Telinha Cavalcanti
Eu sei que esta receita pede um diazinho frio, mas quem disse que minhas lombrigas sossegaram? Foi só eu ler "Crumble de maçã" que elas assanharam e o único jeito foi fazer uma porçãozinha e comer no quarto, com o ar condicionado ligado no máximo...
Mas o que é um crumble de maçã? É uma receita tradicional americana, onde a maçã é assada no forno com uma farofa doce por cima. Claro que pode ser maçã, pera, banana, frutas vermelhas... Mas eu experimentei o de maçã, quentinho, com uma bola de sorvete de creme acompanhando. Porque o negócio não é enfiar o pé na jaca, é derrubar a jaqueira :D
Crumble de maçã
Para a farofa:
100 gr de açúcar mascavo
100 gr de farinha de trigo
80 gr de manteiga sem sal na temperatura ambiente
1 colher de chá de canela em pó
Recheio
3 maçãs verdes ou 4 Fuji, cortadas em cubos, salpicadas com canela e açúcar mascavo.
Como fazer:
Misture o açúcar mascavo (na hora de medir, compacte bem na xícara, senão fica mais ar do que açúcar), a farinha e a manteiga. Com as pontas dos dedos, misture rapidamente os ingredientes - a idéia é que vire uma farofa e não uma massa de torta.
Coloque a maçã num potinho refratário, se quiser pratos individuais, ou num pirex, se for uma porção única. Cubra a maçã com a farofa e leve ao forno médio. Assim que começar a cheirar, fique atento: a farofa dourou, está pronto.
Sirva com uma bola de sorvete de creme ao lado, pois está calor :D
imagem: Dinner Diary
terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
CADA LOUCA COM SUA MANIA
Por Dade Amorim
Durante alguns anos de minha vida, pensei que um dia seria dona de uma loja de presentes, desses que a gente gosta de ganhar e de dar para fazer felizes nossos entes queridos. Sou louca por objetos, coisas ditas inanimadas mas capazes de animar as pessoas e fazer seus olhos brilharem. Para isso, um objeto não precisa ser necessariamente valioso e caro. Tenho caixinhas e descansos de mesa feitos de palha, porta-guardanapos de madeira e simples tigelas de uso diário que amo pela forma, pela beleza do desenho e do material. Uma vez fiquei fissurada por uma molheira e não consegui seguir meu caminho antes de entrar na loja e levar para casa meu presente.
Muitas mulheres correm a mudar a cor dos cabelos ou comprar roupas e sapatos quando estão tristes ou decepcionadas. Eu compro coisas, antes de qualquer outra providência. Também recorro ao cabeleireiro, é claro, mas nunca pintei os cabelos, de modo que faço um novo corte, uma boa massagem; às vezes vou procurar uma roupa nova – esses recursos que a gente tem, graças a Deus, pra mudar o exterior quando o interior está pouco convidativo. Mas antes passo nas lojas de decoração e trago de lá um cinzeiro original, um vaso bonito, um porta-retrato diferente. Uma coleção de caixinhas, almofadas e mantas, quer coisa mais gostosa de escolher e ver em casa?
Meu pai tinha tinteiros de vidro que não sei onde foram parar, canetas de pena que ele molhava nos ditos, pesos de papel de cristal que me faziam sonhar e um mata-borrão que eu adorava vê-lo manejar sobre o papel de tinta fresca, além da caneta-tinteiro, uma Parker preta listradinha de cinza que nunca esqueci. Guardei dele as sobrecapas de couro para proteger os livros, mas ficaram muito gastas e acabaram guardadas como relíquias.
Um objeto tem um valor material, que pode ser menos ou mais alto, o que não interfere no efeito que ele nos causa. Quando se compra ou ganha algum, experimenta-se seu convívio como quem avalia um vizinho novo. Gosto de deixá-lo num lugar em que o veja a toda hora até que se integre ao dia-a-dia. De vez em quando é gostoso parar para conhecê-lo melhor – examinar, pegar e inventar novos lugares para ele até que se harmonize com a paisagem e o clima da casa. Quando isso acontece, pode-se sair procurando seu lugar definitivo. É a prova de fogo, depois da qual quase sempre o estranho vira membro da família, parte do patrimônio, objeto de afeto e cuidado.
domingo, 11 de março de 2012
SENHORA DO TEMPO. GUARDIÕES DA MEMÓRIA
Por Vera Guimarães
Hoje esta senhora do tempo destaca alguns de seus parentes que muito fizeram e fazem pela preservação da história da família. Há os que contam casos, os que fazem festas e reuniões, aqueles que emprestam seus sítios, os que convidam para suas casas, os que fazem rir com casos saborosos envolvendo antepassados, os que transmitem receitas culinárias, os que transportam parentes em visita a outros, os que enviam cartões em datas importantes, os que guardam na memória o dia do aniversário de muitos, os que se esforçam para destrinchar a genealogia, os que sabem o nome de todos, os que rezam pelos outros, os que proveem recursos materiais aos que precisam.
Uma dessas pessoas foi nossa irmã Zila, que já se foi deste mundo, autora do livro PROSA NA VARANDA, (fig. 1) registro de conversas dela com nossa mãe e nosso pai e muitas outras pessoas da família, do que resultou valioso patrimônio imaterial, que mostra como se vivia, quem éramos, o que pensavam e como agiam nossos antepassados e seus contemporâneos.
Aqui ela reproduz relato de nossa mãe sobre bodas de ouro de um casal de tios, festa que aconteceu em fazenda-cenário de toda nossa vida.
