sábado, 22 de janeiro de 2011

84, CHARING CROSS. PRIMEIRA PARADA: DUOMO DE MILÃO

Por Alline Storni
Fotos de Ana Laura Diniz


A catedral é imensa, com 157 m de comprimento e 109 m de largura.
O interior tem cinco naves com uma altura que chega
aos 45 metros, divididas por 40 pilares
Dizem que Milão não tem muita coisa para ver além das boutiques chiquérrimas! Comparado a Roma e Florença é até verdade… mas com um pouco de boa vontade você também poderá ver coisas bacanas e bonitas por aqui.

Primeira parada, lógico, DUOMO. O metrô para lá. Linha amarela e linha vermelha, fermata (que quer dizer parada, ponto) DUOMO. Daí você sai da estação do metrô e dá de cara com aquilo tudo… olhe tudo com calma. Olhe as portas, pelo amor de Dadá, olhe bem aquelas portas. E entre. É grátis (eu já tive que pagar para entrar em igreja). Tem os vitrais, e se você for absolutamente sortudo e tiver sol por aqui, você vai ver que lindo que é lá dentro…



Galleria Vittorio Emanuele: do chão ao teto,
requinte, glamour e arte
Dê a volta e pague 7 euros para subir. Deixa de ser mão de vaca, é só uma vez na vida! Suba, e aprecie sem moderação o teto do Duomo. Todas aquelas esculturas lapidadas no mármore, a cidade vista lá de cima. Vale a pena.

E já que você está ali no centro mesmo, entre na Galleria Vittorio Emanuele. Olhe para o teto e para o chão. As lojas todas, os restaurantes (se você não quer gastar muita grana com comida, não coma ali!). Atravesse a Galleria e chegue até o Teatro alla Scala…






O Teatro alla Scala é uma das mais famosas
casas de ópera do mundo. Foi construído por
determinação da imperatriz Maria Teresa
da Áustria, para substituir o Teatro Regio
Ducale, destruído por um incêndio em 1776,
devendo seu nome à igreja de Santa Maria
alla Scala, que antes se erguia no local.
No site do teatro você pode reservar uma visita guiada. Vale a pena, porque só entrar por entrar é legal mas nem tanto. Com um guia que te explique tudinho, a visita se torna uma aula de História da Arte.



Este é o inicio do tour em Milão. Mas você quer mesmo saber como é viver aqui, né? Isso é assunto para um outro post. Ou para muitos posts… aguarde e confie!

Links úteis



Duomo de Milão: www.duomomilano.it

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Falando de jazz

Por Jorge Carrano

O post de estréia deste que assina foi sucesso de critica, mas foi fracasso de público. Pouca gente visitou, embora meus apelos junto aos familiares.

Prometo que em minha próxima entrada deixarei de lado os prolegomenos e entrarei nos finalmente.

Afinal, preciso de tempo para me organizar, tendo em vista a surpresa do convite e, mais ainda, da aceitação.

Já preparei até a pauta: minhas primeiras intervenções, para valer, serão:

Jazz para iniciantes (vou começar bem light); Jazz no cinema; e As grandes divas. Tudo na visão particular do blogueiro. Isto se não for sumariamente demitido antes.

Como não tenho tudo de memória, terei que consultar meus alfarrábios, contracapas de LPs, encartes de CDs e outras fontes, para confirmar dados e não cometer equívocos.

Hoje o texto ainda vai, como diria meu amigo Castelar, “no correr da pena”, de improviso.

Prometo a mais absoluta honestidade. Se não ouvi ou não assisti, não darei palpite. Posso indicar fonte, mas sem opinião.

Outra coisa é que não estabelecerei discussões retóricas, tipo quem foi a melhor? Ella Fitzgerald ou Billie Holiday? Cada um tem suas escolhas e devem ser respeitadas. Adianto que para mim são muitas as melhores, cada uma no seu estilo, no seu momento.

Alberta Hunter
Alberta Hunter
A linha editorial do Primeira Fonte é politicamente correta. Deduzo pela leitura do post assinado pela jornalista Ana Laura Diniz, que de forma abrangente discorreu sobre Alberta Hunter e sua carreira. É que na aludida entrada, publicada no dia 9 último, a Autora menciona que a cantora era afro-descendente.

Aqui, quando de minha lavra, se passar pelo copy-desk, se e quando necessário, e por vezes será, mencionarei a cor negra, com o maior respeito.

Vou fazer uma inconfidência. Com raras exceções, as melhores cantoras do gênero são negras. Minha mulher um dia comentou ao telefone com meu filho mais novo, que perguntou por mim, “seu pai está lá ouvindo as negas dele”. O chiste não tem caráter discriminatório, pejorativo, ofensivo ou seja lá o que for. A verdade é que tenho a maior paixão pelas “minhas negas”: Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Nina Simone, Sarah Vaughan, Bessie Smith, Lena Horne (mulatinha, vá lá) e tantas outras intérpretes do cancioneiro americano em geral, e de blues, e jazz em especial que serão aqui enfocadas. Inclusive Alberta Hunter, como já mencionei acima, brilhantemente apresentada aos leitores pela Ana Laura. Se você não a conhecia fique tranqüilo, não se envergonhe, pois não é nenhum pecado. Mas siga o conselho e procure ouvir.

