Por Vera Guimarães
Hoje esta senhora do tempo destaca alguns de seus parentes que muito fizeram e fazem pela preservação da história da família. Há os que contam casos, os que fazem festas e reuniões, aqueles que emprestam seus sítios, os que convidam para suas casas, os que fazem rir com casos saborosos envolvendo antepassados, os que transmitem receitas culinárias, os que transportam parentes em visita a outros, os que enviam cartões em datas importantes, os que guardam na memória o dia do aniversário de muitos, os que se esforçam para destrinchar a genealogia, os que sabem o nome de todos, os que rezam pelos outros, os que proveem recursos materiais aos que precisam.
Uma dessas pessoas foi nossa irmã Zila, que já se foi deste mundo, autora do livro PROSA NA VARANDA, (fig. 1) registro de conversas dela com nossa mãe e nosso pai e muitas outras pessoas da família, do que resultou valioso patrimônio imaterial, que mostra como se vivia, quem éramos, o que pensavam e como agiam nossos antepassados e seus contemporâneos.
Aqui ela reproduz relato de nossa mãe sobre bodas de ouro de um casal de tios, festa que aconteceu em fazenda-cenário de toda nossa vida.

Pois, então, este foi um dos muitos enredos descritos no livro PROSA NA VARANDA, de nossa irmã Zila, que, assim, garantiu parte da preservação do patrimônio imaterial da família.
O cenário de tantos eventos significativos de nossa família foi esse casarão. Nele aconteceu a festa de bodas de ouro descrita acima e muitos outros encontros.
Durante muito tempo, desde que me lembro, frequentei essa fazenda, que, na minha infância, pertencia à família de querida prima, que nos acolhia com carinho, quitandas e jabuticabas sem fim.
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A fazenda com suas jabuticabas sem fim Hoje, o casarão em reforma |
Hoje, adquirida e preservada por um sobrinho, se firma como mais um marco concreto de nossas lembranças. A todos esses parentes que conservam suas casas, esse patrimônio material da família, nosso reconhecimento e nossa homenagem.