“Agora vamos às Bodas de Ouro do casal, que na época morava na Vargem Alegre. Mas a festança foi no Olhos d´Água, onde morava a filha deles, Sá Mariquinha, que era casada com Sô Gandini, italiano que veio fazer a ponte antiga sobre o Rio das Velhas, em Traíras. Por ali ficou, casou e tiveram muitos filhos, Como no sobrado deles tinha luz elétrica, mais conforto, salão de festas, de refeição, com mesa e bancos enormes, terreiro na frente e nos fundos, ficou acertada a festa. Tudo foi muito bonito, foram pessoas de vários lugares, inclusive o fotógrafo de Belo Horizonte, o Higino Bonfiglioli, que tirou muitos retratos der famílias dali, inclusive da nossa. A capela não cabia o povo todo, mas as casuarinas davam sombra, como as outras árvores que enfeitavam a frente do sobrado. O celebrante foi Padre Castanheira, de Portugal, que foi para Traíras e assistia toda a região. De sábado para domingo, teve um baile de arromba no salão de cima, coisa chique, e no outro dia teve festa o dia todo, comida, mesa de doces, mesa de café, leite e quitandas, o que deve ter gasto muita gente ali fazendo. E os preparos das carnes, que não arrumaram num dia só? A vaca que mataram chamava Espanhola. Ela foi para o Riachão, para engordar, e voltou de lá roliça. Fez um farturão. Não sei se teve batuque, mas deve ter tido, pois todo mundo por ali gostava. Tiraram um retrato que é uma beleza, de um tanto de cavaleiros encarrilhados, no terreiro da frente. Quase ninguém tinha outra condução a não ser cavalo ou carro de boi. Lembro que chegaram na Vargem Nova todos da família de Nhô Luis e Lendá, muitas filhas deles. Lembro delas sentadas no caixão da cozinha, aqueles altos, de madeira, com tampas de suspender e que eram para guardar mantimentos ou roupas de cama. Uns falavam tulha e hoje é arca. Aí eu era moça de namorar. Acho que elas ficavam ali esperando o almoço. Usava jantar todos na cozinha e conversar ali, à vontade.”Pois, então, este foi um dos muitos enredos descritos no livro PROSA NA VARANDA, de nossa irmã Zila, que, assim, garantiu parte da preservação do patrimônio imaterial da família.
O cenário de tantos eventos significativos de nossa família foi esse casarão. Nele aconteceu a festa de bodas de ouro descrita acima e muitos outros encontros.
Durante muito tempo, desde que me lembro, frequentei essa fazenda, que, na minha infância, pertencia à família de querida prima, que nos acolhia com carinho, quitandas e jabuticabas sem fim.
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| A fazenda com suas jabuticabas sem fim Hoje, o casarão em reforma |
Hoje, adquirida e preservada por um sobrinho, se firma como mais um marco concreto de nossas lembranças. A todos esses parentes que conservam suas casas, esse patrimônio material da família, nosso reconhecimento e nossa homenagem.
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Vera Guimarães,
Zila Guimarães Lanza
sábado, 10 de março de 2012
FREDZILA - DEU A LOUCA NO CLIMA!
Carlos Frederico Abreu
Os japoneses, orgulhosos de suas estações do ano bem definidas, estão começando a perceber que isso já não é mais uma verdade.
De algum tempo para cá, todos estão notando que algo mudou no clima. A começar pela neve, que já não é uma constante no pico das montanhas mais altas, como o monte Fuji, por exemplo.
A floração das cerejeiras (época do ano aguardada por todos) terminou mais tarde, e o verão registrou a maior temperatura desde 1898!
Nihon no natsu wa jigoku desu (O verão japonês é um inferno!)
O outono está no fim, mas as folhas das árvores ainda não estão com aquele vermelho-cobre característico,e o inverno chegou mais cedo, com neve caindo já no final de Outubro.

Sem esquecer de dizer que os japoneses tem por hábito contar os tufões, uma média de 22 ao longo do ano, iniciando em Junho-Julho e terminando em Outubro-Novembro.
Os japoneses, orgulhosos de suas estações do ano bem definidas, estão começando a perceber que isso já não é mais uma verdade.
De algum tempo para cá, todos estão notando que algo mudou no clima. A começar pela neve, que já não é uma constante no pico das montanhas mais altas, como o monte Fuji, por exemplo.
A floração das cerejeiras (época do ano aguardada por todos) terminou mais tarde, e o verão registrou a maior temperatura desde 1898!
Nihon no natsu wa jigoku desu (O verão japonês é um inferno!)
O outono está no fim, mas as folhas das árvores ainda não estão com aquele vermelho-cobre característico,e o inverno chegou mais cedo, com neve caindo já no final de Outubro.
Sem esquecer de dizer que os japoneses tem por hábito contar os tufões, uma média de 22 ao longo do ano, iniciando em Junho-Julho e terminando em Outubro-Novembro.
'SONHEI QUE A NEVE FERVIA"
ACABOU DE SAIR.
Comprei na Livraria da Travessa, no Rio. Mas tem na Livraria Cultura também.
"SONHEI QUE A NEVE FERVIA"
Autor: Fal Azevedo
Editora: Rocco
Disse a Fal: "Esther Lucio Bittencourt eu recebi meu exemplar hoje, a linda Rosana Caiado Ferreira da ROcco me mandou. EU tb não sabia que já ia tar na livraria cultura assim, pá. E me grita pra entrevista. Simone Gomes Caliope, aqui em SP, quase certez...See More"
Digo eu: Tô gritando. Fal.
Comprei na Livraria da Travessa, no Rio. Mas tem na Livraria Cultura também.
"SONHEI QUE A NEVE FERVIA"
Autor: Fal Azevedo
Editora: Rocco
Disse a Fal: "Esther Lucio Bittencourt eu recebi meu exemplar hoje, a linda Rosana Caiado Ferreira da ROcco me mandou. EU tb não sabia que já ia tar na livraria cultura assim, pá. E me grita pra entrevista. Simone Gomes Caliope, aqui em SP, quase certez...See More"
Digo eu: Tô gritando. Fal.
sexta-feira, 9 de março de 2012
BIANCA MONTEIRO FEZ ONTEM 16 ANOS...
Por Ana Laura Diniz
Eu sou completamente suspeita para falar da Bianca. Mais do que aluna e colunista desse nosso jornal, é uma amiga no melhor sentido da palavra. Sim, eu sou pessoa de grande sorte.
Eis uma pequena homenagem a essa gigante mulher... quase emancipada! E ruiva, que fique claro.
Feliz aniversário, Biancovisck!
Eu sou completamente suspeita para falar da Bianca. Mais do que aluna e colunista desse nosso jornal, é uma amiga no melhor sentido da palavra. Sim, eu sou pessoa de grande sorte.
Eis uma pequena homenagem a essa gigante mulher... quase emancipada! E ruiva, que fique claro.
Feliz aniversário, Biancovisck!
quinta-feira, 8 de março de 2012
DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. 16.
Hoje, quinta-feira, 8 de março, completo 16 anos. Com a animação pra emancipação talvez, mas não com a mesma efervescência dos 15… Tanta coisa mudou desde lá.