Algumas das fotos das capas dos discos que ilustram a matéria supramencionada, revelam uma velhinha, corcundinha e com a cabeça branca. Lembraria, mal comparando, a nossa Clementina de Jesus. Mas o registro vocal. Ah! Quanta diferença. (Bozzano). Era difícil acreditar que da garganta daquela velhinha de aparência frágil, saísse aquele vozeirão potente.

Bem, ela não nasceu velhinha para o mundo artístico. É que teve duas fases distintas. Esteve anos afastada dos palcos e dos estúdios, e quando retornou sua voz era outra. Inteligentemente voltou cantando de forma mais, digamos, recitativa, pronunciando cada sílaba, à lá Nat King Cole.

A canção abaixo é uma das minhas prediletas, na voz de Alberta Hunter. Também a gravaram, em boas interpretações, Frank Sinatra e Bing Crosby.


Wrap Your Troubles In Dreams

When skies are cloudy and grey
They're only grey for a day
So wrap your troubles in dreams
And dream your troubles away

Until that sunshine peeps through
There's only one thing to do
Just wrap your troubles in dreams
And dream all your troubles away

Your castles may tumble (that's fate after all)
Life's really funny that way
No use to grumble, smile as they fall
Weren't you king for a day?

Just remember that sunshine
Always follows the rain
So wrap your troubles in dreams
And dream your troubles away

Your castles may tumble (that's fate after all)
Life's really funny that way




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

NAS CALÇADAS DE OURO PRETO...

...os pés das jornalistas Esther Lucio Bittencourt e Ana Laura Diniz
à procura da casa "Mariana", que foi morada da poeta 

norte-americana Elizabeth Bishop.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

QUITANDA DA VIDA XI

Por Telinha Cavalcanti

Crianças, esta é uma receita no estilo Silvio Santos: "Eu não comi, mas meu marido comeu e acha ótimo". Admito que gosto mesmo é de comer besteira e não sou chegada a legumes e verduras. Vocês nem perceberam, né? :)

Esta receita é da Perpétua, que começou a trabalhar na casa dos meus sogros quando era mocinha e meu Amado Marido tinha 3 anos. Sem querer entregar a idade de ninguém, só digo que faz mais de 40 anos que a Perpétua está na família.



Creme de Espinafre da Perpétua

1 maço grande de espinafre
1 copo de leite
2 colheres cheias de farinha de trigo
sal
1 dente de alho picadinho

Como fazer
Retire as folhas do espinafre, refogue no alho com um pouquinho de manteiga. Bata no liquidificador com leite, farinha de trigo e sal.

Leve ao fogo mexendo bem até ficar na textura de um mingau, nem ralo nem grosso demais.

PROVADO E APROVADO!

Por Ana Laura Diniz


Ai, que eu falei que Telinha ia pro inferno. E, claro, eu, correndo junto dela. Mas é que o frango do marido dela é tão suculento, que cá nas crendices, a gente tende a achar que não é coisa benta. Desculpe, Telinha, mas se por ventura o céu for o lugar, melhor ainda, e juro que prometo, juro, que vou batendo asinhas sem redbull.


Se uma imagem vale mais que mil palavras. Imagine tantas delas?


eis o frango pronto. mas esqueci de comprar o barbante para amarrá-lo. então improvisei usando saco para assar, para evitar que as coxas do bicho esturricassem. mas não assei o tempo todo dentro do saco. quando percebi que faltavam uns 15 minutinhos, tirei do saco para dourar mais.

seguindo a dica da Telinha, tirei um pouco da graxa pra fazer a farofa. 

como se vê, um pouco de uvas passa branca e preta com nadica de sal. aqui inventei um pouco. adoro farofa agridoce. às vezes, coloco também banana.

a farinha seguiu aos poucos, já que desejava-a um pouco molhadinha.

e segue o preparo... tudo bem misturadinho, amassadinho...

 ei-la pronta!

 o arroz branco e solto de acompanhamento, temperado apenas com um pouco de cebola e sal...

 e finalmente o prato principal: inventei de colocar batatas. fiz separado e já picadas para cozinhar mais rápido. nos 10 minutos finais de dourar o frango, acrescentei-as para misturar no restante da gordurinha e da graxa, para uma leve gratinada.

aqui, o frango já sendo saboreado no almoço de domingo. o detalhe é para o recheio, onde também não resisti e além das cebolas, somei um punhado de passas brancas, damascos e dois fartos quadrados de queijo parmezão no de-dentro do frango.

mais um detalhe do de-dentro, quase sem frango diga-se passagem...

 e o prato... antes de desejarmos... BON APPETIT!

O que mais falar? Arranquei suspiros da Esther, coisa mais difícil do mundo.  Ali, rá, só não me dei por satisfeita porque ainda não tinha comido. 


Não fiz fotos da preparação do frango porque não deu. Faltavam mãos para fotografar. Mas achei surpreendente o descolar a pele do frango para recheá-lo com a manteiga gelada. Excelente sacada!

