sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Eunice Kathleen Waymon

Por Esther Lucio Bittencourt

Enquanto leio o "Cemitério de Praga", de Umberto Eco, onde o judeu Froïde, em conversa com Simoni, o personagem que não sabe quem é, - ele grafa froïde assim mesmo, referindo-se à Sigmund Freud-faz com que Freud enobreça o uso da cocaína e enumere suas vantagens, dentre elas a do emagrecimento, da cura da diabetes etc... o que me fez ser tentada ao uso pois preciso emagrecer e retirar o excesso de açúcar do sangue, então senti desejo de comer maça e ao levantar-me resolvi olhar os emails, dar uma passadinha no youtube para ver músicas que amigos ouvem, porque ando cansada do meu repertório, encontro Fernando Niman, mais uma vez, debruçado sobre Eunice Waymon.

Escuto o que ela toca e canta ao vivo na Holanda, ela tão outrora comportada aluna da Juliard, pelo menos era a mensagem que seus produtores ou ela mesma nos passava, ou era assim, quem sabe? e como hoje é dia de música no Primeira Fonte resolvi, antes de comer a maçã escrever sobre ela, enquanto ouço baby brown e outras canções, de uma eunice semi nua, com as vestes transparentes, exibida, despudorada, onde ficou a moça comportada das capas dos vinis, sim, a acompanho desde o tempo dos vinis, onde posava de intelectual, ou virgem suicida: é preciso ter o trabalho de ir ao Youtube e ver "Nina Simone Live in Holland 25 Decembre".

Após a primeira música vem outra sobre três negras, ou quatro, diferentes, assim como são diferentes os pontos de vista o que Lawrence Durrell tão bem explora no "Quarteto de Alexandria" e Gertrude Stein, bem ela não fala sobre pontos de vista diferentes, mas escreveu o livro "Três Vidas" e, Nina Simone me levou ao livro, interessante como uma coisa nos remete a outra e, para ser sincera, sei lá porque cargas d' água deixei o estilo jornalistico de lado, falei Nina Simone? poie é Eunice adotou o Nina como nome artístico e eu sabia até porque Simone, lembrei , em homenagem a Simone Signoret, escritora francesa (veja no Youtube o vídeo: "Interview Simone Signoret").

Vejam os sabores de Nina Simone que então passou a fazer uso excessivo das drogas, veja como está magra, da cocaína, mas mantém a voz impecável, e depois que parou engordou e perdeu a voz, não que faça apologia dos paraísos artificiais, como os chamava baudelaire, mas é uma luta constante manter a voz no bom diapasão, lá isto é, ei-la cantando "Ne me quitte pas" (veja no Youtube), a voz mais rouca oublié les temps de cocaine o que gertrude stein nunca precisou tomar, alguns absintos talvez, que sei? ópio? mas era livre alucinada assim como umberto eco o, o piamontês, consegue desagradar à igreja com "O Nome da Rosa" e agora, os judeus com "O Cemitério de Praga".

Aos 20 anos Nina adota seu nome artístico para poder cantar blue, chamada de música do diabo. Oh, maniqueísmo!

Diz a Wikipedia : e me confirma que a memória ainda que provocada, funciona.

""Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida.

Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava.

Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963.

Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethania e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Morreu enquanto dormia em Carry-le-Rouet em 2003."

Particularmente não gosto da música Feellings mas depois desta interpretação de Nina no Montreux Jazz Festival, consegui gostá-la, mas só lá. Procure por Nina Simone "Feelings" (Montreux Jazz) no Youtube e confira. E tantas mais... tem pérolas imperdíveis por lá.

ENERGIA LIMPA/ EM BELO MONTE?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

E DESDE QUANDO CULTURA IMPORTA?


entrevista do poeta Ferreira Gullar sobre o CPC da UNE

Desde que o mundo é mundo a cultura, iniciativas culturais são interrompidas assiduamente. não interessa ao poder que alguém, alguéns ou o povo conheça mais , saiba mais, seja detentora de conhecimento. Quem conhece, reivindica, sabe, questiona. Sou de Niterói e, por lá, os movimentos culturais sempre foram discriminados. O mesmo acontece aqui, onde moro hoje, em Caxambu. O mesmo acontece no mundo. As verbas do governo são cortadas onde? na saúde, na educação e na cultura, Enquanto estudarem a importância do F na francofonia, tudo bem. Mas quando o estudo atinge interesses do povo , ou seja, seu crescimento como entidade que conhece alguma coisa, danou-se: cortam-se as cabeças, instrumentos quebrados não são restaurados e atuações que existiam são desprezadas e diminuídas.
A cultura, o conhecimento repartido, incomodam e muito.



Fiz Parte do Centro Popular de Cultura da União Nacional de Estudantes. Vianinha apresentava suas peças em frente ás fábricas, aos estaleiros da Ponta D`Areia, em Niterói. Movimento belíssimo. Alguém lembra do que aconteceu na década de 60?
Pois é, tudo morreu.



Porque a arte é um processo revolucionário que convoca o cidadão a pensar. E , se ele pensar, questionará.



E a arte, somente a arte, poderá resgatar e criar o sentido de cidadania em cada humano. Portanto, por que os governantes terão interesse em incrementá-la e incentivá-la?



"A Companhia de Ballet e a prefeitura de Niterói..
Ontem, dia 13, a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói se apresentou na Praia de Icaraí participando do Encontro Niterói América do Sul.
Antes mesmo da apresentação era distribuído um panfleto para a audiência na praia.