Não sei, parece que nessa idade acabamos absorvendo por osmose ou nos contaminando mesmo com as expectativas das outras meninas ao ouvir os comentários e desejos a respeito daqueles bailes (que eu particularmente acho bem dispensáveis) e de toda aquela formalidade de valsas, de ganhar anéis e até mesmo trocar um sapato normal por salto alto (ouvi falar dessa há pouco tempo). Acho que… Isso não existe. Essa espécie de “passagem”, “transformação”. É tudo ilusório. Mesmo. Somente uma noite com vestidos bufantes onde a garota vira o centro das atenções e depois tudo volta ao normal, na maioria das vezes, ela apenas volta a ser esquecida como antes pelas pessoas que só queriam ser convidadas.Não é como um jogo onde se passa de fase, ou um emprego onde se é promovido. É só um sinal de que, como todos os outros 14 anos anteriores, o tempo está passando, e a vida continua. Nada excepcional. E não sei por que as pessoas insistem mesmo nisso de arrumar uma suposta “beleza/magia” onde não existe.
Por sorte, sempre tive essa consciência e meus desejos nunca corresponderam ao das outras garotas… Usei essa data como uma desculpa pra sumir. Agora, exatamente um ano depois, fico feliz por isso. Meus 15 solitários, porém felizes, se tornarão 16 com as melhores companhias possíveis nesta tarde, e de pessoas que eu nem imaginava na época que viria a me aproximar. Não só as pessoas a minha volta mudaram, mas eu também. Amadureci muito, e passei a ver tudo de outra forma… Deve ter sido consequência. Não da passagem do tempo, mas sim da convivência com eles!
Espero que ao menos este ano a mais me traga um pouco de responsabilidade e foco, e algumas lembranças que valham a pena lembrar nos 17.
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Diário de uma adolescente
quarta-feira, 7 de março de 2012
LANTERNA MÁGICA - GLEE E SEUS EFEITOS
por Egídio La Pasta, Jr
Antes de fazer a série Glee, o roteirista Ryan Murphy criou uma das séries americanas mais controversas dos anos 2000, cujos protagonistas eram dois cirurgiões plásticos com a vida particular sempre e cada vez mais complicadas. Adultério, um triângulo amoroso, pacientes das mais diversas patologias, psicopatas, assassinos, filhos problemáticos, transexuais e todo o tipo pouco comum ou raras vezes mostrados na televisão, ganharam vez e foco em Nip Tuck. Foram seis temporadas que exploraram e muitas vezes explicitaram o desejo mórbido de mudar, se transformar, em busca de um padrão estético, algumas vezes absurdo, que alguns perseguem a todo o custo.
Alvo de críticas, sendo a mais recorrente a falta de bom senso ao extrapolar os limites do que mostrava em Nip Tuck, Ryan Murphy a cada nova temporada, parecia não só provocar a audiência, mas forçava também seus dois médicos a um universo cada vez mais complicado, conturbado, onde a sexualidade era sempre testada e expandida a possibilidades novas, que a própria condição de cirurgiões, transformadores, reparadores estéticos, os permitia transitar. A moral nem sempre prevalecia, o senso comum era constantemente massacrado, apesar de acompanhar uma família, a série não tinha nenhuma atmosfera familiar, onde todos se odiavam a maior parte do tempo e estavam em processo contínuo de tentar sair de um caos criado por eles mesmos e para o qual não parecia haver solução.
Quando Glee foi criado, tive muita curiosidade para conferir como Ryan Murphy iria conduzir sua turma de adolescentes. Como ele estabeleceria o diálogo com o público jovem e onde haveria espaço para dialogar a diferença – tema recorrente na sua série anterior – e como a audiência o receberia. Glee mostra a vida de um grupo de estudantes do ensino médio, moças e rapazes com talento musical e artístico, que não sabem muito bem o que fazer com isso e por isso entram no Clube Glee, uma espécie de atividade extracurricular, onde eles podem cantar, tocar instrumentos e encenar suas canções. A maior parte dos alunos da escola não só rejeita o tal clube, como o hostiliza. São ‘loosers’, por isso o material promocional mostrava sempre os jovens com a mão fazendo a letra ‘L’ na testa. Loosers, os perdedores em potencial, à margem de uma juventude alienada que protesta contra eles, não só fazendo piada, mas jogando um copo de suco gelado no rosto.
A série virou uma febre entre os jovens. Eles se identificavam. Compreendiam e torciam pelo clube Glee. Abraçaram a causa da diferença que mais uma vez o roteirista mostrou. Os excluídos ganharam coro, ganharam novos admiradores, que se sentiam retratados na televisão. As canções resgatadas pelos jovens amadores viraram um sucesso, regravações e homenagens foram feitas a diversos cantores. Os atores viraram estrelas, a série virou um grande sucesso do Canal Fox.
O grupo reúne um cadeirante, orientais, líderes de torcida, uma adolescente obstinada pelo sucesso, alguns rapazes do time de futebol, uma negra acima do peso, entre outros tipos e também um jovem homossexual, afeminado e atento ao universo da moda e da música, Kurt. Os professores do colégio são infernizados pela técnica Sue Sylvester, que é a vilã mais querida da televisão. Os episódios que mostram Sue se relacionado com sua irmã com Down, parecem redimir a vilã, que por esse motivo escolheu sua assistente, também Down, para dividir suas maldades – e em pequenos casos, ajudar o Clube Glee. Suas frases de efeito são famosas. E a atriz Jane Lynch parece se divertir muito ao lado dos jovens atores.
Na segunda temporada da série, Kurt protagonizou a maior parte dos episódios, onde um rapaz do time do futebol o perseguia e o agredia constantemente por ser homossexual. A série então ganhou a minha atenção. Mostrar um adolescente ser perseguido por ser homossexual dentro da sua escola, lugar onde deveria se sentir seguro, em horário nobre na televisão, deveria e despertou muitas discussões. Kurt foi obrigado a mudar de escola, por sorte se apaixonou pelo rapaz mais bonito da nova escola, que contava com uma política de intolerância a violência e sofreu menos com a transferência. O agressor voltou à série no episódio dessa semana e se você não gosta de spoillers, peço que não siga a leitura do texto. Falarei do episódio que encerra a primeira parte da terceira temporada que vai ao ar hoje à noite na Fox Brasil.
À partir daqui, o texto apresenta spoillers do episódio que vai ao ar hoje à noite na Fox.
Dave Karofsky, o rapaz que agredia e perseguia Kurt, descobria que sua homofobia vinha do fato de também ser gay. Primeiro ele beija Kurt em uma discussão e alguns episódios na frente, ele se declara no dia dos namorados para ele, pedindo perdão por tudo o que fez a ele. Porém, um dos rapazes do time de futebol, presencia parte da cena e aquilo vira uma piada entre os rapazes. Karofsky passa então ser vítima de homofobia no colégio, mais precisamente no vestiário, entre seus amigos. Como ninguém sabia, esse fato ganha um peso muito maior para ele, jovem, desesperado, cheio de dúvidas, inseguro e sem ninguém para dividir a aflição da violência gratuita e desmedida. Ao chegar em casa, de forma premeditada, tenta se matar.