E para terminar, apenas uma contra-indicação: aos que vivem em regime, distância. Porque a gula é inevitável. Tá vendo? Pecado Mortal. Não pode ser mesmo bento...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Crônica IV – Bandeira saboroso

Por Dade Amorim

Eduardo Coelho (org.). Manuel Bandeira. São Paulo: Global, 2003. 226 p. (Coleção Melhores Crônicas.)

Falar em Manuel Bandeira lembra logo poema, sextilhas, redondilhas, forma perfeita, verso livre, estrelas, morte, amor, sexo, amizade, pneumotórax. Quando se lêem as crônicas desse volume, entendem-se algumas coisas que ficam obscurecidas pelo encantamento dos poemas. O poema é uma manifestação, a tradução em palavras de uma epifania. Um poema é a iluminação de um momento.

A prosa, especialmente assim, em forma de crônica, dá a conhecer uma dimensão que pertence à conformação subjetiva de seu autor e a um dia-a-dia diferente daquele que se depreende de um diário, mas fala de preocupações que vão além do trivial e têm muito a ver com o que motiva sua curiosidade, o que foi capaz de impressioná-lo ou suscitou uma emoção, um sentimento ou um desejo de conhecer.

Bandeira revela nessa coletânea o ecletismo de seus interesses e a competência para falar sobre eles. Grande contador de casos, de linguagem refinada e gostosa de ler, pode também usar expressões bem pouco ortodoxas, ou uma escrita descontraída, de linguagem coloquial. Maneja tudo com distinção e louvor, e ainda com originalidades encantadoras, quando fala sobre cidades (deliciosamente sobre o Rio), episódios da história ou política. Impregna de ternura as narrativas sobre a gente do povo, tipos de rua, as crianças, as mulheres. Fala dos amigos, da doença que o afligiu, e também de arquitetura, estilos, artes, sem nunca perder a lucidez que no entanto não torna sua escrita fria, regida pela razão, mas sustenta sua liberdade e leveza, porque é uma lucidez soprada pelo coração de poeta. 


Barroco pós-moderno

Luisa Valenzuela. Romance negro com argentinos. Trad. Paloma Vidal. Rio: Rios Ambiciosos; B. Horizonte: Autêntica. 2003.

O primeiro romance da argentina Luisa Valenzuela, escrito em Paris em 1959, chamava-se Hay que sonreír. E a julgar pelo tom desse agridoce Romance negro, parece que a frase é, senão uma filosofia da escrita, ao menos um lema da autora. Porque hay que sonreír, mesmo quando se trata de variações em torno do medo e da violência. Tais assuntos, recorrentes nos autores latino-americanos (e não só entre eles), contemplam aqui também um viés subjetivo que dá grande força ao relato e marca a história com um caráter de auto-reflexão.

A aventura do casal de escritores argentinos vivendo em Nova York como exilados vai à contramão do cotidiano: a rotina feita em tiras, o trabalho – no caso a escrita – assimilado às engrenagens fisiológicas e os afetos como uma espécie de lubrificante que impele a ação teatral dos personagens. Não é pouca coisa, e o resultado é uma obra contemporânea em sua forma com toques de barroco. O barroco fica por conta de uma multiplicidade de tropos e metáforas que se reproduzem como em espelhos, causando um efeito final de certa simetria dentro do caos que o texto relata.

Com grande correção técnica, a autora faz valer os elementos mais importantes para a elucidação de seus pontos-chave. O pano de fundo, a Argentina da ditadura e da tortura, inspira por exemplo os tons fortes do estabelecimento de Ava Taurel, onde se oferecem serviços sadomasoquistas de todo tipo. A protagonista procura por esse lugar não como cliente, mas por uma razão que não fica explícita mas emerge das referências ao inferno em seu país de origem. É como se Roberta e Agustín, a jovem escritora e seu namorado de circunstância, buscassem alguma explicação na necessidade do sofrimento, no prazer que ele pode causar em suas diferentes modalidades. Por outro lado, o closet do apartamento dela e o brechó de Bill, seu amante negro novaiorquino, funcionam como cenários de um processo de reparação/superação.

O traço típico de Valenzuela nesse livro fica por conta do tratamento leve e muitas vezes divertido que dá a seu texto, cujo tema aponta todo o tempo para a tragédia sem nunca perder de vista as possibilidades da vida. Um processo de análise se desenrola nas entrelinhas, eros e tânatos presentes e atuantes, em linguagem bem-temperada, diálogos em alguns momentos brilhantes e ironia da melhor qualidade.


domingo, 16 de janeiro de 2011

HOMEOPATIA EVITA E CURA A DENGUE




Por Esther Lucio Bittencourt


Há 9 anos, a então Presidente do Instituto Hahnemanniano do Brasil (IHB), Ana Teresa Doria Dreux, CRM no. 52.33019-0, e outros colegas homeopatas, foram chamados à Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, por uma médica que lá trabalhava no setor de Homeopatia, que pediu para que criassem uma fórmula ou sugerir um medicamento que pudesse ajudar no tratamento da dengue.

Ana Teresa Dreux criou então uma fórmula  homeopática, “que durante este tempo tem sido usada por mim e outros colegas homeopatas para prevenção e tratamento da dengue. 