"Nós, bailarinos da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói sentimos a necessidade de esclarecer a realidade em que nos encontramos. Apesar de sermos uma das companhias públicas de maior reconhecimento no cenário nacional, estamos sofrendo com o descaso das instâncias governamentais de Niterói.Há tempos buscamos que nossa reivindicação seja atendida. Como uma cidade que detém o terceiro lugar em qualidade de vida no Brasil e que assume a cultura como sua assinatura pode tratar sua companhia de ballet desta maneira? O espetáculo desta noite, Ognat, assim como diversas viagens que antecederam esta temporada durante os últimos quatro anos, tiveram verbas de origem privada. E ainda assim os louros foram todos para esta prefeitura que tanto afirma: "lá estava nossa Copanhia de Ballet representando nossa cidade e mostrando para toidos a nossa marca definitiva, a CULTURA, sempre valorizada e incentivada." De que cultura valorizada estamos falando? Quando os bailarinos da COmpanhia de Ballet da Cidade de Niterói serão atendidos? Senhor Prefeito, aonde você está?
A LUTA SALARIAL TAMBÉM É MINHA!

Ao final da belíssima apresentação, o corpo de baile fez um protesto, onde enquanto o grupo segurava uma faixa, um de seus componentes lia para a platéia esse mesmo texto, abaixo reproduzido, onde contam a situação em que se encontram como companhia pública de balé. Dizia a faixa:
"BAILARINOS DA CIA PUBLICA DE NITEROI DESVALORIZADOS ATÉ QUANDO?""
Desabafos Niteroienses

O futuro da nossa espécie

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MOMENTOS

Por Dade Amorim

Maira Parula. Não feche seus olhos esta noite. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.


“Entre o susto e a coragem”, como diz José Castello no texto de apresentação, cada página desse livro empurra o leitor e o espicaça para a página seguinte. Descontínuo e inusitado, cada texto desperta uma curiosidade nova. É preciso saber onde vai dar aquilo. Logo porém se percebe que cada item é um beco. No máximo pode se aventar a hipótese de que se comuniquem subterraneamente, como subterrâneo parece ser o rumor da iminência que sustenta os textos sem os detonar.

Posto esse primeiro resultado da leitura, é preciso levar em conta que todo primeiro resultado é provisório e generalizante. E é impossível nivelar os textos de Não feche seus olhos esta noite sem cometer uma tremenda injustiça. Não estou pensando em diferenças de qualidade que destaquem uns ou outros, mas na particularidade que se inscreve em cada um deles.

Há que voltar sobre os calcanhares e olhar de novo, sem se deixar levar pela novidade. Maira domina a escrita e tira dela o melhor partido para seus objetivos, entre os quais o de expor seu desconcerto diante do mundo e das pessoas. Cria para isso um clima às vezes um tanto delirante, às vezes assustador, onde o leitor se sente à vontade para reconhecer e saudar, quem sabe, suas próprias obsessões com um sorriso autoindulgente. Mas o cheiro de universalidade, que se acentua em certas passagens, deixa entrever alguma instância obscura, como o próprio inconsciente.

Castello diz, a certa altura, que o texto de Maira “nem poesia é”. Mas na retomada de suas páginas, percebe-se que uma poesia meio nocauteada, suja e perplexa, mas nem por isso derrotada, vem à tona de vez em quando. Não necessariamente nos textos dispostos em versos, um lirismo de olho roxo manifesta sua presença e se confirma aqui e ali com menos ou mais intensidade. Na página 9, logo após a epígrafe, num texto versificado, grita uma angústia intensa que explode em silencioso desespero, pondo em cena a magnum que pontua outros momentos do livro. A 97 abre com um poema à la Artaud, a 99 traz o que talvez seja o texto em versos mais lírico entre todos, com um jeitinho de Sylvia Plath. Na 165, um poeminha expressionista com pedigree.

Há textos de nonsense e pitadas de besteirol; contos com pé e cabeça, um humor gostoso de ler, trechos que parecem depoimentos dados num divã de analista. Há também sinais de erudição tratados com elegante displicência; sintomas de síndrome do pânico e um poema florido de Cesário Verde.

Uma coisa é certa: Maira Parula não dá pra ler início meio e fim. É tudo ou nada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

QUITANDA DA VIDA LI ah, eu desisto. QUITANDA DA VIDA 51

Telinha Cavalcanti

... tá na hora mesmo acabar com esses algarismos romanos. Embora já tenha minha boa mechinha de cabelos brancos, não tive aula com Platão nem Aristóteles, o mais perto que cheguei dos clássicos foi ler O Minotauro do Monteiro Lobato. Então, prá quê complicar se a gente pode facilitar?

É engraçado como comidas que são absolutamente normais em uma família são novidade em outras. Outro dia, d. Heliette, tia de Amado Marido, reclamava que não agüentava mais fazer arroz de forno aos domingos, porque nunca ficava tão bom quanto o que d. Arlinda, mãe dela, fazia.

E eu me espantei, pq, fora da casa de Amado Sogro, irmão de D. Heliette, nunca comi arroz de forno...

Então, aqui vai a receita, para vocês experimentarem, no domingo ou em qualquer outro dia...

