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sexta-feira, 16 de março de 2012

PARA QUEM O TEMPO PASSA: TU, ELES E PARA MIM; SÓ?

Esther Lucio Bittencourt

Amiga que mora no sul do país, recentemente abriu umas caixas de papelão, guardadas há muito tempo, pertencentes ao seu ex-marido. No fundo de uma caixa pequena, "como se fosse uma jóia" diz ela, encontrou um recorte amarelado de jornal com a oração abaixo. 'Ela foi publicada no jornal do brasil, há muito tempo, provavelmente no final dos anos 70, na coluna de dom lucas moreira neves". Esta amiga é cristã. Hoje participa de comunidades de base.

Lembrei deste email que ela me enviou após ter ouvido por uma entrevistada no programa de Marília Gabriela que a meia idade começa aos 40, 45 anos. A moça havia escrito um livro sobre gerontologia.

Marília Gabriela replicou que poucos vivem 95, 100 anos. A meia idade, começa aos 30 anos, no máximo 35, para acompanhar a perspectiva de vida em nosso país.

Outra coisa veio á mente; um filme com Meryl Streep e Shirley MacLaine: "Postcards from the edges" que no brasil recebeu o título de "lembranças de holywood". Um filme real, feito a partir do livro de Carrie Fisher que foi a princesa Léa, no primeiro "guerra nas estrelas" de George Lucas. No livro e no filme ela conta sobre seu relacionamento dela com a mãe, Debie Reiynolds que perdeu o marido, Eddie Fisher para Elizabeth Taylor e nunca se recuperou do tombo, segundo a filha.Carrie-Fisher-1.jpg
Carrie Fisher

No dito filme, em determinado momento, Meryl Streep, que faz o papel de Carrie Fisher grita para a mãe, Shirley MacLaine, que faz o papel de debbie reynolds, que estrelou também o filme "Singing in the Rain"de Gene Kelly, uma senhora já, sem sombrancelhas, com cabelo ralo, que ela não estava na meia idade, "aos 70 nunca é meia idade, mamãe! ninguém vive 140 anos. "debbie.jpg
Debbie Reynolds

De fofoca em fofoca estamos plenas/os. vamos à oração:



Estou envelhecendo

Senhor,
sabes melhor do que eu que estou envelhecendo,
e que, mais dia menos dia, farei parte do grupo dos velhos.

Guarda-me daquela mania fatal
de acreditar que é meu dever dizer algo a respeito de tudo
e em qualquer ocasião.

Livra-me do desejo obsessivo
de pôr ordem nos negócios dos outros.
Torna-me refletida, mas não ranzinza,
serviçal mas não autoritária.
Acho uma pena não utilizar toda a imensa reserva de sapiência que acumulei

por longos anos,
mas sabes bem, Senhor...
faço questão de conservar alguns amigos.

Segura-me quando eu começar a desfiar detalhes que não acabam mais,
dá-me asas para ir direto ao fim.
Sela meus lábios acerca de minhas mazelas e doenças,
embora essas aumentem sem cessar,
e, com o passar dos anos,
me dê certo prazer enumerá-las.

Não me atrevo a pedir-te
que eu chegue até a gostar de ouvir os outros
quando desenrolam a ladainha dos próprios sofrimentos.
Não me atrevo a reclamar uma memória melhor,
dá-me porém uma crescente humildade
e menos suscetibilidade,
quando a minha memória esbarrar na dos outros.
Ensina-me a gloriosa lição
de que pode até acontecer que me engane...

Toma conta de mim.
Não é que eu tenha vontade de ficar santa
(com alguns santos é tão difícil conviver!)
mas um velho, além de velho, amargo,
é com certeza uma das supremas invenções do diabo.

Faze-me capaz de ver algo de bom
onde menos se espera,
e de reconhecer talentos,
em gente na qual estes não se percebem.
E dá me a graça de proclamá-lo.
Amém.


debbie canta tammy


debbie e gene kelly em "you were meant for me"


shirley maclaine canta "i'm still here" no filme em que interpreta debbie
shirley maclaine canta "I'm still here" no filme em que interpreta debbie


meryl streep canta "you don't know me"


maryl carrie fisher streep, quando inicia carreira de cantora country no filme e canta "i'm checking out" de carly simon


betty midler, olivia newton-john, meryl streep, cher, esqueci o nome da atriz que fez a "morte lhe cai bem" ,"death becomes her" comédia de robert zemekis, lembrei: goldie hawn ( nunca ri tanto) cantando what a wonderful world. só porque desejei postar isto que nada tem a ver com as lembranças anteriores.