Mais uma vez, em horário nobre na televisão americana, Ryan Murphy mostra um jovem homossexual, vítima de bullying, sem o apoio dos pais e dos amigos, tentar se matar.
Esse episódio especificamente me parece um dos mais cruéis da série e certamente o mais dramático, ao terminar com um desastre de carro que coloca em risco a vida de uma das protagonistas. É como se ele dissesse aos jovens que a vida pesa e é difícil também. E que o suicídio não soluciona coisa alguma. Mas é também uma mensagem aos pais desses mesmos jovens suicidas, para que percebam seus filhos e os amem e respeitem suas escolhas, sejam elas quais forem. É um diálogo muito vivo que ele estabelece com a audiência – baseado num caso recente, onde um jovem americano gay cometeu suicídio por não suportar a violência das pessoas ao redor – e muito importante porque coloca a discussão dentro das salas de aula, nas salas dos apartamentos, nas rodas de amigos.
Me pareceu corajoso e muito importante para qualquer movimento de qualquer bandeira que lute por igualdade de direitos, por liberdade de expressão e por permitir que as pessoas tenham ciência de que mesmo nos dias de hoje, as pessoas se matam por serem julgadas arbitrariamente e no caso dos jovens, sem saber ou poder se defender.
Glee volta no dia 10 de abril.
terça-feira, 6 de março de 2012
QUITANDA DA VIDA 66
Telinha Cavalcanti
Você vai me xingar ao ler esta receita, e o pior é que eu vou concordar com você :D
Pavê de Sonho de Valsa
Ingredientes
3 ovos
10 bombons Ssonho de valsa picadinhos + 4 cortados em metades
1 xícara de leite
1 lata de leite condensado
1 caixinha de creme de leite gelado
1/2 colher (sopa) de maisena
5 colheres (sopa) de açúcar
Como fazer
Primeiro, quebre os ovos separando as claras das gemas. Reserve.
Numa panela, junte o leite condensado, 1 xícara (chá) de leite, a maisena (já diluída no leite para não fazer grumos) e as gemas (tem que peneirar para tirar a pele, o que vai evitar aquele gosto de ovo no doce). Leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar. Deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo sempre. Retire do fogo e reserve.
Numa batedeira, bata as claras em neve. Vá acrescentando o açúcar aos poucos para as claras não murcharem. Desligue a batedeira, acrescente o creme de leite e misture, delicadamente, até incorporá-lo às claras. Reserve. Cuidado para não desandar.
A primeira camada do pavê de bombom é o creme de gemas. Cubra o creme com os bombons picados. Em seguida, cubra com o creme de claras. Polvilhe com raspas de chocolate e coloque as metades do bombom sonho de valsa.
Leve à geladeira até ficar firme. Se preferir, troque o sonho de valsa por bis.
Você vai me xingar ao ler esta receita, e o pior é que eu vou concordar com você :D
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Ingredientes
3 ovos
10 bombons Ssonho de valsa picadinhos + 4 cortados em metades
1 xícara de leite
1 lata de leite condensado
1 caixinha de creme de leite gelado
1/2 colher (sopa) de maisena
5 colheres (sopa) de açúcar
Como fazer
Primeiro, quebre os ovos separando as claras das gemas. Reserve.
Numa panela, junte o leite condensado, 1 xícara (chá) de leite, a maisena (já diluída no leite para não fazer grumos) e as gemas (tem que peneirar para tirar a pele, o que vai evitar aquele gosto de ovo no doce). Leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar. Deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo sempre. Retire do fogo e reserve.
Numa batedeira, bata as claras em neve. Vá acrescentando o açúcar aos poucos para as claras não murcharem. Desligue a batedeira, acrescente o creme de leite e misture, delicadamente, até incorporá-lo às claras. Reserve. Cuidado para não desandar.
A primeira camada do pavê de bombom é o creme de gemas. Cubra o creme com os bombons picados. Em seguida, cubra com o creme de claras. Polvilhe com raspas de chocolate e coloque as metades do bombom sonho de valsa.
Leve à geladeira até ficar firme. Se preferir, troque o sonho de valsa por bis.
segunda-feira, 5 de março de 2012
CAFÉ: ONDE SE APRENDE A APRECIAR O BOM DA VIDA
Por Vanessa Julidori
Mundialmente conhecido, o café produzido em Carmo de Minas vem ganhando destaque entre os amantes desta iguaria.
Cultivado há quase um século nas montanhas de Carmo de Minas, o café com selo da UNIQUE CAFÉS, detém desde 2005 o recorde mundial de complexidade de bebida pelo Cup of Excelence, o mais renomado concurso de cafés especiais do mundo.
Partindo desta premissa, o Fazendo Arte Café & Ateliê utiliza o que há de melhor na região para compor sua vasta carta de Cafés.
Além da indiscutível qualidade nos seus drink’s e guloseimas o Fazendo Arte conta ainda com o barista Pedro Victor Salerno, certificado desde 2006, na preparação dos drinks.
Como se não bastasse as iguarias de qualidade, para compor o ambiente o Ateliê ainda possui os mais belos artesanatos criados por uma infinidade de artistas da região.
Ambiente de muito bom gosto para complementar um dos cenários mais belos do Circuito das Águas, a cidade de Caxambu.
Uma das especialidades deste aconchegante local é o AFFOGATO, com café espresso e sorvete de creme Premium, essa tentação vem encantando os amantes de Café neste verão.
Vanessa Julidori (17/01/2012)
Dos projetos tardios
De como Garcia-Roza ganhou o mundo
Por Dade Amorim
Por Dade Amorim
Ouvi Luiz Alfredo Garcia-Roza falar sobre seu trabalho, seu processo criativo, as etapas enfim que é preciso cumprir para trazer à luz mais um livro, além de curiosidades, tietagens e alguma aleivosia nas infalíveis perguntas que sempre querem saber mais do que estão perguntando. Autor de seis romances policiais, Garcia-Roza está preparando o sétimo. Os seis foram sucessos, a começar do primeiro, O silêncio da chuva, ganhador de dois importantes prêmios literários, o Jabuti e o Nestlé. Um belo começo de carreira para um autor tardio, que começou a escrever ficção aos 60, depois de uma carreira acadêmica respeitada nas áreas de filosofia e teoria psicanalítica, cadeira que ele criou na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Vieram depois Uma janela para Copacabana, Vento Sudoeste, Achados e perdidos, Perseguido, Berenice procura e Céu de origamis. Exceto o penúltimo, todos trazem a figura de Espinosa, um detetive que é um charme, uma figura idealizada de policial. Sugiro que o personagem seja uma projeção do eu ideal do próprio autor, o que para efeito lítero-fofoqueiro tem lá seus encantos. Outra estrela onipresente nos romances desse eminente professor é Copacabana, onde ele foi criado e morou toda sua vida. Garcia escreve em um escritório no centro do Rio, de onde avista a baía de Guanabara, e em cuja parede maior está estendido um mapa de seu bairro predileto com todos os detalhes que aparentemente guiam sua criação literária, incluindo o subsolo e seus meandros. Além do submundo que ele traz quase sempre à ação.