Arroz de forno:
arroz cozido (e, se for o de ontem, melhor.)
manteiga
cebola ralada
1 ou 2 ovos
1 xícara (chá) de ervilha
cenoura ralada
salsa picadinha
Azeitonas a gosto
presunto picado
mussarela picada
queijo ralado para polvilhar
farinha de rosca

Como fazer:
Primeiro, em uma panela funda, refogue a cebola na manteiga, depois junte a ervilha. Pode colocar milho, palmito, camarão, o que der vontade ou o que tiver na geladeira. Misture bem o arroz. Tire do fogo, deixe esfriar um pouco. À parte, bata um pouco os ovos com um pouco de sal e pimenta moída na hora. Com o arroz quase frio, misture os ovos - aproveite para colocar as azeitonas, a salsa e a cenoura. Coloque em um refratário com a mussarela e o presunto picados. Misture a farinha de rosca ao queijo ralado e polvilhe.
Leve ao forno pré aquecido para gratinar cerca de 15 a 20 minutos.

Se quiser, sirva com uma saladinha leve. Este prato é quase uma refeição completa :)

domingo, 13 de novembro de 2011

UMA HISTÓRIA DE MUITO TEMPO ATRÁS

Telinha Cavalcanti

Quando eu era menina, minha vó Maria me contou esta história. Há pouco tempo, confirmei com minha tia, filha dela. Então as coisas aconteceram mais ou menos assim...
Minha bisavó paterna, Dona Diolinda, tinha um engenho lá no interior de Alagoas. E minha vó Maria, meu vô Juca, mamãe e tia Deza iam para lá uma ou duas vezes por ano. A bisa mandava o carro de boi ir buscá-los em Porto Calvo, onde eles moravam, e a viagem era feita assim, com todo mundo deitado nos colchões de palha, olhando para a estrada, olhando para o céu. Essa viagem durava umas 6, 8 horas. E o vô só gostava de viajar de noite, para escapar do calor.

Pois foi numa dessas viagens, no final dos anos 30, que deu-se o seguinte causo:

A bisa não mandou carro de boi, mandou cavalos. Meu vô foi num, junto com o capataz, guiando todo mundo. Minha vó foi noutro, sentada de lado, como era o costume da época. Mamãe e tia Deza, meninas de 5 e 6 anos, foram em cestas, em um animal manso, que outro homem guiava puxando pelo cabresto.

 elas viajaram assim, cada uma numa lado


E seguiam pela noite adentro, no caminho do engenho da bisa. Só que, de repente, entraram por um mato e tudo ficou escuro. A lua se escondeu, não se via um palmo adiante do nariz. Minha tia se lembra, ainda, dos vagalumes. E vovó se queixando "Juca, não dá para seguir adiante, a gente vai cair num precipício!" e o vô dizendo que sabia o que tava fazendo, mulher, deixa de reclamar.

E seguiam nesse breu, confiando nos cavalos que já sabiam o caminho. Até que o cavalo do capataz refugou e não teve quem fizesse o bicho andar para frente. O homem conversou com meu vô, avaliou os riscos de andar no meio do mato nesse escuro e acabaram levantando acampamento, para viajar com as primeiras luzes do dia.

Pois assim que clareou, viram o precipício que minha vó havia falado. Dormiram do lado dum penhasco, correndo o risco de despencarem todos morro abaixo. E desde esse dia, minha tia me contou, nunca mais meu vô deixou de escutar a opinião de vó Maria...

sábado, 12 de novembro de 2011

FREDZILA - NIKO

Carlos Frederico Abreu

A cidade de Niko fica a aproximadamente 100 km de Tóquio e é bastante visitada por quem procura tranquilidade e descanso da correria urbana. Niko também está incluída no roteiro japonês das estradas românticas, e a pequena cidade conta com aconchegantes hotéis e pensões familiares. O prato local nesta época do ano (outono) é a truta de água-doce, de sabor delicado - mas que também tem muitas espinhas!

Comparando, Niko está para Tóquio assim como Petrópolis está para o Rio de Janeiro. Os toquianos se deslocam para a serra nos fins de semana e os congestionamentos fazem uma simples viagem de 1 hora e meia passar de 5 ou até 6 horas! O caminho para Niko é pela famosa e bela estrada Iroha-zaka Winding Road.

Foi  ainda na era Showa que as pessoas começaram a chamá-la de Iroha-zaka, por  ter 22 curvas para subir e 26 para descer, no total de 48. O silabário japonês antigo também era constituído por 48 caracteres, começando com I-RO-HA (a palavra “alfabeto” é derivada também de “alfa” e “beta”, as duas primeiras letras do alfabeto grego) .

Trata-se de uma estrada bastante difícil, não só por ser estreita, mas também por ser de mão dupla.

Cada curva tem uma letra do silabário japonês antigo, junto com um desenho de uma azaléia (a flor da cidade de Niko).


Fora o enorme trânsito, tanto na ida quanto na volta para Tóquio, a visita a Niko foi bastante agradável.


Niko é entrada para o parque nacional de mesmo nome. O parque oferece trilhas para caminhadas, cachoeiras, casas de banho e pesca no belo lago Chuzenji, e está aos pés do vulcão sagrado de nome Nantai. O koyo (cores de outono) torna o cenário ainda mais belo.



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

VARIAÇÕES ALÉM DO SOM E DA PERCEPÇÃO


música chinesa 虚空 koku

Morando aqui no sul de minas, onde o misticismo e os ets andam soltos em todos os cantos, onde há lugares estranhos como a Toca do Urubu, um local a mais de 2500 m de altitude que fica a meia hora daqui, ou menos, onde todas as pedras estão de ponta cabeça, ou seja, com a base voltada para cima, onde o solo é completamente arenoso, você pula no chão e sente que ele é oco, é difícil não acreditar que existe algo além de meus olhos, de meu tato e do que posso cheirar e ouvir.