Ufa, que fôlego! Mas para fofocas portanto, não basta um dia, talvez sequer uma vida .

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

LANTERNA MÁGICA - A ESCOLHA DE MERYL

por Egídio La Pasta, Jr.


por Egídio La Pasta, Jr.



A Dama de Ferro (The Iron Lady), em cartaz nos cinemas brasileiros, deu o terceiro Oscar para a atriz Meryl Streep, que dessa vez fez uma personagem real, a primeira ministra britânica Margaret Thatcher. O filme não agradou muito a crítica e a mim também não, mas todos concordamos na excelência do trabalho de construção da atriz. Os detalhes, a maquiagem soberba que a faz sumir dentro da personagem, sobretudo na fase mais idosa e delicada, quando Thatcher passa a conversar com o fantasma do seu falecido marido, impressionam pelos detalhes e também, pelo resulatdo final. Comemorei o Oscar da atriz indicada dezessete vezes porque sempre torci por ela e por admirar cada novo trabalho que muitas vezes me faz ir ao cinema somente por saber que ela está no elenco.

Tenho alguns momentos dessa filmografia muito fortes que se misturam a minha formação cinematográfica e gosto muito de alguns filmes. Faço aqui uma brincadeira, de memória, sem a menor pretensão de analisar criticamente performances e títulos, apenas aponto os filmes onde eu mais gosto dela. São escolhas particulares, sem ordem de preferência, momentos de uma carreira cheia de filmes, personagens e cenas favoritas.


A Escolha de Sofia (Sophie’s Choice)

É mais do que clássica a cena da escolha que Sofia é obrigada a fazer. É um grito sem som, um desespero nos olhos, dentro de um cenário devastador. Provavelmente uma das cenas mais emblemáticas da história do cinema.


O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada)

A vilã mais deliciosa da carreira. O jogo de poder com Anne Hathaway e Emily Blunt é uma delícia e é muito difícil escolher uma cena dela, mas a que ela explica a secretária que não entende a diferença entre dois cintos muito parecidos.


Adaptação (Adaptation) 

Uma jornalista de Nova York é a personagem dela, dentro de um filme onde ficção e realidade se misturam o tempo todo. Cômico e melancólico, uma delícia e imperdível. Como não encontrei a cena que queria, coloquei o trailler.



Um Grito no Escuro (A Cry in the Dark)

Baseado em uma história real, ela defende um personagem difícil, que sustenta que o seu bebê foi roubado por um lobo em um acampamento. A opinião pública a trata como assassina e ela luta até o fim para fazer valer a sua versão.


Dúvida (Doubt)
Adaptação de uma peça de teatro, o que justifica o tom teatral e muitas vezes exagerado do elenco. Aqui ela faz uma freira que percebe algo diferente na relação do Padre de sua paróquia e um dos coroinhas.


As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County)

Minha Meryl Streep preferida. Clint Eastwood consegue fazer uma das mais bonitas histórias de amor entre uma dona de casa que passa um final de semana sozinha e recebe a visita de um fotógrafo que visita a cidade. Os dois se apaixonam e vivem uma bela história de amor.


Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge)

Uma jovem atriz talentosa luta contra as drogas e o álcool e também contra o ego de sua mãe, uma estrela do cinema, possessiva e competidora. A relação entre as duas protagoniza cenas antológicas entre Meryl e Shirley MacLaine. E ainda tem uma canja de You don't know me.



As Horas (The Hours)

Clarissa faz uma festa para seu melhor amigo, um artista por quem foi apaixonada. A história dela se entrelaça ao romance de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway. A cena da cozinha, onde discute com um amigo. A cena da despedida de Richard. É difícil escolher um momento.


E você, quais as suas cenas e filmes preferidos?