Pessoalmente, gostei mais de O silêncio da chuva, que me parece o mais lírico de todos, e de Achados e perdidos que, roteirizado e filmado, ficou muito bom de ver. Livro e filme têm figuras menos esquematizadas que algumas das histórias de Roza, gente de carne, osso e sangue.
Além de best-sellers no Brasil, os livros do professor têm sido traduzidos mundo afora. Um rapazinho da platéia perguntou, sem cerimônia, se o fato de ter um nome conhecido e ser autor de muitos trabalhos em sua área acadêmica não teria ajudado a convencer Luís Schwarcz, dono da Companhia das Letras, a publicar seu primeiro livro sem qualquer hesitação. A resposta veio pronta e taxativa: “absolutamente”.
Perguntado sobre o porquê da escolha do gênero, ele responde que prefere profissões que lidem com a suspeita, como é o caso da psicanálise e da investigação criminal. Mas sobre seu método de trabalho – que ele garante ser nenhum, embora haja um exagero nisso – e sobre a famosa “necessidade de escrever” que a maioria dos autores declara, ele reitera a resposta dada na Flip: começa a escrever a partir de qualquer acontecimento trivial e vai construindo sua história sem saber aonde chegará. E se tiver que escolher entre ler ou escrever como opção exclusiva, escolherá ler. Porque, segundo ele, ainda leu muito pouco da ficção disponível neste mundo, e se não puder escrever, a leitura será suficiente.
domingo, 4 de março de 2012
SENHORA DO TEMPO. O GIRA-GIRA LÁ DE CASA
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Por Ana Laura Diniz
“Vai, roda mais rápido! Mais rápido!!!”. Das recordações que tenho dos meus parcos dois anos de idade, uma delas era a alegria de rodar no gira-gira e impulsionar no balanço que ficava no quintal lá de casa. Lembro até hoje a sensação do vento na barriga... quanto maior era a velocidade nos brinquedos, mais eu amava.
Nessa época eu morava na rua Linda Ferreira da Rosa, no bairro de Perdizes, em São Paulo. Assim como a casa, nasci em um lugar que faz tempo não mais existe: Hospital Matarazzo, mais propriamente na Maternidade Condessa Filomena Matarazzo. E até vivenciar a minha primeira mudança de casa e cidade, aos seis anos, lembro do universo criado naquele quintal... que naturalmente se estendia ao quintal do vizinho... e do terreno baldio que também tinha ao lado da casa, onde com irmãos e amigos passei tardes inesquecíveis.
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Brincávamos de tudo: pique-pega, esconde-esconde, ciranda, ou simplesmente corríamos de um lado pro outro sonhando ser heróis ou atores de algum filme de faroeste. E como aprontávamos!
De quando em quando, ligávamos para o trabalho do meu pai para dizer que um dos tios havia chegado de surpresa de Belo Horizonte. Ele saía mais cedo do trabalho e cadê o irmão dele?! “Surpresaaaa!!!!”... não tinha ninguém além da gente mesmo: ele sempre trabalhou muito mais do que o expediente exigia (trabalha até hoje), e sempre arquitetávamos planos de trazê-lo pra casa mais cedo.
Minha mãe, claro, nem sempre sabia o que a gente aprontava. E raramente estressava. Quando calhava de os cinco filhos brigarem, coisa rara – era um “pega pra capá” – e ela simplesmente abria a porta de um quarto e dizia: “meninos, todos pra cá”. Nós obedecíamos, e ela completava calmamente: “É o seguinte, vou fechar a porta e vocês continuem brigando. O que sobreviver, vai lá na sala e me chama”, e saía tranquilamente.
Nem preciso dizer que a discussão acabava imediatamente. E como não queríamos ficar confinados olhando um pra cara do outro, rapidamente saía um para dizer que tínhamos feito as pazes. Ela ouvia e falava: “ah, é? Que bom!”. E ao chegar no quarto, completava: “Que bom que fizeram as pazes, vocês são muitos e precisam ser amigos uns dos outros. Está mesmo tudo bem?”. Nem sempre estava, mas mentíamos: “Sim, mãe, está”. E ela então arrematava: “Ótimo, então abracem uns aos outros”... e abraçávamos...
Já experimentou abraçar alguém que você tem ou está com raiva? Quando criança, afirmo de carteirinha, é mágico: se há alguma raiva ou mágoa restante, ela vai embora no momento em que se abraça, puft! E já saíamos brincando novamente. O meu pai fazia o mesmo.
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E era uma festa. Com duas empregadas pelo menos, pra dar conta da casa e da gente, mamãe fazia “vista grossa” pra muita coisa. Tinha uma empregada, por exemplo, que varria a sujeira pra debaixo do tapete pra acabar mais rápido a limpeza e ficar brincando com a gente. Tudo muito inesquecível. Principalmente porque era um gesto tão puro, tão sem maldade, que realmente mamãe não incomodava – e, claro, pedia para a outra empregada limpar. Ninguém era de fato prejudicado, e a vida corria solta. E aos giros. Ao menos, aos olhos... e no quintal daquela casa, que mesmo tendo sido transformada em prédio, existe perfeitamente na memória da gente.
sábado, 3 de março de 2012
FREDZILA - OKAYAMA - PONTE SETO
Carlos Frederico Abreu
É realmente uma obra grandiosa, dessas de tirar o fôlego! São 28 ilhas interligadas!
A história do projeto porém tem um início triste.
Nos anos 50, quando se ainda usavam os barcos para se fazer a travessia entre as ilhas, duas embarcações colidiram durante um forte nevoeiro e quase 200 pessoas morreram afogadas. A maior parte das vítimas do acidente foram crianças que faziam uma excursão escolar para visitar uma das ilhas de Okayama.
