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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. SUPERIORIDADE.

Por Bianca Monteiro

Tenho notado o quanto as pessoas mais velhas são intolerantes e se limitam a julgar qualquer um usando idade e suposta maturidade como vantagem, já que este é o único elemento indiscutível para que sua vitória aconteça. “Maturidade”. O que de fato isto significa? Qual é o critério exato pra definir se uma pessoa é madura ou não?

Numa opinião pessoal, acho que é mais uma questão de bom senso, consciência, mas infelizmente tudo indica que as pessoas generalizam conforme a idade. O que não faz sentido algum, se me permite dizer, pois isso implicaria que todo adulto é obrigatoriamente provido de informação e cultura e todo jovem está alheio à situação do mundo.

Não aceito esse esteriótipo “adolescente = alienado”. Quer dizer que agora só porque alguém tem pouca idade é obrigado a ser ignorante? Que por causa disso qualquer coisa que a pessoa diga não vale a pena ser ouvida? É muito preconceituoso e sem fundamento nenhum generalizar dessa forma. Gostaria de compartilhar com vocês a minha revolta com gente que já demonstra me odiar automaticamente apenas a pergunta básica do “quantos anos você tem?”. Um absurdo.

O que comprova é a quantidade de gente adulta que vejo ter atitudes totalmente desnecessárias que nem suas próprias crianças seriam capazes de ter (e pra isso sim existe critério) e outros jovens (uns até mais novos do que eu) sendo sempre sensatos, cheios de cultura, de bons argumentos e dos mais diversos interesses. Aí dizem “os jovens de hoje são desinteressados na política”, “tenho medo do futuro quando este vai ser cheio de gente assim”, “esses daí só querem saber de internet”, “um bando de alienados”, “os jovens de hoje não têm a cultura e os interesses que nós tinhamos na minha época”. É óbvio que não. É óbvio que os jovens não se envolverão em áreas em que, quando tentam, são sempre discriminados com “você não tem idade pra opinar”. Ah, é mesmo? Só digo: quem é que vai se interessar por um assunto sendo que quando vai discutí-lo é recebido com prepotência, hostilidade, preconceito e discriminação? É lamentável. Quem age dessa forma deveria estar ciente que, se for política, o voto do jovem tem o mesmo valor que o seu. Se for problema social ou algum assunto polêmico, bom, nem todos os jovens passam o dia vendo só novelas da Globo e se contentando com sensacionalismo ou lendo fontes de informações obviamente adulteradas, alguns coletam diversas opiniões diferentes, e acima de tudo, estudam sobre atualidades (por obrigações escolares, também) até formar aquele argumento que está apresentando, tanto trabalho pra ser rebatido com um “ah, você não conta, você é jovem”.

Eu, que acredito tanto na subjetividade e na individualidade, nunca aceitaria numa boa ser incorporada num só “grupo” com diversas pessoas diferentes de mim e entre si, aceitando que somos todos iguais apenas por causa de um critério tão vago quanto faixa etária. Tempo. O que ele significa afinal, pra quem está vivo e não se importa em aprender ou conhecer nada? É válido considerar estes superiores aos que o fazem?

Como li em algum lugar da internet citando uma pichação num muro: “A sociedade que nos educa é a mesma que nos critica”.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. 90's x 00's.


Por Bianca Monteiro

Imagem do Google
Existe um conflito, muito dispensável aliás, entre os nascidos nos anos 90 e nos anos 2000. Diversas imagens são compartilhadas nas redes sociais com desenhos animados e características da década sempre tentando mostrar superioridade sobre a outra… Vejo esse debate direto e finalmente parei pra analisar.
Particularmente não concordo com esse “conflito”, não acho que exista esse critério de melhor/pior década, ou “eu sim fui criança de verdade”. Também ouvi isso, apesar de que os piões e bonecas das gerações passadas que não são tão vistos hoje, ainda eram na minha. 
Por mais que discorde, no fundo devo admitir que sinto que as crianças de 2000 e tantos perderam muitas coisas legais que as dos anos 90 (como eu) tiveram oportunidade de conhecer. Porque nunca conheci uma criança de hoje que lesse gibis da Mônica, enquanto o pessoal da minha idade teve esse hábito. Não vejo mais lancheiras das Meninas Superpoderosas ou pirulitos que tinham que ser mergulhados no saquinho de açúcar cristal que vinha junto e aqueles que tinham que colocar no dedo. Tinha um tubinho de leite condensado que chamava “Mocinha”, aliás. Nunca mais vi. Nem os esmaltes de 1,99 cheios de estrelinhas/glitter que eram tendência. “Pitchulinha” era meu refrigerante favorito por ter aquela garrafa tão mini que cabia certinho na minha mão. Ir trocar tampinhas na padaria pra completar as coleções do Guaraná Antárctica de Pokemóns e dos mini-cds da Coca… Além dos álbuns de figurinhas que eram o principal assunto no recreio, e que ainda existem, mas com menos força. Bater tazos que vinham no salgadinho. Aneizinhos coloridos de plástico que a gente ganhava na sacolinha surpresa de aniversário temático do coleguinha da escola… Agora as festas são todas sofisticadas. Não tem mais graça colocar o chapeuzinho. 
Apesar dos elementos nostálgicos, não acho que é válido dizer que “fui uma criança melhor” do que as de hoje. Fui feliz com meu anelzinho de plástico mas também seria com Iphone na mão.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. KRIPTONITA PRÓPRIA.

Por Bianca Monteiro

Com tudo na vida prosperando, é meio difícil não reparar nas arestas não aparadas, por mais que estas sejam mínimas. Até mesmo com a vida social estando impecável, assim como a amorosa, a interior (porque não consegui arranjar um nome melhor, mas ela existe), a profissional e a escolar (parcialmente), é incrível como há sempre algo para atrapalhar a nossa felicidade... O que importa é como escolhemos o que aquilo será pra nós ou não. Quer dizer, qualquer um pode tornar uma situação um bicho de sete cabeças ou algo simples. Depende diretamente de como você decide lidar com aquilo. O caminho que escolhe seguir.

Hoje em dia, nas circunstâncias supracitadas, pouca coisa realmente me afeta. Isso é evidente. Mas, infelizmente, como nada é incorruptível, há sempre aquela coisinha que te destrói com facilidade, como kriptonita. Que de apenas sentir sua presença perto de mim, é infalível. E é bem específica: estar decepcionando de fato pessoas que amo, ou somente sentir que estou. Acaba com a vontade de continuar qualquer coisa.

 O jeito que tenho achado pra combater esse sentimento é tentar me afastar menos, em vez de me aproximar mais e gerar o efeito contrário. Quer dizer, acho que esse tipo de coisa não se pergunta. Se for só noia, é bom pra servir como uma conscientização e evitar que seja verdade. Porque se for verdade mesmo, alguém sempre acaba falando. Combater um sentimento é uma coisa. Tentar mudar a realidade já é mais complexo... Nesse caso, o melhor a fazer é evitar. Evitar a dúvida, o ato em si. Lidar de forma errada com pessoas amadas, próximas, admiradas, amigas, importantes, e tudo mais, é perigoso sempre. E pode ser irreversível.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. DIA DOS NAMORADOS.