Amontoado de pedras na Toca do Urubu, em Baependi MG



Diferentes fisionomias encontradas na Toca dos Urubus, Baependi. a) Campo rupestre. b) Cerrado. c) Floresta Estacional Semidecidual Submontana. d) Erosão causada pela retirada da cobertura vegetal. e) Chresta sphaerocephala DC. f) Camarea hyrsuta A. St.-Hil. g) Chusquea tenuiglumis Döll apresenta hábito escandente e cobre grande área no fragmento de floresta semidecidual. Pelo Biólogo Fabricio Moreira Ferreira. site Baependi.net.


Ora, os japonêses não trabalham a música com comas e semi comas e outras sub sub divisões sonoras? Por isto a música deles nos parece que caminha por um fio de cabelo, tal a variedade de sons até chegar a escala dos ocidentais?


Ora, se eles usam sons que nós , a não ser na música dodecafônica, costumamos explorar, por exemplo: afine a corda de um violino: até chegar a nota desejada você percorrerá, certamente , todas as subdivisões de som possíveis, e muitas das vezes não ouvimos, pois nosso ouvido não capta o som, por que não pode existir mundos e mundos que desconhecemos?

Aqui uma música chinesa, porque china e japão vieram da mesma fortuna, um é herdeiro dos costumes e idioma do outro, já ocidentalizada. Mas repare as nuances do som por trás desta copiosa orquestração, além do poema que é bonito.


Yuè liang dài biăo wŏ de xīn (月亮代表我的心; a Lua representa o meu coração ) é uma canção antiga, mas muito famosa na China até os dias de hoje.

Cantada por Teresa Teng (邓丽君; Dèng Lìjūn), que nasceu em 29 de janeiro de 1953 e faleceu prematuramente em 08 de maio de 1995, de asma. Ela foi uma cantora muito popular na Ásia, tendo seus sucessos gravados na Coréia, Japão, Tailândia, Vietnã, Malásia e Indonésia.

Saiba mais em nosso site: http://www.centrochines.com.br/

Letra traduzida

yuè liang dài biăo wŏ de xīn (月亮代表我的心)
A Lua Representa o Meu Coração




你问我爱你有多深
nĭ wèn wŏ ài nĭ yŏu duō shēn
Você pergunta o quanto profundamente eu te amo

我爱你有几分
wŏ ài nĭ yŏu jī fēn
quanto eu amo você

我的情也真
wŏ de qíng yĕ zhēn
Meu sentimento é verdadeiro

我的爱也真
wŏ de ài yĕ zhēn
Meu amor também é verdadeiro

月亮代表我的心
yuè liang dài biăo wŏ de xīn
A lua representa o meu coração

你问我爱你有多深
nĭ wèn wŏ ài nĭ yŏu duō shēn
Você pergunta o quanto profundamente eu te amo

我爱你有几分
wŏ ài nĭ yŏu jī fēn
quanto eu amo você

我的情不移
wŏ de qíng bù yí
Meu amor é inabalável

我的爱不变
wŏ de ài bù biàn
Meu amor não mudará

月亮代表我的心
yuè liang dài biăo wŏ de xīn
A lua representa o meu coração

轻轻的一个吻
qīng qīng de yī gè wĕn
Um leve beijo

已经打动我的心
yĭ jīng dă dòng wŏ de xīn
Tocou meu coração

深深的一段情
shēn shēn de yī duàn qíng
Um sentimento profundo

叫我思念到如今
jiào wŏ sī niàn dào rú jīn
Me deixa com saudades até hoje

你问我爱你有多深
nĭ wèn wŏ ài nĭ yŏu duō shēn
Você pergunta o quanto profundamente eu te amo

我爱你有几分
wŏ ài nĭ yŏu jī fēn
quanto eu amo você

你去想一想
nĭ qù xiăng yī xiăng
Você vai pensar

你去看一看
nĭ qù kān yī kān
Você vai olhar

月亮代表我的心
yuè liang dài biăo wŏ de xīn
A lua representa o meu coração
opo
Vocabulário

你 (nǐ​): você
问 (wèn​): perguntar
我 (wǒ​): Eu
爱 (ài​): amar
有 (yǒu​): ter / há / há / existir
多 (duō​): muitos / muito / muitas /quanto
深 (shēn​): profundo
几 (jǐ​): quanto / quantos / diversos / alguns
分 (fēn​): medida
我的 (wǒ​de​): meu / minha
情 (qíng​): sentimento / emoção
也 (yě​): também
真 (zhēn​): realmente / verdadeiramente / verdade / real / verdadeiro
月亮 (yuè​liang​): Lua
代表 (dài​biǎo​): representar
心 (xīn​): coração / mente / intenção
不移 (bù​yí​): firme / inalienáveis
不变 (bù​biàn​): constante / invariável
轻轻 (qīng​qīng​): leve / suave
的 (de​): partícula que representa posse
一 (yī​): uma / um / único / a (artigo)
个 (gè​): classificador para pessoas ou objetos em geral
吻 (wěn​): beijar
已经 (yǐ​jīng​): já
打动 (dǎ​dòng​): mover (para a pena) / despertando (simpatia) / tocar
深深 (shēn​shēn​): profundo e / ou profunda
段 (duàn​): classificador para as histórias, os períodos de tempo, comprimentos de discussão etc
叫 (jiào​): chamar
思念 (sī​niàn​): saudades
到 (dào​): de (um lugar) / até (uma hora) / até / ir / chegar
如今 (rú​jīn​): hoje / agora
去 (qù​): ir
想 (xiǎng​): pensar / crer / supor / desejar / querer
看 (kàn): olhar

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

RIO, VOCÊ FOI FEITO PRÁ MIM - OS BONDINHOS DE SANTA TERESA

Gilvania Ferreira

Há vários passeios no Rio os quais amo tanto fazer que sempre tento repetir cada vez que estou na cidade. Andar nos bondinhos de Santa Teresa não é um deles. Minha única experiência com eles, em dezembro de 2004 não foi boa. Peguei no ponto inicial, ali pelas bandas da Petrobras e desci lá no bairro no primeiro ponto que pude pois não aguentava mais a dor no pescoço tamanho era o sacolejar.