As fotos da tragédia estamparam os jornais, o que acabou por causar uma comoção nacional. Por mais de dez anos se pensou como a questão poderia se resolver, pois dependia de uma tecnologia ainda não disponível na época.

A obra só começou a sair do papel em 1973 e precisou de mais 10 anos até chegar ao estágio atual. O maior vão entre ilhas alcança quase um quilômetro! Apesar de não se tratar da maior ponte já construída (passa um pouco dos dez quilômetros), é impressionante pela engenhosidade e pela dificuldade vencida.




Pessoas do mundo todo vem ao Japão apenas para vê-la. Conheci dois brasileiros de Mogi Mirim que estavam ali com este objetivo. A parte inferior da ponte serve também para o transporte ferroviário.




Dali voltamos à Okayama, para a estação e novamente de shinkansen (trem-bala) percorremos 590 km até Hokaido, três horas e pouco de viagem, baldeação, mais 40 minutos até a cidade de Atami, desta vez em um expresso.
Em Okayama, fomos de ônibus conhecer a fabulosa ponte SETO Ohashi.
É realmente uma obra grandiosa, dessas de tirar o fôlego! São 28 ilhas interligadas!
A história do projeto porém tem um início triste.Nos anos 50, quando se ainda usavam os barcos para se fazer a travessia entre as ilhas, duas embarcações colidiram durante um forte nevoeiro e quase 200 pessoas morreram afogadas. A maior parte das vítimas do acidente foram crianças que faziam uma excursão escolar para visitar uma das ilhas de Okayama.
As fotos da tragédia estamparam os jornais, o que acabou por causar uma comoção nacional. Por mais de dez anos se pensou como a questão poderia se resolver, pois dependia de uma tecnologia ainda não disponível na época.

A obra só começou a sair do papel em 1973 e precisou de mais 10 anos até chegar ao estágio atual. O maior vão entre ilhas alcança quase um quilômetro! Apesar de não se tratar da maior ponte já construída (passa um pouco dos dez quilômetros), é impressionante pela engenhosidade e pela dificuldade vencida.

Descemos em uma das ilhas (Yoshima) e embarcamos numa lancha, para poder ter uma vista panorâmica.



Pessoas do mundo todo vem ao Japão apenas para vê-la. Conheci dois brasileiros de Mogi Mirim que estavam ali com este objetivo. A parte inferior da ponte serve também para o transporte ferroviário.



Dali voltamos à Okayama, para a estação e novamente de shinkansen (trem-bala) percorremos 590 km até Hokaido, três horas e pouco de viagem, baldeação, mais 40 minutos até a cidade de Atami, desta vez em um expresso.
sexta-feira, 2 de março de 2012
DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE. REVOLTA COM OS PADRÕES
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Por Bianca Monteiro
Menciono isso com frequência, mas acho necessário repetir por ser um assunto que me rodeia sempre... Estou sempre no meio termo, então posso descrever as duas situações:
Menciono isso com frequência, mas acho necessário repetir por ser um assunto que me rodeia sempre... Estou sempre no meio termo, então posso descrever as duas situações:
É horrível a existência da autoestima baixa, pra quem sente e pra quem convive. Imagina só, se olhar no espelho e não gostar do que vê, olhar pras outras pessoas e se sentir inferior? Ao mesmo tempo que é desesperador ver alguém sofrendo por causa disso, se martirizando, e não saber o que fazer... Porcaria de mídia. Malditos padrões de beleza e toda essa besteira que eles querem enfiar na cabeça dos jovens sobre como eles devem se comportar, vestir, ser... Como se a aparência fosse tudo o que importa. E o pior: tem gente que acredita fielmente nessa palhaçada. Que só se pode ser feliz se considerado bonito, não apenas por um alguém que interessa, porque isso não basta, mas sim por um exército de robozinhos chamado sociedade. Que só se pode ser amada se for meiga como a mocinha da novela. Que só se pode ser bonita se tiver o corpo da dançarina do programa humorístico. Que só se pode ser interessante se for famoso... E cada vez mais as pessoas se conformam com esse molde imposto sem questionar, por isso o nível de infelicidade e insatisfação só cresce.
A pior parte? É que depois da lavagem cerebral, vêm com o papinho de "beleza interior", "aparência não importa" pra confundir ainda mais a todos. Pena que não é o que demonstram, né? Hipocrisia pura. São os primeiros a julgar aquele que é diferente, a excluir aquele que quer ser. As pessoas que realmente distoam são raras. Estas sim, dignas de importância.
Sempre ouvimos reclamações do tipo "ah, o amor verdadeiro não existe mais nos dias de hoje" e o porquê está aí. O interesse predomina. Dinheiro, status, beleza... O que é beleza, afinal? Não dá pra definir. É completamente subjetivo... Como querer tornar 7 bilhões de pontos de vista um só? Não parece absurdo? Pois é. Abrir os olhos de vez em quando é bom.
Aí está. Como resolver? Simples não é. Mas, é necessário acreditar em uma coisa: qualquer um pode ser bonito dependendo do critério e ponto de vista. Se você ainda não encontrou ninguém que goste de você, talvez não conheça pessoas o suficiente e devesse procurar outras. E se encontrou, bom, faça de tudo para não perdê-la. Sabe como é... Se na sua cabeça você parece ser alguém tão abominável assim, pra que espantar uma pessoa que discorda, não é mesmo?
Texto dedicado ao meu melhor amigo, por motivos óbvios.
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quinta-feira, 1 de março de 2012
HOMEOPATIA EVITA E CURA A DENGUE
Por Esther Lucio Bittencourt
Há 9 anos, a então Presidente do Instituto Hahnemanniano do Brasil (IHB), Ana Teresa Doria Dreux, CRM no. 52.33019-0, e outros colegas homeopatas, foram chamados à Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, por uma médica que lá trabalhava no setor de Homeopatia, que pediu para que criassem uma fórmula ou sugerir um medicamento que pudesse ajudar no tratamento da dengue.
Ana Teresa Dreux criou então uma fórmula homeopática, “que durante este tempo tem sido usada por mim e outros colegas homeopatas para prevenção e tratamento da dengue.
Sua composição é:
RHUS TOX. / EUPATORIUM PERF./ CHINA OFF./ LEDUM PALUSTRE/
GELSEMIUM/ 5CH/ aã.
Basta levar esta fórmula a qualquer farmácia homeopática. Pode ser feita em glóbulos (sacarose), tabletes (lactose) ou gotas (alcoolatura a 30 %).”