Sua composição é:

RHUS TOX. / EUPATORIUM PERF./ CHINA OFF./ LEDUM PALUSTRE/
GELSEMIUM/ 5CH/ aã.

Basta levar esta fórmula a qualquer farmácia homeopática. Pode ser feita em glóbulos (sacarose), tabletes (lactose) ou gotas (alcoolatura a 30 %).”

Com a ameaça eminente de surto da dengue em vários estados do Brasil, o  alerta foi dado pelo Ministério e Secretarias de Saúde dos Estados, principalmente dos que vem sendo castigados pela chuva e pelo mormaço do verão, está na hora de colocar em ação a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, que foi aprovada por portarias em  maio e junho de 2006, sendo ministro da Saúde José Gomes Temporão. Essas práticas incluem acupuntura, fitoterapia, medicina antroposófica e homeopatia, que é uma especialidade médica desde 1980.

MEDICAMENTOS À BAIXO CUSTO

Afirma Ana Teresa que esta “foi uma decisão importantíssima para a saúde da população e está sendo cada vez mais praticada em vários pontos do território nacional. Aqui no Rio, um exemplo é o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, Unirio, em convênio científico com o Instituto Hahnemanniano do Brasil .

A Unirio foi pioneira em instituir a obrigatoriedade da Homeopatia no currículo da faculdade de Medicina e em criar a primeira residência médica em homeopatia em 2004. Essas práticas não só são de baixo custo e de comprovada eficiência, como atendem à demanda da população por uma medicina mais humanizada e dentro do conceito do médico de família.

Os pacientes que usam a homeopatia já têm em suas casas medicamentos formulados por seus homeopatas para compor uma pequena farmácia de emergência para eventos corriqueiros na vida cotidiana, tais como picadas de insetos, acidentes domésticos, gripes, resfriados, cólicas, dores de dente ou garganta, prevenção e tratamento da dengue.

A ansiedade e mesmo situações como a que vivemos de pânico e pesar, como as das enchentes e os deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro, no Sul de Minas Gerais, em São Paulo, e demais estados e municípios, registrando muitos óbitos, podem ser tratados com homeopatia e Florais de Bach; uma vez que já foram aprovados como prática integrativa para os cirurgiões dentistas.
  
COMO TOMAR O PREVENTIVO DA DENGUE

O preventivo da dengue deve ser usado assim:

  • Tomar 3 glóbulos ou tabletes ou gotas, UMA VEZ AO DIA, enquanto durar a temporada da epidemia. Isto tanto para adultos como para crianças de qualquer idade, sendo que no caso de crianças não se usa a forma alcoólica. 
  • medicamento deve ser dissolvido lentamente na boca. Para bebês, a mãe pode dissolver 2 glóbulos com uma colher de chá de água para facilitar a administração.
  • Se o bebê estiver com MENOS de 3 meses e estiver sendo amamentado, a mãe pode tomar 6 glóbulos antes de uma mamada, que o efeito passará para o leite materno. Grávidas podem e DEVEM utilizar a fórmula.

PODE SER DADO PARA BEBÊS QUE NÃO ESTÃO SENDO AMAMENTADOS, DE QUALQUER IDADE. DEVE SER USADA COMO TRATAMENTO, no caso de dengue ou  mesmo suspeita de dengue, desta forma: 

  • Tomar 3 glóbulos (ou gotas ou tabletes) de 2/2 horas, ESPAÇANDO PARA 3/3 HORAS E 4/4 HORAS, etc, à medida que os sintomas melhorarem, ATÉ A REMISSÃO COMPLETA DOS SINTOMAS .

Afirma a professora que "estou apenas cumprindo meu trabalho de médica. Não tenho mais consultório particular, só atendo como médica voluntária no Ambulatório Escola do Instituto, que é de utilidade pública, onde todos, ricos e pobres, podem ir. Desejo que a Homeopatia saia valorizada desta epidemia e que os brasileiros saibam que existe uma especialidade eficaz e de baixo custo para a nossa população."

Primeira Fonte - A partir de que pesquisa a senhora concluiu que rhus tox., eupatorium perf., china off, ledum palustre e gelsemium, todos 5ch, faziam a prevenção contra a dengue?


Ana Tereza - Verificando na matéria médica homeopática, os sintomas destas 5 plantas, uma das quais é Quina usada para febre amarela e malária (QUININO), que surgem na dengue e que se manifestam nos pacientes e experimentando durante 9 anos em pacientes e funcionários do IHB.


Para o dengue hemorrágico uso um mineral, o Phosphorus que age no sangue e no fígado entre outras muitas coisas e o Crotalus, veneno da cascavel americana, que causa um quadro semelhante ao da dengue hemorrágica. Só uso em caso de confirmação da baixa de plaquetas, sendo PERIGOSO tomá-los sem estar com o quadro da doença, ou indicação do médico homeopata. Não se pode tomá-los todos os dias para prevenção. Quando existe a necessidade eles CURAM. 


Isto que fiz não é nada demais. Todo médico homeopata tem conhecimento destes medicamentos muitíssimos usados. Deixo claro que esta é a minha experiência pessoal como médica homeopata. 