Não estava em pé nem sentada na ponta do banco, não sei se isso faria diferença. O fato é que senti como se estivesse em uma estrada cheia de buracos e nem a vista compensava o sacrifício. Entendam-me: o bonde é lindinho, e o considero um elo muito peculiar com o passado (quantas pessoas com um sei lá quantas histórias já haviam se sentado ali), mas conforto é bom e eu gosto.

Não tratei desse assunto na coluna antes, à época do acidente em 27 de agosto que provocou a morte de cinco pessoas e deixou outras tantas feridas, porque me pareceu oportunismo demais. No entanto, na última segunda-feira (dia 7), entraram em circulação os ônibus que vão substituir os bondes enquanto estes passam por manutenção, reforma ou seja lá o que for necessário para que possam oferecer um serviço digno para turistas e, especialmente moradores do charmoso bairro carioca.
Estava mais do que na hora e é uma pena (para não dizer algo mais forte) que tenha precisado haver mortes para que alguma providência pudesse ter sido tomada.

 ônibus que substituirão os bondinhos de Santa Teresa

Mas também acho que um boicote antes não teria sido de nada mau. É claro que fazia parte do imaginário e da tradição do local conviver com os problemas que o bondinho tinha, ajudava até – quem sabe? – na hora de contar os causos do bairro. Mas tudo tem limite.

Com mais de 100 anos de circulação, transportando gente pra cima e pra baixo, passando pelos Arcos da Lapa, o bondinho merecia ter sido melhor tratado para que mais pessoas o recomendassem como um passeio obrigatório no Rio. Não conheço os bondes de Portugal, cuja inspiração servirá de molde para os novos bondinhos de Santa Teresa, mas na cidade de Memphis, no sul dos Estados Unidos, há um sistema de bonde.

 bondinho de Memphis


A passagem custa 1 dólar e nas ruas por onde eles passam, somente carros da polícia têm autorização para circular. A pavimentação é ótima e você não sai remexido nem com torcicolo. É certo que lá tudo é plano, ao contrário de Santa Teresa, porém – convenhamos – nós não somos especialistas na área, mas temos certeza que já foi inventada uma técnica para adaptar as características físicas do local ao sistema de transporte tão tradicional do bairro não é?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. CONCEITO DE ARTE

Por Bianca Monteiro

A primeira faculdade que quero cursar é Artes Visuais (a segunda é Astronomia, o que não vem ao caso agora). Pretendo me especializar em Fotografia, que é realmente a minha paixão, o que automaticamente faz as pessoas perguntarem: “pra que faculdade? Não basta um curso?”. É que quando gosto de algo, quero saber tudo a respeito, não importa o tempo que demore. E assim, os cursos rápidos e à distância não me parecem suficientes: a questão não é a profissão em si, mas o conhecimento a respeito dela. E isso não requer só instruções práticas apenas, como também teoria, coisa que só é conquistada com Ensino Superior.

Enfim, é bem óbvio que houveram muitas outras razões que pesaram nessa escolha. A arte, por si só, abrange tudo. Faz parte da história, a conta através de registros (até mesmo antes da própria fotografia). Está presente na sociedade anteriormente a ela existir de fato, desde os primórdios, os desenhos nas cavernas… E cada registro, todo e qualquer que seja, independente de sua forma, torna-se algo que, ainda que antes fosse insignificante, torna-se eterno. Parte de um todo. Como disse, a arte é um conceito abrangente, dependendo do ponto de vista, pode se enquadrar em tudo o que vemos. Desde um objeto utilitário, a planta de uma casa, um corte de cabelo, qualquer representação feita com um material inusitado, até comida. Quase qualquer coisa. Pra mim, é tudo o que é capaz de ser projetado para expressar sentimentos (como pintura, desenho, literatura, cinema, música) ou suprir uma necessidade (design, tecnologia em geral). Como tudo isso é muito subjetivo, não acho que exista uma “arte ruim”, apenas um gosto pessoal. Por exemplo, há muitos que não consideram o abstrato como arte, por não ter formas definidas. Já eu, novamente, discordo, pois enxergo sentimentos expressos ali, em cada pincelada, nas cores, nas "figuras" aleatórias formadas... 

Foto: Pollock, Mural
Por falar em Expressionismo Abstrato, meu movimento favorito é o próprio Expressionismo, e o Pós-Impressionismo. É até meio clichê falar, principalmente por ele ser um dos principais e mais conhecidos pintores da história da arte, mas o que particularmente mais aprecio é Van Gogh. Seus traços (expressivos, como o nome) me causam um impacto muito grande, ainda mais em fotos detalhadas dos quadros (enquanto não tenho oportunidade de vê-los de perto, como “A Noite Estrelada”, meu favorito, que está em New York).