Por Bianca Monteiro
Mais uma data comercial como páscoa, natal, aniversários, dia das mães e etc, pra gente torrar muito dinheiro em compras e deixar os lojistas ricos. Tenho pavor dessas datas normalmente, pois sou péssima com presentes: morro de medo de errar. Sou indecisa, e detesto ter que escolher... Se já é difícil pra mim, imagina só pros outros? Dependendo da pessoa, é até fácil. E pra pessoa que eu mais amo? Mesmo sendo simples, ainda é difícil por causa disso.

Até que me adiantei, o que é raro. Infelizmente, não fez diferença: meus presentes não chegaram a tempo. Não me importei, afinal: pra quem ama, as intenções por trás da data não fazem a mínima diferença. É muito além do material. É um dia pra você dedicar inteiramente à pessoa amada, pra tentar demonstrar o tamanho do seu sentimento e provar o quanto aquela pessoa é especial pra você. Surpresas sentimentais impressionam muito mais pelo trabalho que temos pra fazê-las, e principalmente pelo significado interno que aquilo tem.

Nem mesmo pude passar um tempo considerável com ele, tive por volta de uma hora que surgiu de intervalo em nossa rotina agitada. Esses poucos minutos foram mágicos. Na falta dos presentes, tive que improvisar surpresas: mandei um telegrama gigante que me privou de sono na noite anterior, mas valeu a pena. Como nem tudo coube na folha, escrevi um outro texto gigante e fiz os cupcakes que ele tanto queria há tempos, com cobertura rosa (que era pra ser vemelha, mas o corante clareia, infelizmente) e vários coraçõezinhos de açúcar. No fim, além do meu presente material, ele também tinha uma surpresa: ganhei uma música descrevendo meu hábito nostálgico de anotar coisas no caderninho e tive que segurar muito pra não chorar.
Com meu dia sendo feliz, não tinha como não reparar que as outras pessoas não estavam passando pela mesma situação. Já na semana anterior, todos compartilhavam no Facebook imagens reclamando da solidão na data, se "alugando" pra mesma, fazendo apelos para arrumar alguém, ou até mesmo se orgulhando de estar sozinho falando mal da comemoração, do amor, etc. No dia, se agravou, como previsto... Ah, é completamente normal ficar desiludido com o amor. O que não pode é começar a dizer que não existe desmerecendo o dos outros. Sempre acaba naquela conversa de que o amor é cego, ou que nos cega, que nos tira a noção e total consciência das coisas, whatever. Eu não acho isso ruim, sinceramente. Acho que é uma cegueira natural. E amo tê-la, por isso gosto tanto de me manter apaixonada sempre. Enxergo a vida de outra forma (leia-se: não me sinto tão egoísta ou dominada inteiramente pela desesperança). Meio que o físico da pessoa passa a ser ignorado com o tempo, não por não ser agradável, mas sim porque o que ele é já não te importa mais. O que interessa passa a ser o que está além... Isso não é irracional de forma alguma. Isso é lindo. Pra mim, é a melhor forma de amor alcançável.

Mesmo que atrasado, feliz dia dos namorados!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. QUANDO A SUBJETIVIDADE MUDA...

Por Bianca Monteiro

Ter um certo prazer em afirmar coisas é uma característica típica de um "cabeça-dura". Detesto admitir, mas faço parte disso e tenho certeza que não sou a única. Não gosto de mudar de opinião e evito completamente o tão conhecido "virar casaca", ou como eu mesma digo "trair o movimento". Não sei por que parecer uma pessoa estável é tão importante, mas, não há nada tão difícil quanto me convencer de algo. Queria experimentar essa ideia do "prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"...

A pessoas como eu, digo: é necessário aceitar que não sabemos de tudo, ou conhecemos todos os lados da moeda. Existem diversos modos de ver uma situação, e dependendo de onde nos colocamos nela, alguns ficam ocultos, e outros mais evidentes. A ideia é abrir-se a novas possibilidades, de modo que logo a nossa condição já não influencie tanto no ponto de vista, já que nosso foco já alcança distâncias maiores.

Minha cabeça se assemelha a isso na disposição de memórias.
É até engraçado, depois de bastante tempo (ou até pouco, por mais que isso seja raro pra mim) tudo muda de significado devido às lembranças vividas. Eu, como boa nostálgica, noto isso a todo momento. Ontem mais cedo tive um exemplo claro: a música que eu ouvia tanto no ano passado pra expressar o quão partido meu coração estava (como o nome já diz, "Love Hurts", do Nazareth), era ali cantada por mim e pelo suposto motivo das minhas lágrimas antigas, e atual motivo da minha felicidade. Sorriso antigo, tristeza recente, e vice-versa: o poder das lembranças é tão forte que é capaz de mudar até mesmo uma "cabeça-dura" como eu.

E as fotos que antes foram tão boas de tirar e hoje não temos mais nem vontade de olhar? O álbum composto apenas das mesmas pessoas que hoje você nem entende por que foram parar lá? O livro que antes você gostava mas não leria de novo por não querer lembrar de ninguém que se indentifique com os personagens. Os planos que foram alterados, assim como os sonhos... As vontades que foram surgindo e sumindo sucessivamente. Os novos interesses, as teorias, ideologias... Os filmes que você já não suporta de tanto que contam sobre você e as bandas que você não pode nem ouvir o nome sendo que gostou tanto um dia.

Como a música dos Supercordas, "Meu Vidrinho de Fluidos Oníricos". Guardo minhas amostras não em frascos, mas em linhas.
Com música então, isso é realmente mais fácil de acontecer. A expressão "nossa música" já é previamente destinada a se referir a uma música que nenhum dos dois vai querer ouvir mais no futuro, quando o prazer em lembrar daquilo for nulo (ou não, né). Quantas boas músicas deixamos de gostar por terem sido gastas com pessoas que não eram tão boas assim? Quantos textos e palavras bonitas desperdiçamos pelo mesmo motivo? Olhar o passado só dá uma raivinha quando fomos idiotas em algum momento. Mas a vontade de corrigir inexiste, já que, do contrário, esse aprendizado não teria beneficiado depois de alguma forma. Não importa a hora exata, mas o erro será cometido de um jeito ou de outro se desconhercemos algo e não soubermos lidar, a experiência um dia vai fazer falta.

Andei sentindo tudo isso e achando... Engraçado, apenas. Eu quis tanto não mudar, e quando comecei a prestar atenção e comparar, notei outra pessoa aqui. E estou começando a achar isso bom.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. O GRANDE PROBLEMA DOS PAIS.

Por Bianca Monteiro

Detesto formalidades. Sempre me incomodou a existência daquelas relações sociais que somos obrigados a ter, aquelas pessoas que temos que engolir contra a nossa vontade apenas porque fazem parte da vida de outras com quem convivemos, como se viessem de brinde no pacote... Gente que não escolhemos, mas que vêm junto. E na maior parte das vezes, temos que passar por isso por causa dos pais e familiares em geral. Não consigo me acostumar com essas situações por acreditar muito na individualidade e não conseguir assimilar bem esses conceitos de grupo, de "conjunto". É terrívelmente desconfortável ter que herdar e lidar com suas inimizades, implicâncias, convivências sociais/profissionais, rotina. Não só nesse sentido, mas acho que em tudo, é difícil mesmo viver com outras pessoas por ter que se adaptar aos que os outros gostam ou não, e fica pior com a quantidade de gente. Não dá pra agradar todo mundo ao mesmo tempo, certo? Pois é.