PF - O que é a homeopatia ?

AT - Uma especialidade médica do setor da terapêutica que usa a lei da semelhança: O semelhante curará o semelhante.

"Nos inúmeros casos que tenho tratado, a doença evolui de maneira branda, e resolve sem agravar ou deixar sequelas. Para os pacientes que a usam como preventivo, até hoje não houve um caso de contaminação, pelo menos a mim relatado. Passei a distribui-la todos os anos para todos os funcionários do IHB, nas épocas de epidemia, e desde então nenhum funcionário (cerca de 22) contraiu a doença, mesmo os que moravam em locais endêmicos.

Em caso de DENGUE HEMORRÁGICA, ou mesmo suspeita (isto é, plaquetas
abaixo de 150 000), principalmente em crianças, ACRESCENTA-SE ao tratamento acima, dois medicamentos: PHOSPHORUS, 12 CH ,4 glóbulos ou tabletes ou gotas, tomar pela manhã e CROTALUS, 12 CH, 4 glóbulos ou tabletes ou gotas, tomar à tarde, até as plaquetas normalizarem  (150 000). NÃO PARAR COM A OUTRA FÓRMULA. AGIR COM RAPIDEZ.

Nos casos que tenho acompanhado, as plaquetas SOBEM rapidamente de
maneira surpreendente.

Alcoolatura a 30% é indicada para pacientes que não podem tomar açucar
(diabéticos). Tomar com um pouco de água.

Óbvio que para crianças é mais indicado os tabletes. Para quem tem alergia
a leite, use-se os glóbulos.

Pode-se usar externamente a pomada de Ledum palustre como repelente, que
funciona de modo bastante eficaz e não traz alergias. Mas só para quem NÃO
PODE de jeito nenhum usar repelente.

QUALQUER FARMÁCIA HOMEOPÁTICA pode veicular estes medicamentos", avisa a médica.

COMPLEXO B

Previne ainda Ana Teresa que "uma boa medida é tomar vitaminas do complexo B, que eram usadas no Vietnã pelos soldados americanos pois deixam um odor na pele que afasta o mosquito, e a vitamina C, que reforça o colágeno e a imunidade. Existe o Teragran Jr., uma fórmula que reúne estas duas vitaminas, para crianças.

Como todos nós, profundamente emocionada e chocada com o que tem acontecido ultimamente, principalmente em relação às crianças e grávidas, resolvi divulgar a minha modesta experiência.

Claro que a homeopatia não DISPENSA nem INTERFERE nos cuidados médicos
obrigatórios nestes casos, nem deve-se desleixar na erradicação do vetor (mosquito) combatendo seus focos de proliferação."

DENGUE

"A dengue foi relatada primeiramente em 1779/80, na Ásia, na África e na América do Norte simultaneamente. A forma hemorrágica, no sudeste da Ásia nos anos 50. Em 1975 foi a principal causa de morte e hospitalização nesta região. É uma virose transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti (que também transmite a febre amarela), hospedeira do virus. Este  pode ser de 4 tipos. A pessoa fica imunizada apenas pelo tipo de que foi contagiada sendo que pode contrair a dengue dos outros 3 tipos, ficando mais suscetível à virose. O tratamento é sintomático, com hidratação, antialgicos e transfusão de hemácias quando o quadro hemorrágico é grave. A toxina do vírus ataca o fígado causando uma hepatite que pode ser agravada e fatal se é administrado paracetamol (tilenol) pois este medicamento tem sua dose terapêutica muito próxima da dose tóxica a qual acarreta hepatite medicamentosa.  Assim, vários casos de morte fulminante foram provocadas  pelo somatório das duas causas. Não se deve também administrar aspirina (ácido acetil salicílico) pois esta fluidifica o sangue piorando as hemorragias. A prevenção e o tratamento pela homeopatia tem alcançado uma enorme eficácia", informou Ana Teresa.

TRAGÉDIAS HUMANAS, LIÇÕES DE VIDA

"Nestes horríveis acontecimentos dos útimos dias e nas suas consequências que se prolongarão ainda por muito tempo devemos, como em tudo que acontece, ver a oportunidade de aprender, de exercer o amor e a solidariedade,  que é o que faz com que evolua a humanidade, não deixando o desespero e o pessimismo toldar a visão maior. Quanto àqueles que tudo perderam, além dos  seus entes queridos, que essa enorme dor não se perca. Que se transmute numa alavanca de potência gigantesca capaz de realmente transformar, mobilizar, agregar forças capazes de evitar que no futuro se repitam tragédias causadas pela inconsequência da política habitacional e outros fatores  climáticos e ambientais. Os desaparecidos pelas enchentes são os mestres que nos darão forças para continuar a luta por um mundo harmônico e seguro para todos", finalizou a professora Ana Teresa Dreux.

NA DESGRAÇA, A HUMANIDADE PODE MELHORAR. ENTREVISTA COM ANA TERESA DREUX.