Van Gogh em "A noite Estrelada"
Sou grande apreciadora de cinema, literatura e música também desde criança, por influência da minha mãe, e da minha família em geral. Cresci muito inserida nesse meio (agradeço, pois acredito que se não fosse por isso estaria por aí sem nenhum conceito ou senso crítico e achando tudo lindo, como é bem normal na minha idade), e assim, a arte está presente no meu convívio como um hábito, e daqui pra frente, espero que esteja cada vez mais.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

QUITANDA DA VIDA L

Telinha Cavalcanti

Gente, esses algarismos romanos tão começando a dar nó no meu juízo.
E lembrando de algarismo romano lembrei da escola, quando a gente tinha aula de artes. A professora, dona Conceição, adorava mandar a gente comprar plástico com relevo para fazer caminho-de-mesa. E, com giletes quebradas no meio (século passado, antes da invenção do estilete...) a gente recortava desenhos no plástico com relevo. Ficava medonho. Mas ela também gostava de ensinar bobaginha culinária, como estas bolinhas de queijo...


Bolinhas de queijo

Ingredientes
1/2 pacote de queijo parmesão ralado
1 pote de 200 gr de margarina
2 xícaras de farinha de trigo
1 gema de ovo

Como fazer
Coloque todos os ingredientes numa vasilha.
Amasse até formar uma massa homogênea e que solte das mãos
Modele o salgadinho em bolinhas e marque a parte de cima com um garfo, pincelando com a gema.
Coloque em uma assadeira - não precisa untar.
Leve ao forno pré - aquecido por aproximadamente 20 minutos

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

On e off

On line somos seres diferentes de pessoas materializadas, com cheiros e cores captáveis pelos sentidos. On line somos talvez seres perfeitos, lisinhos, animados por movimentos seguros. On line ninguém chora lágrimas nem ri alegrias genuínas – salvo talvez entre pessoas que se conheçam fora da relação virtual. On line – e talvez aí resida a maior força de atração dos chats e grupos da internet – se está protegido de discriminações, julgamentos e desconfianças baseadas em traços, expressões, diferenças suspeitas, olhares capciosos. Aqui vale tudo que não seja uma carícia de leve no rosto ou um aperto de mãos.
Estou falando, é claro, de convivências, trocas humanas envolvendo emoções; não de produção literária ou de criação, que pertencem a outro departamento.
Não é só a distância que nos protege assim da malícia ou da antipatia que atingem aqueles que se expõem fisicamente a céu aberto, aura diante de aura, temores e sentimentos dando sinais pelo olhar, pela boca, pelos gestos. É outro relacionamento, outra sociedade, outro tempo distinto do real. Somos seres outros que não a gente velha de guerra. Estamos enquistados em solidões compartilhadas, compartimentadas por conjuntos de máquinas distantes quilômetros entre si. Somos, quando muito, ficções que se comunicam. Duplas ficções em dose no mínimo dupla, porque eu me idealizo e idealizo você daqui, diante de meu teclado, e você me idealiza e por seu lado se percebe e se posiciona diante de mim, lendo no monitor os grafos que substituem minha voz e engolem minhas inflexões, entonações, as modulações de minha fala.
Enganadora companhia, a que fazemos e nos fazem. Amena, talvez, pode ser a troca de palavras digitadas, bem-intencionadas, gentis, animadas por um impulso de carinho ou simpatia. Talvez – porque condicionados ao convívio de amizades e amores reais – possamos ter palavras realmente encantadoras, prestativas, oportunas e bem-educadas. Chegadas no tempo certo, essas palavras em duas dimensões surtem o efeito benéfico possível sobre uma angústia ou sobre a tristeza do momento, como uma lanterna de pilha quebra o galho na hora do apagão. E como "tudo vale a pena quando a alma não é pequena", essas lanternas podem algumas vezes, até, salvar alguém da escuridão do desespero.
É pouco no entanto para o coração. Ele precisa mesmo é de mão amiga no ombro, calor de abraço ao vivo, coisas ditas cara a cara. Sem mencionar que se podem contar nos dedos as vezes em que essas mensagens, mesmo as melhores, chegam na hora certa.

domingo, 6 de novembro de 2011

SENHORA DO TEMPO - COLOR BLOCKING

Por Vera Guimarães

Na vitrine da loja chic, a montagem: regata de seda roxa, short de seda amarela. Dito assim, parece uma palhaçada. Mas, não. Era uma seda fosca, de inquestionável qualidade, e os tons se harmonizavam perfeitamente. Não era qualquer roxo, não era qualquer amarelo, eles combinavam.

Eu devia estar no ginasial, 13 ou 14 anos. Numa festinha, apareceu uma garota usando um vestido naquele mesmo tom de amarelo, enfeitado com faixa roxa, um raminho de violetas de lado. Muito críticas, e provavelmente despeitadas, colega e eu fizemos entre nós chacota daquela combinação.  
Tempos depois, já na faculdade, eu via, com certo espanto, uma colega mais arrojada usar rosa com vermelho, ou verde com azul, misturas pouco usuais.
Parece que nada acrescentei ao progresso da civilização ao criticar e me espantar com quem faz diferente. Hoje, primavera de 2011, misturar cores é uma tendência, a color blocking, que está em todas as revistas de moda, como as figuras abaixo.



E, mesmo que não fosse moda, as pessoas podem, sim, vestir o que lhes agrade e não apenas  o que seja considerado pelos outros como harmonioso ou normal. E, sim, foram as pessoas que ousaram cabelos diferentes, roupas diferentes, aquelas que enfrentaram rótulos infamantes e desrespeitosos, foram essas pessoas que garantiram que hoje usemos roupas confortáveis e agradáveis.
Se isso acontece no plano absolutamente individual (Huuuum, sei não! Nada é tão individual assim.), imaginemos no plano dos costumes, do comportamento, das relações de trabalho, das estruturas afetivas e familiares.