Em outras palavras, não consigo aceitar o fato de que devo fazer ou não algo só porque alguém está com vontade, mesmo se eu não estiver. Depender da vontade alheia. E como filha, amiga, parente/familiar, enfim, é exatamente o que devo fazer, ou pelo menos é esperado que eu faça. Está aí o que de fato me incomoda. Não basta ter que arcar com as minhas escolhas na vida, ainda tenho que aguentar outras e sofrer consequências. E é desfavorável porque, claro, sou eu quem deve seguir os outros, mas aposto que se fosse o contrário, os outros que seguissem minhas vontades, nem perceberiam a diferença. Acho que é exatamente esse o comportamento dos pais... Pois por serem quem comanda, criticam nossa intolerância, mas não percebem que fariam o mesmo se os papéis se invertessem.

Por exemplo, se algum familiar seu brigar em alguma loja, e diz que nunca mais vai entrar lá, você deve fazer parte disso e também não pode mais entrar. Ou se brigar com alguém, e por você ser um parente solidário, também estará automaticamente brigado com aquela pessoa. Ou até o contrário, ele pode fazer amizade com alguém que você não suporta, e você terá que concordar e sorrir.

É realmente mais grave quando, por algum acaso, pegam uma pessoa (ou até mesmo um local, uma instituição) do seu convívio (seja social, profissional, whatever) ignorando esse fato e usando-o para outros fins. Seja o que for, acabaremos, de novo, sofrendo as consequências disso. Os pais deveriam estar cientes disso: todas as suas escolhas nos afetam indiretamente, então, mais cuidado! Não é só porque decidem algo que nós temos fazer também, porém, já que por enquanto não há escolha, calma lá, sem radicalismo, tudo deve ser pensado antes da melhor forma para não criar dificuldades indesejadas aos outros.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. DESVENTURAS EM SÉRIE

Por Bianca Monteiro

Em alguns textos mencionei meus hábitos de leitura quando criança, uma vez frequente, hoje atrofiado pela falta de tempo, e em outros 90% mencionei meu hábito de escrever.

Nesta semana, uma amiga me perguntou numa rede social sobre algo que eu estava com saudade, e me lembro muito bem, mesmo sem falar deste assunto há tempos. Vontade nunca me faltou, o problema era não ter com quem falar sobre... Enfim, resolvido num texto gigantesco e super nostálgico.

"Desventuras Em Série" foi uma série de livros que, apesar de bastante conhecida, nunca teve o mesmo apelo publicitário do que "Crepúsculo" ou "Harry Potter". Principalmente porque a adaptação dos 3 primeiros livros ao cinema, mesmo com o tão aclamado Jim Carrey como o vilão Conde Olaf, não fez tanto sucesso. Particularmente, não sei por que. Mas entendo que a sensação dos livros é completamente diferente e seria impossível de passar nas telas, e era este o motivo da minha tamanha obsessão por anos. Além de tudo, foi uma parte da minha história.

Tudo começou em 2004, quando eu tinha 8 anos e vi o filme. O comecinho me assustou. Mas obviamente me apaixonei no fim, e achei genial. Muitos meses depois, eu já havia esquecido, e por acaso encontrei o quarto livro numa loja. Pedi incessantemente a minha mãe que comprasse, mas, o primeiro volume estava esgotado. Tive que superar essa... Só o ganhei de natal da minha tia, no mesmo ano, e li em 30 minutos. Era uma traça de livros como meu personagem favorito Klaus, um poço de curiosidade. E a partir daí, em 2005/2006, sempre que podia, devorava um novo volume e comprava o próximo, assim li até o 11º. Em janeiro de 2007, li o 12º (que é meu favorito até hoje) e no primeiro dia de aula li o 13º e último da série. Enrolei um tempo nesse, por querer prolongar meu carinho... Mas infelizmente tudo teve que acabar.

Em síntese, é a história de 3 órfãos geniais (Violet, 14 anos, inventora. Klaus, 12 anos, leitor assíduo. Sunny, um bebê mordedor de objetos e muito ciente de tudo) cujos os pais morreram em um incêndio misterioso e um ator perverso que os persegue interessado em sua herança. Passaram anos a fugir, trocando de tutores, mesmo assim sem sucesso. Paralelamente, há a história do narrador, que também é um personagem distante, porém mais presente do que imaginamos. Nisso há suspense, disfarces, assassinatos, fugas, mal-entendidos, uma organização secreta, mistérios (alguns sem resolução), e personagens hilários e únicos. O que mais gostava sobre eles é que mesmo tendo bem definidos "vilão" e "mocinhos", você sempre tem um espaço pra decidir o que pensa e mudar seus conceitos sobre eles. São como seres humanos, indefinidos, "maus" ou "bons" dependendo da atitude. O autor também faz diversas paradas pra falar de coisas aleatórias (que há pouco descobri chamar "apóstrofe"), inspiradas no estilo de Douglas Adams (atualmente meu ícone ateísta), contendo além de humor, assuntos e referências muito inteligentes que me ensinaram grande parte das coisas que sei hoje e que me lembro de ter aprendido por conta própria. 13 livros pequenos que parecem passar até despercebidos diante do vício.

A pior parte é que, honestamente, eu acreditava naquilo com toda a minha alma. Queria fazer parte da organização, ser biógrafa e dedicar minha vida a investigar todos aqueles acontecimentos misteriosos a respeito dos incêndios. Então mesmo se encontrar outra série de livros que resgate meu interesse, provavelmente nunca me envolverei tanto quanto foi com essa. O autor, Lemony Snicket (ou Daniel Handler, descobrir que era um pseudônimo, só um personagem, foi tipo a pior decepção da minha vida), era meu ídolo assumidamente na escola, e minha inspiração em todos os sentidos. Eu não falava de outra coisa... Minhas redações eram todas inspiradas ou sobre a série. Pra ser sincera, o papel do Lemony na minha vida foi me inspirar (e muito) na escrita, e é assim até hoje. Não consigo mais ler livros, porque nenhum autor escreve com o humor dele, com os detalhes, as metáforas. Era uma obsessão, eu estava fascinada. É claro que depois de alguns anos os hormônios sufocaram tudo isso e esse fato foi a única coisa capaz de me desvencilhar.

Até tento voltar a estes tempos pela nostalgia, reli o 12º livro em inglês, e alguns extras que não foram lançados no Brasil, como o The Beatrice Letters e o Notourious Notations. Reli também meu "livro de lugar-comum" da época (ainda tenho um nos dias de hoje, o caderninho moleskine inseparável), repleto de descobertas e minhas tentativas/palpites de decifrar códigos enquanto lia os livros, e a Autobiografia Não-Autorizada umas 30 vezes sem dúvida. Vi o filme todas as vezes possíveis, já que mostro o dvd a todos... Mas o que me fez matar a saudade do estilo genial do Lemony foi o "Raiz Forte" que foi traduzido e lançado recentemente, com frases inspiradoras e como sempre engraçadas.