 Por Esther Lucio Bittencourt

A Profª. Dra. Ana Teresa Doria Dreux, Vice Presidente e Diretora de Ensino do Instituto Hahnemanniano do Brasil, do qual foi presidente, Professora Adjunta e Livre Docente de Clínica Homeopática da UNIRIO (www.ihb.com.br), desenvolveu fórmula homeopática de vacina contra a dengue à pedido da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Também desenvolveu vacina e tratamento para a gripe H1N1.

Um amigo meu contagiou-se com o H1N1. Durante uma tarde usou o tratamento contra a gripe. À noite já estava sem febre e dores no corpo.

Ela acredita que “todo o dinheiro que foi, e é empregado na máquina de guerra, neste século e num futuro mais próximo que se imagina, será utilizado para total mudança nos paradigmas existenciais, como fontes de energia sustentáveis e não poluentes, construção de cidades modelos organizadas e o mais possível auto suficientes.

Vivemos nos mesmos padrões de construção medievais: agrupamentos sem coerência e planejamento, na época assolados pelas guerras feudais. O medo do inimigo humano se transformará no medo das calamidades naturais e o Homem exercerá sua ilimitada criatividade e despertará para o amor planetário e para com  seu semelhante", diz Ana Teresa.

Em leitura ao jornal O Globo, de 14 de janeiro de 2011, a professora ainda conta sobre a análise feita: "agosto de 1945 foram lançadas duas bombas atômicas sobre duas cidades no Japão. Na noite de 12 de janeiro de 2011, a tempestade que arrasou cidades e municípios serranos, pode ser considerada uma super célula que libera energia equivalente a 20 mil toneladas de dinamite por segundo. Isto é semelhante à bomba que arrasou Nagasaki".


Ela sugere precauções no trato com feridos, incluindo os alimentares, para evitar epidemias.

Primeira Fonte - Que epidemias poderemos esperar após as chuvas e deslizamentos de terra e concomitante destruição de várias cidades do estado do rio, por lama e inundação?

Ana Teresa - Prezada Esther, agradeço a confiança, não sou epidemiologista mas posso fornecer algumas informações:

Epidemias e doenças possíveis por contato com água suja: impetigo (infecção na pele), leptospirose (quando a urina de rato se mistura à água suja e entra pela pele), tétano (quando houver ferimentos), sarnas e micoses, hantavirus.

Por beber água contaminada ou alimentos que entraram em contato com ela: diarréias, salmoneloses, tifo, hepatite A, hepatite E, doença de Chagas, cólera, verminoses, amebiase, giardíase e a própria leptospirose. Por vetores que colocam seus ovos na água: dengue e febre amarela (há vacina).

PF - Como prevenir estas doenças?

AT - PREVENÇÃO: claro que é impossível dizer para as pessoas não entrarem em contato com a água suja e a lama nesta situação de catástrofe,  mas, principalmente, os funcionários que são encarregados de limpeza e os abnegados voluntários, devem proteger-se ao máximo com botas de borracha, luvas e máscaras. A água, se não for mineral, sempre que possível, deve ser fervida. Evitar comer saladas. Lavar os recipientes, latas e caixinhas de leite que podem ter ficado estocadas em locais onde entrou água, antes de abri-los. Usar água sanitária ou cloro  para lavar as caixas d'água. Tomar vacinas quando não as tomou antes, e o governo irá  providenciar neste sentido. Combater os focos de mosquitos. Uma maneira simples e barata é colocar borra de café em ralos e calhas onde a água pode ficar parada e não se percebe.

Quanto a ferimentos, imediatamente lavá-los com água e sabão, passar água oxigenada 10 volumes, mas somente uma vez porque depois ela atrapalha a cicatrização, povidine ou outro antisséptico disponível e fazer um curativo protetor. Sempre que possível, use luva descartável para não entrar em contato com o sangue do ferido.

PF - A  modificação climática que ocorre no planeta, provocando o degelo de várias camadas antiquíssimas e atuais das calotas polares e dos picos nevados, que caem em forma de chuva por condensação de vapores dos mares e dos rios, podem ressuscitar antigas doenças para as quais não temos o organismo preparado?

AT - Quanto a ressuscitar antigas doenças não o creio pois para as principais como a varíola, a febre amarela, a paralisia infantil, a difteria, o tétano e outras já existem vacinas.

O que pode acontecer é surgirem cepas de super virus e bactérias por conta da modificação do clima pelo aquecimento global, resistentes aos antibióticos circulantes por uso e abuso dos mesmos antibióticos e que não responderão aos tratamentos existentes. 

A melhor prevenção é estimular a imunidade natural do organismo. Educar a população a se alimentar com o máximo de alimentos com bons  nutrientes e de baixo custo,  que existem aqui no Brasil. A  farinha da folha da mandioca, a farinha da casca do maracujá, o uso de limão e todas as frutas silvestres que encontrarem,  além  da jaca,  do abacate,  do abacaxi, (cujo chá da casca é ótimo para reumatismos e diurético), acerola, graviola, goiaba, coco e sua água, o caju e sua castanha, a castanha do Pará, o açaí, o maracujá (calmante e anti hipertensivo), amora,  cujo chá das folhas é maravilhoso para fogachos e outros transtornos da menopausa substituindo os  hormônios, dispendiosos e cheios de efeitos colaterais.