Só para ficar num pequeno exemplo, nós, mulheres, hoje não sairíamos sozinhas, não trabalharíamos nem votaríamos, nem mesmo leríamos, se algumas “loucas” não tivessem enfrentado as críticas gratuitas, se não tivessem aguentado as ridicularizações, pressões, prisão, humilhações e até a morte em defesa de suas convicções.   
                                                                                                                 
Chiquinha Gonzaga

Bertha Lutz




Daqui pra frente, prometo pensar duas vezes antes de jogar pedras em quem, literal ou metaforicamente, use vermelho com roxo!


sábado, 5 de novembro de 2011

TIO SAM FOI À FINAL E VENCEU

Por Esther Lucio Bittencourt


A equipe de futsal sub 11, do Tio Sam, disputou hoje, 5/11/2011 a final da Liga Niteroiense de Futsal (LINIFS) contra a equipe Fluminense sub 11, de Rio Bonito, e ganhou medalha de ouro por ter conquistado a vitória, num placar apertado de 6 a 5.

De acordo com o professor Patrick, treinador do time, o objetivo do campeonato é dar ritmo de competição aos jovens e os apresentá-los aos olheiros de clubes grandes.


Tio Sam Esporte Clube é uma agremiação esportiva da cidade de Niterói, RJ, fundada em 18 de maio de 1990 com sede no Lardo do Barradas, no Barreto. A formação do Tio Sam tem Arthur, Breno, Danilo, Filipe, Gabriel, Guilherme, João Felipe, João Gabriel, João Pedro ,João Victor, Lucas, Matheus, Patrick, Victor.



Aline Minghelli, mãe de Breno Minghelli, um dos zagueiros do time, informou que “a vitória da equipe se deve à união do grupo em torno de seu treinador Patrick Machado, “o único que conseguiu juntar crianças de condições diferentes, de times diferentes, e fazer com que elas se entendessem. O grupo estava muito unido e por isso ganhou. Foi o único treinador que eu vi, que não falava palavrão com as crianças.”


Patrick Machado é antigo jogador do Flamengo que após um acidente precisou se afastar do futebol e dedica-se atualmente a treinar crianças que o homenagearam com um cartaz, após a vitória.


O time que é federado pelo Tio Sam viveu neste campeonato a superação de sair do campo para o salão. Treinam todos os dias e formaram o grupo campeão.


Breno Minghelli, um dos zagueiros
Aline Minghelli explicou que seu filho Breno, que estuda no Colégio Maia Vinagre, em Niterói, encontrou-se na prática do futebol e aos poucos perdeu sua característica timidez. Disse Breno: "é um jogo de equipe e ninguém joga sozinho, há necessidade de participação de todo grupo - é união, integração participativa e eu gosto de trabalho em equipe e gosto de jogar futebol.”


FREDZILA - PACHINKO

Carlos Frederico Ferreira de Abreu

Antes de vir ao Japão, alimentava uma vontade enorme por fazer duas coisas, beeeeeeeeeem básicas: uma era cantar num karaokê, a outra jogar pachinko.




Pra minha surpresa, os pachinko palaces que vi não me animaram, e posso estar enganado, mas percebi um ar de reprovação sutil (não poderia deixar de ser) por parte da guia japonesa quanto à minha sugestão de irmos a um.


Além da aparência decadente, penso que o jogo deve provavelmente ser visto como nocivo para a sociedade, coisa que não deve ser incentivada, mesmo como atração turística.

Os pachinkos pelos quais passei ficam isolados, são prédios enormes e sem janelas, à maneira dos cassinos do ocidente, para que se perca a noção do dia e da noite e se jogue continuamente.



Acho que é um dos poucos lugares onde não há proibição formal de se fumar, já que vi vários cinzeiros espalhados.

Fora isso, o barulho frenético das máquinas acaba dando uma dor de cabeça para os não iniciados.
Sei que existe também um sistema hipócrita de troca de bolinhas por produtos e posteriormente por dinheiro (do lado de fora), para manter as aparências de um jogo 'legal'.


Já li um entendido em pachinko rebatendo a crítica de que o jogo não é apenas um pinball na vertical, pois no pinball o jogador trava uma batalha contra a morte, representada pela perda da bola (vida) nos buracos ‘fatais’. A luta é por manter-se ‘vivo’.

Já no pachinko,  há uma representação zen, pois multiplica-se aquilo que se tem para ser melhor (mais rico), já que o jogador começa com poucas bolinhas e é bem sucedido quando consegue sair com muitas mais do que entrou.

A queda contínua das bolas, num fluxo equilibrado, como uma corrente, acompanhada de sons e luzes, induz o jogador a um estado de percepção alterada, um mantra eletrônico viciante.


Eu sei é que como qualquer outro jogo, e deve ter causado sua parcela de sofrimento.
Não é a cara do Japão que se deseja vender para turistas, com certeza.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

'SACIEDADE DOS POETAS VIVOS': ESTHER LUCIO BITTENCOURT LANÇA POESIAS EM ANTOLOGIA DIGITAL

Por Ana Laura Diniz

O Blocos Online, portal de literatura e cultura, lançou na segunda-feira, 31 de outubro, a Antologia Digital “Saciedade dos Poetas Vivos”. De acordo com uma de suas editoras, Leila Míccolis, “através da obra comemoramos nossa ininterrupta busca poética até à saciedade; assim sendo, é hora de erguermos um brinde a todos os que fazem parte deste projeto, e também a todos os que, mesmo em ‘off, nos incentivaram a prosseguir e a contornar as pedras no meio do caminho — qualquer semelhança com o célebre poema de Drummond, que no dia 31, inclusive, faria 99 anos de idade, não é mera coincidência”.