Enfim... Desventuras em Série é muito mais que uma série de livros. É uma fase da minha vida que nunca vai passar.



(pensei em colocar um "Aqui o mundo é sereno" ou um "Respeitosamente", mas é melhor deixar pra lá).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. LOLLAPALOOZA.

Por Bianca Monteiro
Ano passado, quando li pela primeira vez anúncios do Festival Lollapalooza, ignorei assim como faço de primeira com todos os outros shows, como "ah, não tenho dinheiro mesmo, não vai ter minhas bandas favoritas, não tenho motivos pra querer olhar etc etc etc etc". Com esse pré convencimento imbecil, quase perdi uma oportunidade de ouro! Duas das minhas bandas favoritas estavam anunciadas, e uma em cada um dos dois dias do festival. Triste, né? Ter que escolher entre um e outro... Ainda mais sendo Arctic Monkeys e Joan Jett & The Blackhearts. Hoje, acho quase um insulto admitir que cheguei a ficar em dúvida na época. A escolha sempre foi mais que óbvia. Então, depois de muitas lamentações sobre preferir não escolher nenhum, em janeiro, já tinha meu ingresso pro dia 7 de abril. 

Joan Jett é minha grande inspiração como pessoa. Na segunda metade dos anos 70, aos 17, fez sucesso em The Runaways, sua primeira banda. Hoje, aos 53 anos, Joan ainda é um grande ícone feminino no rock'n'roll (claro que, pra mim, o principal). Como eu disse, minha escolha era mais que óbvia, eu nunca perderia a primeira vinda dela ao Brasil, já nos 37 anos de carreira. Oportunidade única. Passei meses falando disso, esperando e contando os dias, até que finalmente chegou (e dessa vez, com ingresso, melhor ainda). Depois de ver as fotos do festival na internet, desejei ter ido mais cedo, não pelas atrações dos diversos palcos espalhados no gigantesco Jockey Club, mas pra observar a beleza do lugar e a diversidade de pessoas, aproveitar melhor. Porém, fica difícil quando se tem um grande trânsito pra enfrentar, diversos portões com filas grandes, e não se sabe onde entrar. Cheguei em cima da hora, mas dei sorte: minha entrada deu de cara pro palco Butantã, onde logo ela se apresentaria, pontualmente, às 19h15min. Fiquei a poucos metros dela, do lado esquerdo do palco, e pensei até que estava vazio. Percebi que estava enganada ao ver o vídeo da exibição no Multishow, estava lotado, já que as pessoas que aguardavam o Foo Fighters que entraria às 20h30min no palco Cidade Jardim precisavam de uma distração.
Logo a Joan entrou, com a roupa vermelha brilhante do tipo que usava nas Runaways. As duas primeiras músicas, que eram as mais conhecidas (nas críticas li algo como "numa escolha pouco inteligente", mas julguei proposital, já que sendo amiga do Foo Fighters ela deixaria que o público fosse guardar lugares para o show deles logo após ouví-la um pouco) abriram o show com empolgação, e como todos sabiam as letras de "Bad Reputation" e "Cherry Bomb" (das Runaways), a plateia vibrava em uníssono. Infelizmente, não foi o que houve no restante do show. As pessoas realmente começaram a ir embora, o que foi vantajoso pros fãs que, como eu, puderam chegar mais perto, mas imagino o que eu sentiria se fosse da banda. Na verdade, pensei nisso até demais. Com tantos shows ao mesmo tempo, alguns ficariam sem público, e isso é lamentável. Enfim, a Joan foi muito simpática e engraçada tentando falar algumas frases em português, a que mais me marcou foi o "não seja tímido!", antes de todos cantarem por vários minutos um "yeah, oh yeah, oh yeah" introduzindo o cover de Gary Glitter, "Do You Wanna Touch Me? (Oh Yeah)". Cheia de energia, onde as pessoas viam a mulher de 53 anos, eu via ainda a garotinha de 17... No setlist também estavam presentes "You Drive Me Wild" (também das Runaways), "I Love Rock’n'Roll [vídeo]" (do The Arrows), "Crimson & Clover", seu sucesso "Love Is Pain", "Fake Friends", e duas músicas inéditas (tanto que ela teve que levar uma cola pra lembrar as letras). Como pouquíssimas pessoas conheciam o restante das músicas, senti que a plateia ficou meio parada demais, embora eu nunca fosse capaz de me contagiar com esse clima estando assim tão perto da Joan. Pelo contrário, cantei, gritei, chorei, morri, até cuspi sem querer na menina da frente ao fazer o "ch-ch-ch-ch-ch-ch-ch-cherry bomb", e não parei de pular um segundo (inutilizando minhas filmagens). Sempre existe aquela pontinha de esperança e ilusão que espera que uma hora o ídolo repentinamente te note no meio de uma multidão (literalmente, nesse caso)... E a minha realmente durou até que ela saísse do palco. Se despediu com "I Hate Myself For Lovin' You" com o show já bem vazio, mas retornou ao palco surpreendentemente com "AC/DC", encerrando minha noite da melhor forma possível... E quando ela finalmente deixou o palco, começou a tocar "Sheena Is A Punk Rocker", dos Ramones (conhecida entre meus amigos como a minha música). Achei muita coincidência, e tive que gravar pra mostrar pra eles depois.

 


Minha noite não acabou por aí, mas, aquele foi o encerramento com chave de ouro. As pessoas, literalmente, corriam até o palco Cidade Jardim, do outro lado do Jockey. O show já começava com "All My Life" e "Times Like These", e como não tinha pressa, sentei na grama com meu tio, atrás das 70 mil pessoas que só foram para ver o Foo Fighters. Mesmo bem longe do palco, considerei o melhor show que já vi na vida, meu tio também. Dave Grohl é engraçadíssimo, e tem um carisma incomparável. Só dava pra ver as macas entrando e saindo do meio da multidão, com fãs desesperadas passando mal, ou até mesmo rapazes carregando suas namoradas desmaiadas nos braços... Isso já demonstrava o clima completamente diferente que as mesmas pessoas do show anterior conseguiram criar, mesmo eu, a quase 300 metros do palco, sentia a multidão calorosa se exaltar com Dave. Suas piadinhas e constantes perguntas do tipo "quanto tempo de show vocês querem? 1 hora tá bom?" só faziam as pessoas gritarem ainda mais. Infelizmente, ele estava rouco, mas mesmo assim conseguia dar conta dos gritos frequentes nas canções, principalmente na minha favorita, "Walk", que na minha concepção foi o melhor momento do show, assim como "My Hero". Teve até uma hora que ele tocou bateria pra lembrar seus velhos tempos no Nirvana... E também tocaram um cover do Pink Floyd, "In The Flesh". Logo em seguida, "Best Of You", tão esperada por mim. Num intervalo, eles saíram do palco, e depois de alguns minutos houve uma transmissão nos telões, com a câmera de visão noturna, deles nos bastidores continuando com a brincadeirinha do "quantas músicas a mais? 2? Tá bom... 3?". Voltaram a todo vapor, e depois de algumas músicas, Dave começou a falar sobre a influência do Jane's Addiction pra banda (o líder Perry Farrel é o criador do festival), e nesse assunto de ícones do rock, anunciou surpreendentemente "Joan fucking Jett". Todos se entreolharam com a aparição da Joan, convidada pra cantar com a banda. Não quis nem saber das 70 mil pessoas e saí correndo entre elas pra chegar perto e vê-la de novo. Depois de ouvir "Bad Reputation[vídeo]" e "I Love Rock'n'Roll" (imagina só que honra cantar suas músicas e ter o Dave Grohl fazendo seu backing vocal!!!!), ela se despediu, eles também, mas com "Everlong", fazendo o Jockey se emocionar.