Evitar de todas as maneira desperdiçar seu dinheiro comprando refrigerantes e comida industrializada e cheia de gordura trans como biscoitos, achocolatados, embutidos, sucos e sopinhas industrializadas para bebês, gelatina (corante e açucar), miojo, tabletes de caldo de carne e galinha.

Procurar ingerir proteína de boa qualidade como o feijão preto temperado com louro, alho e cebola, ovos, carne de sol, frango de quintal, em vez de presunto, mortadela, salsicha, etc. É preferível até ingerir sardinha em lata na falta de outras opções.

As partes menos nobres da vaca e de menor custo, como músculo e dobradinha tem o mesmo valor protéico que outros cortes bem mais caros. Procurar ter em seus quintais uma pequena horta com limão galego, banana,  couve, taioba, xuxu, jiló, abóbora, batata doce, aipim, etc, e  temperos curativos como gengibre, o primeiro dos vegetais anti inflamatórios, cidreira, hortelã, boldo, etc, pois já escreveu Pero Vaz de Caminha: "em se plantando tudo dá..."  

A pessoa que tomar todos os dias um refresco batido com água, suco de um limão e uma colher de chá de gengibre picado, previne-se de gripes ou resfriados. Pode-se acrescentar uma maçã e ou uma fatia de abacaxi. O melado de cana e a rapadura são ótimas fontes de minerais e ferro. O mel, deve ser usado em vez do açúcar.

A população deve cada vez mais ficar independente de recursos que falham imediatamente nas catástrofes como eletricidade, comunicação e abastecimento. 

A não muito longo prazo a população SERÁ OBRIGADA a mudar hábitos obviamente fatais como jogar lixo na natureza. Organizar-se para separar o lixo, colocá-lo em local próprio, exigir coleta seletiva para lixo reciclável .

Quanto ao clima, que tende a piorar, prevenir-se tendo em casa algum material simples de primeiros socorros, velas e fósforos, lanternas que não precisam de pilhas (que já existem no mercado e são de baixo custo), cordas, e levar consigo como nas guerras uma identificação como uma pulseira de metal ou medalha, principalmente para as crianças que se perdem e não sabem informar seu nome e o dos pais.

Isto parece cruel e extremo, mas o que estamos presenciando neste começo de 2011 é uma realidade que excede qualquer filme de catástrofe pela extensão do panorama de horror estampado nos noticiários.

No entanto, devemos pensar que nada é pior do que a guerra e que no século XX, tivemos duas grandes guerras onde o Homem destruía o próprio Homem e a natureza,  onde imperava o ódio e o terror.

Nas catástrofes, surge a solidariedade e o amor abnegado ao próximo, e talvez seja esta a lição que a humanidade terá que aprender no século que se inicia.    

sábado, 15 de janeiro de 2011

UM MONET É UM MONET

Por Fal Azevedo


monet - 1904


É tão difícil que as pessoas entendam, que nós entendamos, que uma obra de arte, qualquer obra de arte, reflete a visão da época em que foi criada. É tão, tão, tão, tão difícil. Mesmo as revolucionárias. Mesmo as que vão contra o status quo. Mesmo as escandalosas. Mesmo (na minha opinião, pricipalmente) as que não são entendidas na época em que são produzidas. De alguma forma, elas tão todas ali, refletindo o mundo onde vivem as pessoas que as geraram. Sempre que você ouvir um luminar da inteligência bradando coisas como "Por que nós não produzimos mais nenhum Monet??? Meu Deus, esse mundo está perdido", saiba: nós não produzimos nenhum Monet, porque essa é não uma época de Monets. Para o bem e para o mal. Teremos nossos próprios Monets. Ou não.

O que produzimos agora vai ser julgado pela história, como todos nós babe, e reflete anossa época, não a época do Monet.


Hoje tá difícil.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

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JAZZ & ADJACÊNCIAS

Por Jorge Carrano

Certa feita o Louis Armstrong comentou com alguém "se você pergunta o que é jazz, então você nunca vai entender".

Nunca perguntei o que é jazz, e acho que consegui captar a essência deste gênero musical.

Não tenho explicação, aparente, conhecida, para justificar este meu gosto pelo jazz e adjacências (blues, spirituals, gospel, etc) a menos que tenha, o que é pouco provável mas não impossível, um pé nas plantações de algodão na Geórgia.

Minha mais remota lembrança me alcança com 9 ou 10 anos de idade, ouvindo na rádio Metropolitana, às 17 horas,  o programa "Pelas Esquinas de Beverly Hills". Gente, isto era em 1949.

Dito programa executava música americana, com ênfase nas grandes orquestras, nas famosas Big Bands, lideradas por Artie Shaw, Tommy Dorsey, Glen Miller, Billy Ekstine e outros, muito em moda na época.

Elas desapareceram, como desapareceram no Rio de Janeiro, Waldyr Calmon, Ed Lincoln, Sylvio Viana, Românticos de Cuba e outras. A única que sobrevive, embora sem a expressão do passado e se apresentando de maneira pontual, é a Tabajara, fundada pelo Severino Araújo.