Com a ameaça eminente de surto da dengue em vários estados do Brasil, o alerta foi dado pelo Ministério e Secretarias de Saúde dos Estados, principalmente dos que vem sendo castigados pela chuva e pelo mormaço do verão, está na hora de colocar em ação a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, que foi aprovada por portarias em maio e junho de 2006, sendo ministro da Saúde José Gomes Temporão. Essas práticas incluem acupuntura, fitoterapia, medicina antroposófica e homeopatia, que é uma especialidade médica desde 1980.
MEDICAMENTOS À BAIXO CUSTO
Afirma Ana Teresa que esta “foi uma decisão importantíssima para a saúde da população e está sendo cada vez mais praticada em vários pontos do território nacional. Aqui no Rio, um exemplo é o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, Unirio, em convênio científico com o Instituto Hahnemanniano do Brasil .
A Unirio foi pioneira em instituir a obrigatoriedade da Homeopatia no currículo da faculdade de Medicina e em criar a primeira residência médica em homeopatia em 2004. Essas práticas não só são de baixo custo e de comprovada eficiência, como atendem à demanda da população por uma medicina mais humanizada e dentro do conceito do médico de família.
Os pacientes que usam a homeopatia já têm em suas casas medicamentos formulados por seus homeopatas para compor uma pequena farmácia de emergência para eventos corriqueiros na vida cotidiana, tais como picadas de insetos, acidentes domésticos, gripes, resfriados, cólicas, dores de dente ou garganta, prevenção e tratamento da dengue.
A ansiedade e mesmo situações como a que vivemos de pânico e pesar, como as das enchentes e os deslizamentos de terra na região serrana do Rio de Janeiro, no Sul de Minas Gerais, em São Paulo, e demais estados e municípios, registrando muitos óbitos, podem ser tratados com homeopatia e Florais de Bach; uma vez que já foram aprovados como prática integrativa para os cirurgiões dentistas.
COMO TOMAR O PREVENTIVO DA DENGUE
O preventivo da dengue deve ser usado assim:
- Tomar 3 glóbulos ou tabletes ou gotas, UMA VEZ AO DIA, enquanto durar a temporada da epidemia. Isto tanto para adultos como para crianças de qualquer idade, sendo que no caso de crianças não se usa a forma alcoólica.
- O medicamento deve ser dissolvido lentamente na boca. Para bebês, a mãe pode dissolver 2 glóbulos com uma colher de chá de água para facilitar a administração.
- Se o bebê estiver com MENOS de 3 meses e estiver sendo amamentado, a mãe pode tomar 6 glóbulos antes de uma mamada, que o efeito passará para o leite materno. Grávidas podem e DEVEM utilizar a fórmula.
PODE SER DADO PARA BEBÊS QUE NÃO ESTÃO SENDO AMAMENTADOS, DE QUALQUER IDADE. DEVE SER USADA COMO TRATAMENTO, no caso de dengue ou mesmo suspeita de dengue, desta forma:
- Tomar 3 glóbulos (ou gotas ou tabletes) de 2/2 horas, ESPAÇANDO PARA 3/3 HORAS E 4/4 HORAS, etc, à medida que os sintomas melhorarem, ATÉ A REMISSÃO COMPLETA DOS SINTOMAS .
Afirma a professora que "estou apenas cumprindo meu trabalho de médica. Não tenho mais consultório particular, só atendo como médica voluntária no Ambulatório Escola do Instituto, que é de utilidade pública, onde todos, ricos e pobres, podem ir. Desejo que a Homeopatia saia valorizada desta epidemia e que os brasileiros saibam que existe uma especialidade eficaz e de baixo custo para a nossa população."
Primeira Fonte - A partir de que pesquisa a senhora concluiu que rhus tox., eupatorium perf., china off, ledum palustre e gelsemium, todos 5ch, faziam a prevenção contra a dengue?
Ana Tereza - Verificando na matéria médica homeopática, os sintomas destas 5 plantas, uma das quais é Quina usada para febre amarela e malária (QUININO), que surgem na dengue e que se manifestam nos pacientes e experimentando durante 9 anos em pacientes e funcionários do IHB.
Para o dengue hemorrágico uso um mineral, o Phosphorus que age no sangue e no fígado entre outras muitas coisas e o Crotalus, veneno da cascavel americana, que causa um quadro semelhante ao da dengue hemorrágica. Só uso em caso de confirmação da baixa de plaquetas, sendo PERIGOSO tomá-los sem estar com o quadro da doença, ou indicação do médico homeopata. Não se pode tomá-los todos os dias para prevenção. Quando existe a necessidade eles CURAM.
Isto que fiz não é nada demais. Todo médico homeopata tem conhecimento destes medicamentos muitíssimos usados. Deixo claro que esta é a minha experiência pessoal como médica homeopata.
PF - O que é a homeopatia ?
AT - Uma especialidade médica do setor da terapêutica que usa a lei da semelhança: O semelhante curará o semelhante.
"Nos inúmeros casos que tenho tratado, a doença evolui de maneira branda, e resolve sem agravar ou deixar sequelas. Para os pacientes que a usam como preventivo, até hoje não houve um caso de contaminação, pelo menos a mim relatado. Passei a distribui-la todos os anos para todos os funcionários do IHB, nas épocas de epidemia, e desde então nenhum funcionário (cerca de 22) contraiu a doença, mesmo os que moravam em locais endêmicos.
Em caso de DENGUE HEMORRÁGICA, ou mesmo suspeita (isto é, plaquetas
abaixo de 150 000), principalmente em crianças, ACRESCENTA-SE ao tratamento acima, dois medicamentos: PHOSPHORUS, 12 CH ,4 glóbulos ou tabletes ou gotas, tomar pela manhã e CROTALUS, 12 CH, 4 glóbulos ou tabletes ou gotas, tomar à tarde, até as plaquetas normalizarem (150 000). NÃO PARAR COM A OUTRA FÓRMULA. AGIR COM RAPIDEZ.
Nos casos que tenho acompanhado, as plaquetas SOBEM rapidamente de
maneira surpreendente.
Alcoolatura a 30% é indicada para pacientes que não podem tomar açucar
(diabéticos). Tomar com um pouco de água.
Óbvio que para crianças é mais indicado os tabletes. Para quem tem alergia
a leite, use-se os glóbulos.
Pode-se usar externamente a pomada de Ledum palustre como repelente, que
funciona de modo bastante eficaz e não traz alergias. Mas só para quem NÃO
PODE de jeito nenhum usar repelente.
QUALQUER FARMÁCIA HOMEOPÁTICA pode veicular estes medicamentos", avisa a médica.