Não falei que ia valer a pena? (:

quinta-feira, 5 de abril de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. (DES)MENTIR TENDÊNCIAS.

Por Bianca Monteiro

Não sou bipolar, sou adolescente. E tenho ciência de que essas mudanças constantes são naturais da idade, hormonais.
Não sou viciada em café, apesar de tomar vários diariamente para aguentar aulas de física.
Gosto do frio, mas não é "porque as pessoas ficam mais elegantes", e sim porque me sinto menos esquisita de viver espirrando. A timidez aprecia se esconder em casacos...
Quero conhecer Londres mesmo, e isso é indiscutível. Apesar da modinha, é um sonho de infância.
Gosto de Beatles. E ao contrário dos supostos "fãs", conheço além de Help! e sei seus nomes.
Gosto de cinema... Não para pagar de inteligente, mas por influências familiares.
Gosto de ler. Não os clássicos, mas ficção sobre o que me interessa.
Gosto de rock, mas não para impressionar rapazes, apenas porque não aceito o fato da mídia impor que devo ouvir sertanejo universitário.

Desculpa aí se dá pra ser naturalmente aquilo que os pseudos da vida forçam tanto a barra pra aparentar. Uma hora a gente cansa de ver nas redes sociais só um bando de pessoas vazias querendo fingir que fazem parte de um esteriótipo todo igual de "ser diferente". E tudo isso só até a próxima tendência chegar... Desmentir porque, bom, é bem óbvio que já são mentidas demais.

(Um texto é melhor que um tapa na cara e uma hattorihanzada em quem precisa de verdades).

quinta-feira, 29 de março de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. VALEU A PENA, Ê Ê!

Por Bianca Monteiro

Estive aqui todo o tempo tentando comprovar que o esforço, do jeito certo, sempre dá resultados. Ainda que desprendida de forças maiores como um destino previamente traçado, confiando apenas num mero acaso onde tudo pode acontecer, dependendo das próprias decisões, e correndo o risco de que elas fossem erradas.

Por mais que demore ou venha fracionado: quem acredita, sempre alcança. A espera é a chave, assim como o preparo, é claro. Mas não basta ter esperança, planejar, criar expectativas, sonhar. É preciso ter foco, paciência, e como anteriormente dito: esforço. O maior erro das pessoas é acreditar que tudo se resolverá sozinho, automaticamente. Nada cai do céu, é necessário fazer acontecer. E depois da certeza de que a consciência está limpa, já que fez tudo o que podia, e agora é só esperar, pronto, pode-se saber que alguma resposta virá. Assim como a 3ª lei de Newton (alguma coisa de física ao menos eu sei nessa vida, fiquem orgulhosos), toda ação tem uma reação, e com uma atitude tomada não poderia ser diferente...

Tudo isso pra dizer que, depois de meses correndo atrás dessas teorias, a comprovação finalmente chegou. O que tanto esperei (depois de correr atrás de todas as formas que podia, esgotar a munição de todas as minhas armas a ponto de não saber mais o que diabos fazer/dizer para provar que aquilo era real) aconteceu. Inúmeras declarações, textos, uma carta, até mesmo demonstrações em público: nada funcionou. No fim, percebi que a vitória não vinha com a minha insistência irritante, teimosia, mas sim pelo jeito que gostaria de ser lembrada. Como alguém que nunca desistiu.

quinta-feira, 22 de março de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. (AUTO)SOBRECARGA.

Por Bianca Monteiro

O ano mal começou e eu estou sempre mencionando isso... Deve ser uma espécie de crise da meia-idade, mas desencadeada por estar exatamente no meio do ensino médio. Por saber que começou há pouco, mas está prestes a acabar. Um sentimento de acomodação, e ao mesmo tempo, aumento da pressão. "Aproveitem esse ano, que ano que vem é vestibular, é enem, é correria, despedida. Daqui a pouco vocês vão apavorar" combinado com "Ah, passei o primeiro ano completamente de boa, aposto que esse vai ser igual, vou me preocupar pra que? Aposto que no fim de tudo vou rir da cara de quem tentou me assustar". Discutindo com uns amigos, percebi que todos estamos cientes de que ambos os pensamentos tem sua parcela de verdade, mas num sentido geral, estão errados. E mesmo assim insistimos em ouví-los, cada hora um, gerando assim uma confusão gigante.

Sinceramente? Fui a vida toda tão assustada quanto ao ensino médio que nunca pensei que fosse chegar nele. O primeiro ano foi uma mudança brusca, mas nada impossível de se adaptar. Olhando agora, não foi difícil, pelo contrário, deu pra levar "de boa". Agora no segundo, que já pegamos o ritmo e nem lembramos como era diferente antes, pronto, parece brincadeira até. Se estes anteriores tiverem sido bem feitos, riremos sim na cara de quem tentou nos assustar quanto ao terceiro. Parecerá simples, se sem estresse... É essa é a única parte que me assusta de fato. Falar de matéria, de pressão, etc, é realmente fácil, mas a parte do "sem estresse" é quase impossível.

A cada ano, sinto que o tempo vem diminuindo. E nada tira da minha cabeça de que logo isso vai me dominar completamente e não terei mais nenhuma forma de escapismo pra "ser eu". De tempo pra pensar nas minhas coisas... Se já me sinto meio maluca com o horário do segundo ano que não me deixa sustentar meus vícios internérdicos (adoro essa expressão) como o twitter, namorar (ó as novidades aí, minha gente), ler meus livros, ver os filmes que me emprestam e que eu baixo, dar conta do meu blog, meus textos, da minha coluna aqui, de outras atividades como curso de inglês, ou de me importar devidamente com amigos e lazer, imagine só o que a carga horária do terceiro ano, maior ainda, fará com a minha cabeça? Pavor só de pensar em quantas horas vou dormir diariamente e quanto café precisarei tomar pra me sentir normal e acordada.

quinta-feira, 15 de março de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. NOSTALGIA ESCRITA.