Estas grandes bandas deram guarida e foram a porta de entrada para grandes músicos, alguns dos quais formaram suas próprias bandas ou fizeram sucesso em carreira solo. Deles iremos falando aqui aos pouquinhos, para não ficarmos intoxicados. Nenhuma alusão ao uso exagerado de drogas, mas seria pertinente se houvesse intenção.

Por que eu apreciava aquele tipo de música? Vai saber!

A maioria de meus amiguinhos ou não era ligada em música ou ouviam Marlene e Emilinha, no César de Alencar.

Se você está se perguntando por que esta digressão se o tema do post é jazz, já respondo. Porque tenho que me apresentar ao público leitor do Jornal Primeira Fonte, que não vai entender como um sujeito sem formação musical, que não toca qualquer instrumento, nem caixa de fósforos, pode pretender escrever sobre música, e logo sobre jazz que é, sem dúvida, a mais clássica das expressões artísticas populares.

Mas se levarmos em conta que a Telinha pode apresentar receitas de olho, por que eu não poderia fazer comentários de ouvido?

Pois é, fica difícil saber quem está mais fora de seu juízo perfeito, se eu que aceitei a incumbência ou se a jornalista Ana Laura Diniz, que formulou o convite.

Também tem o seguinte: quando ela falou que não receberia nada pelo que irei escrever, fiz logo uma exigência.  Ou me paga o dobro ou não colaboro no Jornal. Afinal, devo me valorizar, não é?

Reclamações, críticas ácidas, vitupérios e eventuais ameaças, por favor, dirijam à direção do Jornal.

E sobre jazz que é bom, por hoje é só. Se você está lendo este post, significa que foi publicado e, consequentemente, terei chance de voltar e comentar um álbum, um intérprete, uma canção, sempre tendo como embasamento minha emoção, meu sentimento e nada mais.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

QUITANDA DA VIDA X

Por Telinha Cavalcanti

O FRANGO DO MEU MARIDO


Hahaha, se eu estivesse em Recife ia ter gente olhando torto para mim. É que "frango", lá, é xingamento :) Mas aqui não é, e esse frango assado é nota 10 :)


Não sei bem como começou essa história; foi ano passado que Amado Marido cismou de fazer um frango assado. A gente pesquisou umas receitas na internet (o google virou novo caderno de receitas da mãe, é?) e ele meteu a mão na massa. Quer dizer, no galináceo.


Já que era para brincar, então fui comprar um frango orgânico e uns temperinhos. Quem mora na roça tem frango orgânico no quintal, quem mora na cidade tem no supermercado. Depois de descongelar o pobre bicho, lá fomos nós, em mais uma receita de olho.


Ingredientes


1 frango limpo e degelado
cebola
sal
alho
limão
manteiga
ervas: alecrim e tomilho
Barbante


Como fazer:


Como o frango é de cidade, a gente começa descongelando, aquecendo o forno em temperatura média para quente e tirando o saquinho plástico que vem dentro com os miúdos do coitado. Se for frango de verdade, minha amiga, você já deve saber o que fazer ou conhecer quem saiba. Eu que não vou lembrar da infância onde as empregadas matavam frango e me traumatizavam. Eu não, violão.


Franguinho degelado e sem nada no de-dentro, o passo é esfregar limão bem esfregadinho em todo o corpinho dele. Uns dois limões devem bastar. Aí você lava e tira o limão. Mas por que, Telinha? Não sei, Amado Marido faz assim, então é assim que eu ensino. Seque bem, use toalha de papel :)


Com delicadeza, você vai pegar pedaços da manteiga e colocar por dentro da pele do frango. Levante a pele com cuidado, sem nojinho, gente. Uns pedaços de manteiga ainda gelada, e vocês sabem que eu não uso margarina. Corte o excesso de pele do sobrecu. O nome é esse mesmo! Não me olhe com essa cara!


Esfregue sal e alho por todo o frango. Aproveite e junte o tomilho e o alecrim. Pegue a cebola, tire a casca, corte na metade e coloque as metades no de-dentro do frango. Isso mesmo, lá na cavidade.


Vire o frango de barriga para cima e amarre as coxas com o barbante, senão ele pode esturricar as pernocas.  Leve ao forno de preferência em uma assadeira que tenha gradinha para escorrer a gordura. Não precisa de papel alumínio. fique atento, em meia hora ele deve começar a cheirar bem. Abra o forno, pegue o líquido que se formar e jogue de volta em cima do frango. Deixe ficar bem douradinho. Na hora de servir, corte o barbante que prende as coxas e tire a cebola de dentro do frango: ela vai estar bem macia.


Ah! sabe a gordurinha esturricada que fica na assadeira? O nome disso é graxa (pelo menos é esse o nome que minha família dá, os franceses devem ter um nome melhor e mais chique) é o melhor do frango assado. Você faz assim: pega a assadeira e, com todo cuidado, vai raspando toda a graxinha. Mistura na farofa ou come pura, mesmo. É a delícia das delícias, cheia de sabor, salgadinha.


Acompanhamentos? Uma farofinha cai muito bem. Uma cervejinha gelada, então? Hmmmm!