aula de História da Arte.



Este é o inicio do tour em Milão. Mas você quer mesmo saber como é viver aqui, né? Isso é assunto para um outro post. Ou para muitos posts… aguarde e confie!

Links úteis



Duomo de Milão: www.duomomilano.it