Por Bianca Monteiro



Pela minha idade, parece ser até irônico fazer essa afirmação, mas meu sentimento mais frequente é a nostalgia. Uma saudade, ainda mais de coisas que não vivi. E que não pode ser satisfeita nunca. Um vazio que cada vez mais deseja se alimentar de outras lembranças, mas que não pode ser preenchido. Talvez por imaginar demais, idealizar, criar expectativas, sonhar... E essa parte já é coisa do signo, também. Daí, é claro, virão intermináveis "e você acredita nisso?????". SIM. Até quando olho tarde demais (de fontes confiáveis, claro), o que aconteceu está escrito na íntegra. É impressionante. Piscianos... Pff. Sempre assim, meio místicos.

É devido também à minha memória fotográfica, que adoro, mas infelizmente é terrível em algumas horas, ainda mais nas de querer esquecer. Dá a ilusão de que a cada vez que pisco os olhos guardo a imagem vista. Então, acaba sendo em vão tentar esquecer qualquer coisa, posso nem mais me importar com o fato ou pessoa, mas o que eu vi, nunca será apagado... Uma verdadeira tortura. Essa mania de reviver fatos mentalmente todos os dias, todas as horas.

Pra piorar a situação, tenho a mania de anotar aleatoriedades do dia a dia, como bordões novos, piadas internas, ou aquelas pérolas que sempre renderão boas risadas. Não vou nem até a cozinha sem meus inseparáveis caderninhos que troco de quando em quando, já que eles infelizmente acabam. Medo de esquecer? Eu diria que é uma certeza de que o acervo mental não é eterno, não só pela constante renovação das lembranças, mas também, porque principalmente não devemos esquecer que um dia o cérebro irá embora, levando tudo o que já foi guardado junto a ele... Tudo bem, eu admito, acho que é medo. De não deixar meu legado, perder a chance de deixar minhas ideias materializadas e permanentes de alguma forma. De, com o tempo, parar de pensar naquilo que um dia julguei essencial.
 
Ando me preocupando demais em aproveitar meu tempo da maneira adequada. Mas esse pensamento mesmo já foi um desperdício do tempo que eu podia ter usado fazendo algo útil. Então, acabo escrevendo, de novo. Diálogos, sentimentos, pensamentos desconexos, ideias para dominar o mundo ou apenas para desenvolver um texto depois (por mais que dê no mesmo). Invenção e realidade se misturam. Às vezes geram bons relatos ou textos ficcionais. Ao menos, quando alguns são publicados, tenho a sensação de que o mundo fora do caderninho passa a entender o que se passa aqui como se nunca tivesse sido meu, mas sim, algo comum. A subjetividade me encanta. Pois dependendo do uso das palavras, podem servir para várias situações diferentes... Mas, mais uma vez me deparo com o problema: não tenho ciência do significado que aquilo pode tomar depois, assim, registrando essas memórias que na hora parecem tão importantes e logo depois se tornam indesejáveis. Frequentemente revividas. E impossíveis de esquecer, já que eu mesma me certifiquei que não faria isso. Incômodo, é como sabotar a si mesmo. Ainda pior que esse vício de reticências, de saber que não acaba por aí e que novas lembranças virão... Ah, escrever. Hábito tão prejudicial que me salvou a vida tantas vezes.

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. 16.

Por Bianca Monteiro

Hoje, quinta-feira, 8 de março, completo 16 anos. Com a animação pra emancipação talvez, mas não com a mesma efervescência dos 15… Tanta coisa mudou desde lá.

Não sei, parece que nessa idade acabamos absorvendo por osmose ou nos contaminando mesmo com as expectativas das outras meninas ao ouvir os comentários e desejos a respeito daqueles bailes (que eu particularmente acho bem dispensáveis) e de toda aquela formalidade de valsas, de ganhar anéis e até mesmo trocar um sapato normal por salto alto (ouvi falar dessa há pouco tempo). Acho que… Isso não existe. Essa espécie de “passagem”, “transformação”. É tudo ilusório. Mesmo. Somente uma noite com vestidos bufantes onde a garota vira o centro das atenções e depois tudo volta ao normal, na maioria das vezes, ela apenas volta a ser esquecida como antes pelas pessoas que só queriam ser convidadas.Não é como um jogo onde se passa de fase, ou um emprego onde se é promovido. É só um sinal de que, como todos os outros 14 anos anteriores, o tempo está passando, e a vida continua. Nada excepcional. E não sei por que as pessoas insistem mesmo nisso de arrumar uma suposta “beleza/magia” onde não existe.

Por sorte, sempre tive essa consciência e meus desejos nunca corresponderam ao das outras garotas… Usei essa data como uma desculpa pra sumir. Agora, exatamente um ano depois, fico feliz por isso. Meus 15 solitários, porém felizes, se tornarão 16 com as melhores companhias possíveis nesta tarde, e de pessoas que eu nem imaginava na época que viria a me aproximar. Não só as pessoas a minha volta mudaram, mas eu também. Amadureci muito, e passei a ver tudo de outra forma… Deve ter sido consequência. Não da passagem do tempo, mas sim da convivência com eles!

Espero que ao menos este ano a mais me traga um pouco de responsabilidade e foco, e algumas lembranças que valham a pena lembrar nos 17.

sexta-feira, 2 de março de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. REVOLTA COM OS PADRÕES

Google Images
Por Bianca Monteiro


Menciono isso com frequência, mas acho necessário repetir por ser um assunto que me rodeia sempre... Estou sempre no meio termo, então posso descrever as duas situações:

É horrível a existência da autoestima baixa, pra quem sente e pra quem convive. Imagina só, se olhar no espelho e não gostar do que vê, olhar pras outras pessoas e se sentir inferior? Ao mesmo tempo que é desesperador ver alguém sofrendo por causa disso, se martirizando, e não saber o que fazer... Porcaria de mídia. Malditos padrões de beleza e toda essa besteira que eles querem enfiar na cabeça dos jovens sobre como eles devem se comportar, vestir, ser... Como se a aparência fosse tudo o que importa. E o pior: tem gente que acredita fielmente nessa palhaçada. Que só se pode ser feliz se considerado bonito, não apenas por um alguém que interessa, porque isso não basta, mas sim por um exército de robozinhos chamado sociedade. Que só se pode ser amada se for meiga como a mocinha da novela. Que só se pode ser bonita se tiver o corpo da dançarina do programa humorístico. Que só se pode ser interessante se for famoso... E cada vez mais as pessoas se conformam com esse molde imposto sem questionar, por isso o nível de infelicidade e insatisfação só cresce.

A pior parte? É que depois da lavagem cerebral, vêm com o papinho de "beleza interior", "aparência não importa" pra confundir ainda mais a todos. Pena que não é o que demonstram, né? Hipocrisia pura. São os primeiros a julgar aquele que é diferente, a excluir aquele que quer ser. As pessoas que realmente distoam são raras. Estas sim, dignas de importância.

Sempre ouvimos reclamações do tipo "ah, o amor verdadeiro não existe mais nos dias de hoje" e o porquê está aí. O interesse predomina. Dinheiro, status, beleza... O que é beleza, afinal? Não dá pra definir. É completamente subjetivo... Como querer tornar 7 bilhões de pontos de vista um só? Não parece absurdo? Pois é. Abrir os olhos de vez em quando é bom.