COMPLEXO B
Previne ainda Ana Teresa que "uma boa medida é tomar vitaminas do complexo B, que eram usadas no Vietnã pelos soldados americanos pois deixam um odor na pele que afasta o mosquito, e a vitamina C, que reforça o colágeno e a imunidade. Existe o Teragran Jr., uma fórmula que reúne estas duas vitaminas, para crianças.
Como todos nós, profundamente emocionada e chocada com o que tem acontecido ultimamente, principalmente em relação às crianças e grávidas, resolvi divulgar a minha modesta experiência.
Claro que a homeopatia não DISPENSA nem INTERFERE nos cuidados médicos
obrigatórios nestes casos, nem deve-se desleixar na erradicação do vetor (mosquito) combatendo seus focos de proliferação."
DENGUE
"A dengue foi relatada primeiramente em 1779/80, na Ásia, na África e na América do Norte simultaneamente. A forma hemorrágica, no sudeste da Ásia nos anos 50. Em 1975 foi a principal causa de morte e hospitalização nesta região. É uma virose transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti (que também transmite a febre amarela), hospedeira do virus. Este pode ser de 4 tipos. A pessoa fica imunizada apenas pelo tipo de que foi contagiada sendo que pode contrair a dengue dos outros 3 tipos, ficando mais suscetível à virose. O tratamento é sintomático, com hidratação, antialgicos e transfusão de hemácias quando o quadro hemorrágico é grave. A toxina do vírus ataca o fígado causando uma hepatite que pode ser agravada e fatal se é administrado paracetamol (tilenol) pois este medicamento tem sua dose terapêutica muito próxima da dose tóxica a qual acarreta hepatite medicamentosa. Assim, vários casos de morte fulminante foram provocadas pelo somatório das duas causas. Não se deve também administrar aspirina (ácido acetil salicílico) pois esta fluidifica o sangue piorando as hemorragias. A prevenção e o tratamento pela homeopatia tem alcançado uma enorme eficácia", informou Ana Teresa.
TRAGÉDIAS HUMANAS, LIÇÕES DE VIDA
"Nestes horríveis acontecimentos dos útimos dias e nas suas consequências que se prolongarão ainda por muito tempo devemos, como em tudo que acontece, ver a oportunidade de aprender, de exercer o amor e a solidariedade, que é o que faz com que evolua a humanidade, não deixando o desespero e o pessimismo toldar a visão maior. Quanto àqueles que tudo perderam, além dos seus entes queridos, que essa enorme dor não se perca. Que se transmute numa alavanca de potência gigantesca capaz de realmente transformar, mobilizar, agregar forças capazes de evitar que no futuro se repitam tragédias causadas pela inconsequência da política habitacional e outros fatores climáticos e ambientais. Os desaparecidos pelas enchentes são os mestres que nos darão forças para continuar a luta por um mundo harmônico e seguro para todos", finalizou a professora Ana Teresa Dreux.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
LANTERNA MÁGICA - A ESCOLHA DE MERYL
por Egídio La Pasta, Jr.
por Egídio La Pasta, Jr.
A Dama de Ferro (The Iron Lady), em cartaz nos cinemas brasileiros, deu o terceiro Oscar para a atriz Meryl Streep, que dessa vez fez uma personagem real, a primeira ministra britânica Margaret Thatcher. O filme não agradou muito a crítica e a mim também não, mas todos concordamos na excelência do trabalho de construção da atriz. Os detalhes, a maquiagem soberba que a faz sumir dentro da personagem, sobretudo na fase mais idosa e delicada, quando Thatcher passa a conversar com o fantasma do seu falecido marido, impressionam pelos detalhes e também, pelo resulatdo final. Comemorei o Oscar da atriz indicada dezessete vezes porque sempre torci por ela e por admirar cada novo trabalho que muitas vezes me faz ir ao cinema somente por saber que ela está no elenco.
Tenho alguns momentos dessa filmografia muito fortes que se misturam a minha formação cinematográfica e gosto muito de alguns filmes. Faço aqui uma brincadeira, de memória, sem a menor pretensão de analisar criticamente performances e títulos, apenas aponto os filmes onde eu mais gosto dela. São escolhas particulares, sem ordem de preferência, momentos de uma carreira cheia de filmes, personagens e cenas favoritas.
A Escolha de Sofia (Sophie’s Choice)
É mais do que clássica a cena da escolha que Sofia é obrigada a fazer. É um grito sem som, um desespero nos olhos, dentro de um cenário devastador. Provavelmente uma das cenas mais emblemáticas da história do cinema.
O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada)
A vilã mais deliciosa da carreira. O jogo de poder com Anne Hathaway e Emily Blunt é uma delícia e é muito difícil escolher uma cena dela, mas a que ela explica a secretária que não entende a diferença entre dois cintos muito parecidos.
Adaptação (Adaptation)
Uma jornalista de Nova York é a personagem dela, dentro de um filme onde ficção e realidade se misturam o tempo todo. Cômico e melancólico, uma delícia e imperdível. Como não encontrei a cena que queria, coloquei o trailler.
Um Grito no Escuro (A Cry in the Dark)
Baseado em uma história real, ela defende um personagem difícil, que sustenta que o seu bebê foi roubado por um lobo em um acampamento. A opinião pública a trata como assassina e ela luta até o fim para fazer valer a sua versão.
Dúvida (Doubt)
Adaptação de uma peça de teatro, o que justifica o tom teatral e muitas vezes exagerado do elenco. Aqui ela faz uma freira que percebe algo diferente na relação do Padre de sua paróquia e um dos coroinhas.
As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County)
Minha Meryl Streep preferida. Clint Eastwood consegue fazer uma das mais bonitas histórias de amor entre uma dona de casa que passa um final de semana sozinha e recebe a visita de um fotógrafo que visita a cidade. Os dois se apaixonam e vivem uma bela história de amor.
Lembranças de Hollywood (Postcards from the Edge)
Uma jovem atriz talentosa luta contra as drogas e o álcool e também contra o ego de sua mãe, uma estrela do cinema, possessiva e competidora. A relação entre as duas protagoniza cenas antológicas entre Meryl e Shirley MacLaine. E ainda tem uma canja de You don't know me.
As Horas (The Hours)
Clarissa faz uma festa para seu melhor amigo, um artista por quem foi apaixonada. A história dela se entrelaça ao romance de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway. A cena da cozinha, onde discute com um amigo. A cena da despedida de Richard. É difícil escolher um momento.
E você, quais as suas cenas e filmes preferidos?
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