Esther Lucio Bittencourt
Esther Lucio Bittencourt: "foi
interessante conhecer de perto
o trabalho da Leila Míccolis
como editora, ver sua dedicação
à arte e de como é possível
respeitar o artista preservando
as características da sua obra"
Com seis poemas publicados, sendo alguns inéditos, Esther Lucio Bittencourt, poeta, escritora, jornalista, blogueira e diretora de redação do Primeira Fonte, aparece ao lado de Manoel de Barros, que tanto admira, e mais 15 poetas, a exemplo de  Maria Helena Latini.

Para conferir a obra completa, clique aqui. Para ir direto aos seis poemas da Esther, clique em cada título: Potro, Cotidiano, Quatro, Botos, Treze e Rio como rio. E ter acesso à sua página individual em Blocos online, clique aqui

Autora dos livros ‘No país das palavras onde moram os homens mudos’ (contos), ‘Vicenza Taborda’ (romance) e ‘Imaginário Eixo’ (poemas), todos esgotados, participou também da obra 'Entre ouvidos: sobre rádio e arte', organizado pela professora Lilian Zaremba, lançado na 7ª Bienal do Mercosul, em 2010, patrocinado pela Oi Futura. Além disso, estuda violino, teoria musical e canto; e participa da Academia Caxambuense de Letras - onde ocupa a cadeira que tem como patrona Cecília Meireles. 


Para 2012, Esther prepara mais um livro de poesia, a ser lançado no decorrer do ano. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

MUDANÇA DA ESCOLA VENCESLAU BRÁS E A CHEGADA DA SUPER UNIVERSIDADE EM CAXAMBU

Por Esther Lucio Bittencourt

Maria do Carmo Rodrigues,
Secretária de Educação do
Município de Caxambu

Foi confirmado ontem, em conversa telefônica, com o Deputado do PT Reginaldo Lopes, durante o Programa Fala Prefeito, da Rádio Circuito das Águas, o funcionamento do consórcio de 7 Universidades mineiras em Caxambu, no antigo Prédio da FUNABEM.  Os Pró Reitores de Extensão destas Universidades estarão reunidos dias 8, 9 e 10 deste mês em Caxambu, onde serão tratados  a oferta de cursos de graduação, a partir de 2013; a colaboração que haverá entre a Universidade e a Prefeitura de Caxambu, propiciando maior crescimento da cidade e definição de suas áreas de pesquisa.

O Deputado informou também que foram empenhados recursos para a formação da creche da pré-infância que beneficiará cerca de 200 crianças.
Cerca de 20 milhões de reais foram liberados para o início das obras de reforma do prédio onde funcionará  o que já está sendo chamado pela mídia de Super Universidade.  É a  primeira vez que no Brasil Universidades formam um consórcio para fomentar pesquisa, pós graduação mestrado e cursos de graduação.

Aqui abaixo a conversa do Prefeito Luiz Carlos Pinto, que desde o início de sua gestão trabalhou para trazer uma Universidade para Caxambu, com o Deputado Reginaldo Lopes.

A Secretária de Educação do Município, Maria do Carmo Rodrigues  informou que a Escola Municipal Venceslau Brás que funciona num dos prédios que será ocupado pelo Consórcio de Universidades terá seus alunos transferidos para a Escola Municipal Monsenhor João de Deus, no bairro do Bosque, e os horários de aula será o mesmo: integral.

"Estou aguardando os professores fecharem as notas dos alunos, informou a Secretária de Educação, que, provavelmente não atingirão o número atual de 74 , pois muitos alunos do quinto ano irão para o sexto ano das escolas estaduais Ruth Martins ou Domingos Gonçalves. Os que permanecerem na escola serão transferidos sem qualquer perda, o mesmo ônibus escolar os apanhará no ponto de costume e os deixará, após findar a aula, no mesmo local. Haverá até ganho para eles pois na Escola Monsenhor João de Deus os professores estão mais qualificados em várias áreas de ensino, como nas oficinas ocupadas por professores da rede. Anteriormente estes professores eram contratados especialmente. Na escola do Bosque eles pertencem aos quadros do município.   Até a cozinha é melhor equipada e o gasto do município será menor, porque há o dobro de funcionários para atender as duas escolas, alguns contratados. Os funcionários municipais  já escolheram para onde ir e serão relocados. Os alunos ficarão concentrados em uma escola somente, melhor equipada e com professores da rede municipal.
Em agosto já tínhamos a previsão de que a escola teria de ser relocada.
Precisamos focar que não haverá o fim de uma escola, mas transferência de alunos e, além do mais, há um ganho para Caxambu com a instalação na cidade da Super Universidade.
Na próxima semana estaremos recebendo aqui na Fundação uma comitiva de 40 pessoas, dentre Reitores, Pro Reitores e políticos, inclusive de Brasília, para visitar a Escola Venceslau Brás e tratarmos aqui da finalização do Projeto.
O Prefeito Dr. Luiz Carlos Pinto e sua equipe, da qual faço parte, apresentarão  pedidos pertinentes, como por exemplo a melhoria do nível da cidade e especialização para professores, além de ter as escolas participando da Universidade, talvez como escolas modelos para eles poderem aplicar suas pesquisas aqui em Caxambu."