Aí está. Como resolver? Simples não é. Mas, é necessário acreditar em uma coisa: qualquer um pode ser bonito dependendo do critério e ponto de vista. Se você ainda não encontrou ninguém que goste de você, talvez não conheça pessoas o suficiente e devesse procurar outras. E se encontrou, bom, faça de tudo para não perdê-la. Sabe como é... Se na sua cabeça você parece ser alguém tão abominável assim, pra que espantar uma pessoa que discorda, não é mesmo?

Texto dedicado ao meu melhor amigo, por motivos óbvios.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. VOLTA ÀS AULAS, ROTINA...

Por Bianca Monteiro


Pressão. Essa é a palavra que define o que se passa de fevereiro a dezembro, com um pequeno intervalo em julho. Responsabilidade. É como se o tempo voasse, por incrível que pareça, até no que não gostamos de fazer, parece ter sido perdido. Sou suspeita de falar, já que a cada segundo que passa sinto que realmente o perdi sem estar fazendo o que devia… 


Sou obsessiva com obrigações, mas tão preguiçosa a ponto de acumulá-las para a última hora, estando ciente disso (e achando lindo, diga-se de passagem). Obviamente, isso me prejudica um pouco na escola. Se fosse um pouco mais organizada e tivesse foco, talvez pudesse ser impecável. Mas não sinto essa tendência de perfeição em mim de forma alguma, mesmo sendo exigente, às vezes me contento com o considerado pouco. Contraditório, já sei. Estar no meio termo é sempre assim. E os “sintomas” agravam com as férias, perda do costume, do horário, da disciplina… Quando sua rotina vira “readaptação”.

Comecei o ano com o pé esquerdo. A ansiedade para usar o material novo, ver os amigos, agora finalmente com a sala “dos sonhos”, a expectativa… 
Tudo foi quebrado logo no primeiro dia, me causando um estresse sem tamanho que desencadeou outra série de problemas (reputação, amizades, empatia, respeito, e até mesmo saúde). 


Fui parar num lugar que absolutamente não era meu. E não suporto injustiça, autoritarismo, falta de critério/argumento/liberdade de expressão. Ainda mais que isso, prepotência, intolerância, chantagens, cinismo, incapacidade de aceitar a existência de opiniões contrárias e de assumir os próprios erros. Estava com meu nome em jogo, porém, não podia ficar calada. Minha mini-revolução provou que anos de experiência sem razão ou qualquer questionamento de nada valem sem um ponto de vista pedagógico dando um limite. Depois disso, tudo voltou ao normal, não tinha mais clima tenso a ser superado, ou âmbito indesejado, onde você se sente uma peça fora de lugar…

O ambiente agradável melhorou minha situação, mas não extinguiu aquelas que eram independentes disso. 
Aliás, a questão sala/colegas não tem absolutamente nada a ver com o que vem me afligindo… 


O problema com sono e falta de tempo são os piores, me sinto sobrecarregada, fico desestimulada a fazer qualquer coisa e acabo não fazendo. Ocupações (e preocupações) excessivas, muitas vezes desnecessárias, ausência de sono, milhares de compromissos ao mesmo tempo. Não dou conta, quase. 


Se na segunda semana de aulas já estou sentindo esse esgotamento, não sei como será daqui pra frente. Por mais que odeie carnaval, feriados e afins, este foi ansiado por mim no quesito organização. Colocarei minha vida em dia: estudar (já que ainda não o fiz), ler livros e assistir filmes de amigos que estão comigo há tempos pra finalmente poder devolver, colocar uma espécie de intervalo nas minhas redes sociais, pois agora realmente meu tempo está apertado… 9 horas de aula num só dia, duas vezes por semana. 


Sem contar o inglês, teatro, meu bom e velho twitter, toda a interação com os amigos, e principalmente, meus interesses pessoais. Livros (clássicos, alguns realmente chatos, me perdoem) da escola tendo que ser tratados com prioridade em relação aos meus… 


Acho essa a pior parte da falta de tempo, talvez. Medo de esquecer quem sou por ser justamente essa a intenção deles. Fazer o estudante se desvencilhar do que chama de vida e se preparar para não ter mais isso (pelo menos por alguns anos, e não mais a mesma).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. SÓ QUERO VOCÊ, COMPUTADOR.


Por  Bianca Monteiro


Sim, é isso mesmo. Com o avanço da tecnologia e a consequente popularização dos computadores, hoje estes são encontrados em praticamente todas as casas, às vezes até mais numerosos que os próprios membros das famílias. E vêm ganhando cada vez mais intimidade com as pessoas, que passam a perder seu tempo nesse tipo de entretenimento, eu diria até um pouco vazio. Mas sou suspeita para opinar já que há quase 6 anos praticamente não faço outra coisa.
  

Um vício, talvez mais que isso. O pior é que no começo era falta de opção, não havia nada mais interessante pra fazer… Em compensação hoje dispenso todas as minhas responsabilidades por ele. A falta de opção de antes passou a ser a minha opção de agora. Ben(mal?)dito computador. Preencheu meu tédio, mas com ele levou meus dias também. Se eu que nasci no auge dessas mudanças já sou desse jeito, temo um pouco pelas gerações futuras. Talvez assim como eu eles também não tenham nada pra contar além do desenvolvimento e atualizações nas redes sociais através dos anos, ou como amizades são perdidas ou renovadas por elas… Quais eram os assuntos de cada fase, as gírias específicas (hoje “memes”), as piadas que ainda eram novas o suficiente pra ter graça, as subcelebridades virtuais, quem merecia ou não ser admirado. Falando assim parece que faz tanto tempo! A moda que era ter Fotolog e Flogão até 2007, a popularidade do MySpace, aquele Twitter de 2009 que parecia novidade, a época em que todos tinham fakes no Orkut e viviam personagens, o surgimento do Formspring, do Three Words, daquele tal de Hello que era chato, a “blogosfera” crescendo cada vez mais, o Flavors.me, o pratíco e completamente útil MeAdiciona, a popularização do Facebook após o filme “A Rede Social”, o Flickr, WeHeartIt, Last.Fm, Skoob, Filmow… E estas são só as minhas favoritas e que uso constamente. São tantas outras que mal posso enumerar ou me lembrar de todas. Claro, não podia me esquecer da principal: o Tumblr. Ah, o Tumblr! No começo, era só um tipo de blog pouco conhecido, e assim, preservado pelos usuários como um outro mundo, tipo um guarda-roupa que realmente contivesse Nárnia. A diferença é que copiava do twitter a função de “retwittar”, no caso, “reblogar”, poder postar no seu blog posts alheios que você gostou/concordou/etc. Quase uma revolução. Foi o primeiro blog que consegui manter até os dias de hoje, e onde passei a encarar a escrita com mais seriedade e frequência. Até porque não tem aquela pressão de ter que atualizar, afinal, a infinidade de conteúdos disponíveis a serem reblogados estão lá principalmente quando estiver sem nada a dizer. Uso-o frequentemente, até mesmo pra trabalhar aqui, é onde me sinto livre o suficiente pra rascunhar matérias… (Vida social? O que é isso?????)
 
Já tive tempos piores na vida virtual, sinceramente. Foi quando passei a preferir meus amigos reais apenas virtualmente, e ainda mais que eles, os amigos virtuais (leia-se: as pessoas que seguem minha página do Twitter e leem o que eu posto, ou uma fanfic que escrevi uma vez). Parece ruim, né? Guardar os amigos, as conversas, as lembranças numa “caixinha” inteligente. Mas era muito cômodo. Sou nostálgica, e no computador, ficava tudo registrado com mais fidelidade que minha memória jamais poderia reproduzir. Poderia reviver o tempo todo qualquer coisa que eu quisesse. E alguns desapontamentos com pessoas, a tentativa (inútil, claro) de fugir delas virtualmente acabou me afastando um pouco do vício. O tédio tomou conta de todas as minhas páginas (e não de mim, já que são milhares de coisas pra fazer mas falta vontade) e regularmente me pego sumindo disso. Assim: sumindo do twitter… Pra ainda ficar no computador vendo fotos antigas. Não adianta nada, eu sei. Mas acreditem: é um grande avanço. Pra quem não quer fazer nada fora dele, é sim. Pelo menos agora vejo mais meus amigos, aprendi a ter uma vida independente disso, mas não completamente livre… É a verdade absoluta: não vivo sem esse mal, não faz só parte do meu tempo, mas se tornou parte de quem sou. E vejo que não sou a única, já que todos os jovens andam entrando nessa situação também.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. CIÚMES ASSIM, FAZ PARTE DE MIM

Ciúmes. Um sentimento tão comum, frequentemente exagerado. Causador de tragédias. Motivo principal para fins de relacionamentos de qualquer tipo. Ou às vezes, inspiração pra boas músicas, histórias, textos. Torna tão familiar aos ouvidos frases como "vai lá com ela então" e "hm, que bom". Era desconhecido pra mim até pouco tempo atrás, e tenho a teoria de que é algo contagioso, que aprendemos com o tempo, ao ver os outros. Ridículo, eu sei. E parece ainda mais sem fundamento quando analisamos as atitudes alheias diante dele. Mas só quem sente, sabe. A insegurança é como uma nuvem que paira e nos atinge de vez em quando, talvez pela idade, e toda a intensidade desses sentimentos vem à tona. Como mencionei uma outra vez, o sentimento de inferioridade prejudica em tudo, e o que causa essa desconfiança, muitas vezes, desnecessária. Claro, não dá pra generalizar. Com a frequente insatisfação humana, instintiva, qualquer atitude é considerada motivo pro outro sentir ciúmes. E esse é o pior erro, o mais estúpido dos joguinhos. Tudo bem que costumamos achar que as pessoas só dão valor quando perdem, mas provocar esse sentimento voluntariamente não faz o menor sentido pra mim. Sem contar que não é saudável pra ninguém. Eu não sei lidar com isso, sinceramente. Ao ver de perto, sempre considero infantilidade, amigos, mais que amigos, seja o que for, sentindo ciúmes de mim ou de outros... O que fazer? Como mostrar a essas pessoas que não podemos adivinhar como elas se sentem em determinadas situações se elas não nos falam, apenas sofrem caladas com indiretinhas e ironia e de repente ficam secas? Que não podemos adivinhar o que se passa na cabeça delas ainda mais em qual é o critério do que pode ou não ser considerado motivo de ciúme? A única coisa que me vem em mente é "mostre a eles que é bobagem". Sempre parece ser. Não consigo ver de outra forma. Mas estou cansada de perder amigos assim. E preciso arranjar um jeito de tentar resolver ao menos, já que entender parece impossível.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. SOBRE FOTOGRAFIA

Parque das Águas de Caxambu por Bianca Monteiro



Por Bianca Monteiro

Algo que faz parte da minha vida desde sempre. Lembro que, quando bem pequena, tinha uma câmera (daquelas de filme, ainda) só pra mim, azul, com um ursinho polar desenhado. Meu avô tinha uma Pentax profissional, que comprara há muitos anos. Eu achava que aquilo era um tipo de caixinha mágica que aprisionava imagens, ou algo do tipo. Mas hesitava em usá-la, não era fácil como hoje, com as máquinas digitais onde podemos visualizar as imagens antes de "tirá-las", e apagá-las instantaneamente se não ficarem como desejamos. Tinha que levar pra revelar, e só depois de prontas, impressas no papel, podíamos ver se estavam consideráveis, ou se realmente perdemos aquele momento que queríamos capturar, além de ver as descartáveis, acidentais. Nesse sentido, o digital me beneficiou: pude crescer com mais fotos "planejadas", e sem medo de gastar filme à toa. Só fui ver o primeiro equipamento desse tipo com praticamente 6, 7 anos. E obtive uma aos 8. Coitada da analógica de ursinho, que foi inutilizada tão rápido (procurei-a no google e só achei um resultado, a entrevista de um fotógrafo alegando que aquela fora sua primeira câmera também. Além disso, o vasto universo virtual pareceu desconhecer minha câmera. Triste, no mínimo.).

Nesse tempo, que na verdade parece muito quando falado dessa forma, mas é bem pouco, celular com câmera parecia "coisa de filme". Só foram se popularizar quando eu tinha uns 11, 12 (como eu disse: pouco tempo). E hoje é praticamente um recurso básico em qualquer telefone, perto das outras tecnologias e facilidades que nos são oferecidas. Nos acostumamos tão fácil com esses avanços que mal nos lembramos como era viver sem isso. Como se sempre tivessem existido.


Enfim, com meu primeiro celular com câmera, passei a levar a sério. Fotografava tudo o que via (e acreditem, tendo a mania de colecionar idiotices, ainda tenho todo esse acervo inútil comigo). Tirando a péssima resolução, vez ou outra algo saía razoavelmente apresentável, como isso: 


Finalmente recuperei minha câmera (que não tinha absolutamente nada de sofisticado, pelo contrário), e mesmo com a simplicidade do equipamento, tirei a minha foto favorita de todas, e acidentalmente. 
 

Em outubro de 2009, ganhei o melhor presente da minha vida: minha câmera profissional. Tive que aprender truques nela sozinha, mas, ficou muito mais fácil de fazer imagens melhores.





Descobri esse efeito do nada, e sabe-se lá por que, gosto muito dele.





Amo o outono, as folhas, as cores, essa coisa de natureza morta. Tudo fica ainda mais bonito, por isso é quando mais gosto de fotografar.


Gosto também das fotos dos meus 15 anos, em Buenos Aires (sendo a terceira no museu dos Beatles):



 Apesar de não ser fã de praia/sol e esse clima quente não ter absolutamente nada a ver comigo, gosto dessas fotos de Ubatuba também:


 


Minhas favoritas, do Matutu (sendo uma aranha simpática, May, Nana e seu cachorro Simba, meus modelos):




  

As últimas, antes que vocês cansem (minha mãe, e a minha ida frustrada ao Rio de Janeiro num dia chuvoso):



Algumas dessas, e outras mais, podem ser encontradas no meu Flickr (que está juntando teias de aranha por preguiça, falta de tempo e de espaço pra atualizar). Até a próxima. (: